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Luís Costa Branco de volta a Portugal após divórcio de Nayma

"Não me envergonho de nada do que fiz e decidi”

Cláudia Alegria
20 de outubro de 2013, 10:00

Há cerca de quatro anos, Luís Costa Branco despediu-se dos telespetadores da SIC Notícias e partiu para Luanda com a missão de ser responsável pela delegação do semanário Sol em Angola. Na altura, o jornalista encarou a mudança com entusiasmo já que, dessa forma, poderia concretizar o projeto de ‘assentar’ na terra natal da manequim Nayma, com quem se tinha casado um ano antes. No entanto, o casal acabaria por atravessar uma crise na sua relação e, em janeiro de 2011, os dois separaram-se, dando início ao processo de divórcio, que acabou por avançar por via litigiosa na justiça angolana.
Há dois meses, Luís Costa Branco, de 41 anos, regressou a Portugal, para integrar a equipa da Benfica TV e, com ele, trouxe a atual companheira, Weza Silva, de 29 anos, o filho de ambos, Kendi, que completa dois anos no final de outubro, e uma vontade inabalável de vencer mais um desafio de vida, como disse em entrevista à CARAS.
– Há cerca de um ano, disse à CARAS que não tinha intenção nenhuma de regressar a Portugal. O que o fez mudar de planos?
Luís Costa Branco –
O caráter da proposta que recebi da Benfica TV e a conjugação de uma série de fatores que me levaram a ponderar a qualidade de vida em Luanda e a optar, depois de conversar com a minha mulher, por mudar para Lisboa. Apesar de tudo, Portugal oferece outra qualidade de vida e de resguardo para nós.
– E para o seu filho...
A questão foi toda centrada nas necessidades dele. Apesar de todo o desenvol­vimento que Angola tem tido, ainda não oferece a diversidade e a qualidade no que respeita a cuidados de saúde, estímulos, oportunidades e bem-estar no que toca à educação.
– Ele adaptou-se bem à mudança?
Tivemos a felicidade de a mudança ocorrer no verão, portanto, em termos climaté­ricos, que era aquilo que poderia afetá-lo mais por não estar habituado a lidar com o frio, foi uma transição progressiva. Essa era a única coisa que eventualmente o poderia surpreender.
– Ser pai era um desejo antigo?
Era um desejo muito antigo. Vou dizer uma verdade de La Palisse mas, no meu caso, foi um processo que, pela sua intensidade, jamais esquecerei.
– Que recordações guardará dos anos que viveu em Luanda?
Das pessoas com quem lidei e com quem tive uma relação de empatia muito forte, do clima extraordinário e da riqueza de paisagens naturais. Depois, há outras coisas não tão positivas... não viverei a alimentá-las, mas não me vou esquecer delas.
– Já está oficialmente divorciado?
Em Angola, sim. Agora está a decorrer o processo de transcrição para o ordenamento jurídico português. É uma questão processual, tem a ver com o tempo que estes processos demoram.
– O processo já decorre há dois anos e meio. Foi mais tempo do que estava à espera?
Sim.
– A sua intenção era que fosse um divórcio amigável, mas acabou por se arrastar em tribunal...
Acabou por ser um processo que teve um desfecho de mútuo acordo. É uma coisa que não apago da memória, um momento que faz e sempre fará parte da minha vida, mas não correu da forma que eu gostaria.
– Chegou a dizer-se que o divórcio aconteceu por ter conhecido a sua atual companheira. É verdade? Houve traições?
Há duas formas de responder a isso: os protagonistas diretamente envolvidos terão consciência do que se passou e daquilo em que estiveram bem ou mal. Haverá também uma outra leitura, que encaixa melhor em determinados guiões. Portanto, mantendo a questão na esfera da privacidade e do respeito por todas as pessoas, acho que se pode dizer que houve um encantamento que correspondeu com um desencanto. Depois, cada um fará a leitura que entender e arrumará as coisas onde melhor entender para lidar com o seu dia-a-dia. De uma coisa tenho perfeita consciência: não me envergonho de nada do que fiz e do que decidi. Obviamente, a dor em pessoas que nos são próximas nunca é uma coisa agradável, mas viver angustiado e menos feliz para não provocar dor a terceiros também não me parece razoável.
– Agora que esse capítulo está encerrado, partirá para outra fase da sua vida?
Já parti para outra fase há algum tempo, mas esta ficou tranquilamente encerrada.
– Faz parte do seus planos oficializar a relação com a Weza ou, depois da experiência passada, preferia não o fazer?
Essas coisas pertencem a uma esfera de intimidade... Procuro ser pragmático na minha vida, portanto, arrastar fantasmas e pesos, neste caso ou noutros, não faz muito parte do meu feitio. As coisas aconteceram de determinada forma, mas, com outros protagonistas, não têm de ser iguais. É uma coisa que teremos de pensar e decidir a dois.
– Lisboa é agora a vossa base. Sendo a sua mulher assistente de bordo, é fácil lidar com as ausências?
Neste momento, estamos numa fase em que não há afastamento. Estamos ambos em Lisboa e a tentar perceber como iremos organizar-nos no que diz respeito a uma coisa que, para mim, é muito importante, que é ela sentir-se ambientada, ocupada, realizada, feliz.
– Mas continua a trabalhar como assistente de bordo?
Neste momento, não. Está de licença sem vencimento até novembro. É um processo que está a terminar e agora vamos ter de perceber qual é o passo seguinte.
– Como é que se conheceram? A bordo de um avião?
Não. Foi em Luanda, através de amigos em comum.
– Têm construído uma história bonita?
Isso parece-me indesmentível. Ela é uma pessoa extraordinária, muito forte e amiga.
– Deixar o país e a família para o acompanhar nesta nova aventura em Lisboa foi uma grande prova de amor...
Sim, é uma prova de que se quer ter uma vida a dois, neste caso a três, com o Kendi.
– É importante para si que o Kendi tenha um irmão em breve?
Acho que as crianças precisam de companhia, por isso é que vão para a creche. Tenho sempre aquele preconceito de os filhos únicos serem um pouco mais mimados ou protegidos... Acho que a partilha faz sempre bem e é importante na formação da personalidade. Por isso, não é um objetivo que esteja posto de parte, mas também não é algo que se programe a régua e esquadro.

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