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Oceana Basílio garante: "Não sou obcecada com a imagem"

De férias em Cabanas, onde passou a sua infância, a atriz abriu a gaveta das suas memórias.

Andreia Cardinali
28 de setembro de 2013, 10:00

Desde pequena que Oceana Basílio, de 34 anos, passa parte das suas férias de verão em casa dos avós, em Cabanas, no Algarve, e são dessa época as suas melhores recordações. Hoje, e apesar de saber que os tempo são outros, a atriz algarvia tenta passar as mesmas vivências à filha, Francisca, de nove anos, com a qual tem uma relação de extrema cumplicidade.
A viver há mais de dois anos uma relação à distância com Abel Xavier – o que lhe proporciona uma individualidade de que até gosta –, Oceana prepara-se agora para uma nova fase na sua vida sentimental, já que o namorado passará daqui para a frente mais tempo em Portugal, pois aceitou o desafio de treinar o Olhanense.
Foi junto à ria Formosa que falámos com a atriz de Bem-Vindos a Beirais sobre as suas memórias, sobre a sua relação com a filha e sobre a sua paixão pela representação.
– Foi aqui que passou a sua infância e adolescência...
Oceana Basílio – Sim, aqui sinto-me em casa. É onde tenho a minha família e tiro sempre uns dias no verão para vir para esta zona. Aqui estou com a minha avó e vários primos, é sempre maravilhoso. Revejo os amigos de infância e dedico-me totalmente à família.
– Que memórias guarda dos momentos passados aqui em Cabanas?
Muitas.... Aquilo de que mais tenho saudades é da liberdade de poder usufruir da natureza e tenho pena que a minha filha não possa fazer tanto isso, já que as coisas evoluem.
– Aqui a Francisca tem mais liberdade do que em Lisboa?
Sim, sem dúvida. Anda sozinha nas ruas, anda de bicicleta, mas claro que não tem liberdade total. Tento muito que ela tenha raízes cá e que sinta que também é algarvia [risos].
– Nestas épocas de férias aproveita para compensar a Francisca pelo tempo que não lhe consegue dedicar quando está a gravar?
Sim, quando estou de férias com a Francisca tento passar todo o tempo com ela, para irmos à praia e fazermos programas de mãe e filha.
– Nestes dias ela também exige toda a sua atenção?
Não, nós estamos muito tempo juntas e sozinhas e aqui acabamos por estar mais ocupadas e conviver com mais pessoas, o que ela também gosta, pois sente-se mais independente. Não é assim tão centrado entre nós as duas, mas temos os nossos momentos.
– Quando está de férias, consegue desligar do trabalho?
Sim, pelo menos tento, pois acho fundamental, mas nem sempre acontece. Neste caso, como ainda não recebemos os novos episódios da série e não tenho que estudar, é só para descansar. Aproveito para pesquisar peças de teatro que gostaria de fazer, mas é mais uma coisa que faço por prazer.
– Gosta então de estar atualizada...
Muito, gosto de perceber como é que está o mundo e sou muito atenta a tudo o que se passa, em especial no meu mundo da representação.
– O que é que lhe dá mais prazer dentro da representação?
Dentro da área da representação tudo me dá prazer, tanto o teatro, como o cinema, como a televisão, com os seus ritmos diferentes e com a sua forma de trabalhar e de estudar as personagens também diferentes. O bom é ir alternando entre as três.
– É considerada uma sex symbol. Como lida com isso?
Não me vejo dessa forma, não sou obcecada com a imagem, com aquilo que visto ou se estão a olhar para mim ou não. Gosto de me sentir livre como sou, sem subterfúgios.
– E como lida com a evolução da sua imagem em televisão?
Acho que não ligo tanto a isso como à evolução do meu trabalho enquanto atriz. Muitas vezes não gosto, não pela minha imagem, mas sim porque havia coisas que agora não faria daquela forma. Mas isso também tem a ver com a evolução profissional e acho que vai acontecer sempre.
– Agora que o Abel está a viver em Portugal, devem conseguir estar mais tempo juntos...
Neste momento nem por isso, pois ele está em pré-época e tem de estar completamente dedicado ao trabalho dele, mas havemos de ter oportunidade para estarmos os dois.
– Vão entrar numa nova fase da vossa relação, já que estavam habituados a namorar à distância...
Sim, mas ainda não sei como vai ser. Vamos estar os dois com ritmos de trabalho diferentes, continuaremos cada um na sua casa...
– Mas está tudo bem, continuam juntos?
Sim.

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