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Cristina Ferreira arrojada: “Gosto de provocar reações”

A apresentadora está orgulhosa da imagem que teve na sua estreia a solo, em “Dança Com as Estrelas”.

Marta Mesquita
5 de outubro de 2013, 10:00

Com vários anos de experiência como co-apresentadora, Cristina Ferreira já se sentia preparada para conduzir sozinha um programa de televisão. Essa oportunidade surgiu recentemente, com Dança Com as Estrelas, que estreou no final de julho. Horas antes de o primeiro programa ir para o ar, José Luís Gonçalves, um dos concorrentes, caiu e sofreu um traumatismo cranioencefálico grave, ficando vários dias em estado crítico. Agora que o toureiro já não corre perigo de vida, a apresentadora assume que “foram semanas terríveis”, e que a união da equipa se revelou essencial para que o programa tenha hoje “a energia que queríamos”.
Sendo uma das apresentadoras mais populares da televisão portuguesa, os visuais de Cristina Ferreira em cada gala de Dança Com as Estrelas têm suscitado o interesse do público, que ao longo dos diretos tem deixado centenas de comentários na página de Facebook da apresentadora.
No final de uma das galas, Cristina conversou com a CARAS sobre este seu novo desafio profissional.
– O Dança Com as Estrelas foi o desafio certo para se lançar sozinha na apresentação?
Cristina Ferreira – Sim, foi o desafio certo! Tem sido muito estimulante, até pelo próprio combate que tem de ser feito à concorrência, e isso deixa-me muito feliz. Aquilo que às vezes me podia deitar abaixo, tem-me dado uma energia suplementar. Isto é televisão e temos de tentar perceber o que o público quer ou não ver e o que o leva a escolher determinado programa. E isso obriga-nos a dar o nosso melhor.
– Tiveram um início de programa complicado, com o acidente do José Luís Gonçalves...
– Sim, tivemos duas semanas muito complicadas, foram duas semanas terríveis para todos nós, e só na terceira semana é que conseguimos ir buscar a energia que queríamos para este programa. E, portanto, semana após semana preparamos as surpresas para as galas seguintes. É tão bonito perceber que estes concorrentes, que não tinham nada a ver com a dança, estão a fazer coisas que muitos profissionais não conseguem fazer! E tenho o maior dos orgulhos nesta equipa e no programa. Posso ganhar [audiências] ou não, depende das semanas, mas tenho muito orgulho no que estamos a fazer.
– O segredo para ninguém se ter ido abaixo nessas duas primeiras semanas, quando o José Luís Gonçalves ainda estava em estado grave, foi a união de toda a equipa?
– Apesar de o acidente de José Luís Gonçalves ter sido terrível, uniu-nos ainda mais. Foi difícil, e cada um ultrapassou à sua maneira, mas ao mesmo tempo sentimos que éramos um só. E é fantástico perceber isso semana após semana. Estamos a fazer o programa que queríamos.
– Um dos assuntos mais comentados em relação ao Dança Com as Estrelas foi o seu guarda-roupa, criado pela estilista Micaela Oliveira. A Cristina participa ativamente na criação dos seus visuais?
– Sim, participo, e tem mesmo de ser. O desafio foi lançado por mim à Micaela e desde o início que queria vestidos que se transformassem durante o direto. Mas não é fácil, não sei no que me fui meter! A Micaela, coitada, não dorme durante toda a semana, e eu também não, porque temos muita coisa para fazer. Quando transformamos os vestidos, queremos que fiquem bonitos em ambas as versões. E tem sido agradável, mesmo que as críticas por vezes não sejam favoráveis. O primeiro vestido não teve críticas muito boas, mas eu gosto disso, gosto de provocar, de pôr as pessoas a olhar e suscitar algum tipo de reação. É disso que eu gosto. Para mim, televisão é espetáculo. E o que fazemos com o meu visual faz parte do espetáculo.
– E alguns desses visuais são arrojados e ousados...
– São ousados, mas não tanto com o da Rita Pereira [que ficou em body numa das galas]! [risos] O que é curioso é eu sentir que há homens, como os câmaras, por exemplo, que quando me veem descer as escadas já pensam: “O que é que vai sair daqui hoje?” E há pouco tempo um senhor de 60 anos veio ter comigo e disse-me:  “A guerra lá em casa entre mim e a minha mulher é saber qual é a volta que a Cristina vai dar ao seu vestido!” E isso significa que as pessoas reparam e ficam marcadas de alguma maneira. E é assim que eu gosto de fazer televisão: a marcar as pessoas. Há quem goste e quem não goste, mas eu sou assim.
– E acredito que também tenha uma opinião em relação ao penteado e aos acessórios...
– Sim. Há vários anos que lidero uma equipa em que tenho plena confiança, mas digo sempre aquilo que quero para determinada gala. Às vezes, as coisas saem de maneira diferente daquela que idealizei, porque percebemos que fica melhor de uma outra forma. Mas a minha equipa – a Vina, a Dora e a Inês – sabe exatamente aquilo de que gosto. É a equipa perfeita.
– E tem mostrado que está em forma e muito tonificada...
– Descobri há pouco tempo as caminhadas. E tenho gostado. Dantes, fazia mais ginásio e passadeira, mas agora tenho feito caminhadas à beira-mar, na Ericeira. Consigo estar uma hora a andar e noto uma diferença impressionante no meu corpo! E agora, aos domingos, no dia das galas, nunca tenho fome. Portanto, para mim era ideal ter uma gala todos os dias, porque assim não tinha fome.
– A Cristina sempre se assumiu como uma pessoa muito organizada, que consegue ter tempo para tudo. Mas estar à frente de dois programas, gerir um blogue e ainda ter tempo para estar com o seu filho – Tiago, de cinco anos – deve estar a ser esgotante...
– É preciso, de facto, ser muito organizada e ter tudo muito bem estipulado para que nada nem ninguém saia prejudicado. O meu filho nunca sairá prejudicado. O meu filho e a minha família estão sempre em primeiro lugar, depois, se puder desenvolver projetos que a nível profissional me dão prazer, avanço.
– O seu blogue, Daily Cris­tina, está a ter um sucesso notável. Estava à espera de ter tantas visitas diariamente?
– Ter o blogue tem-me dado imenso prazer. Dá-me muito gozo saber que nos dois primeiros meses tive cinco milhões de visitantes, o que não existe em Portugal. E até nisso gosto de arriscar. Nós não somos pequeninos, precisamos é de inovar, de ir à procura... E eu nunca mevou cansar de ir à procura.

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