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Kátia Aveiro: “Tenho qualidades para gostarem de mim como sou”

A irmã de Cristiano Ronaldo recebeu a CARAS no refúgio da família, na Moita.

Inês Neves
22 de setembro de 2013, 16:00

Pelaprimeira vez, Kátia Aveiro abriu as portas da casa da família, na Moita,à imprensa e apresentou-nos os seus dois filhos, Rodrigo, de 11 anos, e Dinis,de três. Humilde e sempre bem-disposta, a cantora mostrou-nos o seu refúgio efalou-nos do seu novo trabalho musical, o single Boom sem Parar, do seupapel de mãe, da sua relação com o irmão, o jogador de futebol CristianoRonaldo, e de como é exigente na hora de escolher namorados.
– Este novo single foi a realização de mais um sonho?
Kátia Aveiro – Comple­ta­mente! O primeiro álbum já foi há muito tempo,depois houve um segundo e um terceiro, mas depois fui mãe novamente e houve umaparagem. Achei que poderia realizar-me só como mãe, mas a música fazia-mefalta. E cá estou eu, em boa hora. Porque assim faço aquilo de que gosto e soumãe na mesma.
– E os seus filhos gostam da sua faceta de cantora?
– Sim, muito! Estão muito orgulhosos da mãe, e isso faz-me feliz.
– Como é a sua relação com eles?
– Não sou mãe-galinha, sou mãe-amiga. Sou muito carinhosa com eles, mas tambémmuito rigorosa. Acho que é essencial ter esses dois lados, um permissivo, outrocom regras. Eu tive regras e aprendi com isso. E agora uso essas bases, queganhei com a minha mãe, na educação dos meus filhos.
– E que bases são essas?
– Essencialmente, é valorizar tudo aquilo que temos, porque o que eles têm eununca tive na idade deles. Explico-lhes que muito poucas crianças têm oprivilégio de ter o que eles têm. E que o facto de terem não faz deles melhorespessoas. Digo-lhes isso muitas vezes, em diversas situações. Têm que serpessoas humildes.
– E eles valorizam esses ensinamentos? Para umas crianças que têm tudo podeser complicado…
– Valorizam. Não são crianças egoístas, repartem aquilo que têm. As roupas ouos brinquedos que já não usam querem logo dá-los a alguém, e ficam contentesquando veem as outras crianças com as coisas que eram deles. O Rodrigo ficamuito emocionado quando ouve histórias tristes de outras pessoas. Ele é umbocadinho destravado, mas é um menino bom, muito humilde e meigo. Mas todasessas características têm também a ver com a nossa forma de estar…
– E é uma mãe que lhes dá tudo?
– Nem de longe, nem de perto! Digo não muitas vezes! E não quer dizer que nãopossa dar. Graças a Deus, posso.
– Vem de uma família que teve poucas possibilidades económicas. Como sesente alguém que não tinha nada e passou a ter tudo?
– Quando dizem que nós não tínhamos nada… não era bem assim. Tivemos umainfância com muitas dificuldades económicas, mas tínhamos muito amor em casa enunca passámos fome, ao contrário do que já foi dito na comunicação social. Aminha mãe sempre trabalhou para nos sustentar, não tínhamos fartura, mastínhamos o essencial e éramos felizes assim. E quando nos juntamos, recordamoscom alguma saudade o tempo em que estávamos todos juntos e que, mesmo com opouco que tínhamos, éramos felizes. Perante essas dificuldades, unimo-nos detal maneira que hoje continua a haver um elo muito forte entre todos nós. Aminha vida sem a minha família não fazia sentido, nada disto valia a pena.
– Não se deixou deslumbrar quando passou a ter uma vida mais abastada?
– Não. Aliás, quando hoje nos acontecem situações que só acontecem a quem temmuita exposição pública, comentamos entre nós que não têm muito a ver connosco.Habituámo-nos, porque as coisas foram acontecendo naturalmente, mas dizemosentre nós que somos felizes é em casa, com o nosso churrasquinho, as nossasmúsicas, as nossas conversas e recordações do passado.
– Mas houve de certeza hábitos que mudaram, coisas que adquiriram…
– Claro, mas somos as mesmas pessoas, fazemos as mesmas coisas, só que comoutras condições. A mim, por exemplo, ninguém me tira o Natal na Madeira,exatamente como era há 20 anos, ir a casa da minha avó, das minhas tias, ver asminhas primas, fazer os licores… Não há dinheiro nenhum no mundo que pagueisso.
– Qual foi o maior capricho que concretizou depois de a sua vida mudar paramelhor?
– Não sou muito consumista, dou mais importância à qualidade de vida. Ocapricho maior que tive foi mesmo esta casa. Queria uma casa grande, com jardime piscina, para os meus filhos brincarem, para receber a minha família e amigosde forma reservada. E comprei o carro dos meus sonhos. Já tive possibilidade detrocar por um superior, mas não troco.
– Diz-se que vocês se metem todos na vida uns dos outros...
– Se somos uma família que está constantemente junta, se não há distância nemfrieza nas nossas relações – e nós preocupamo-nos demasiado uns com os outros,não conseguimos estar bem se soubermos que um de nós não está bem –, é naturalque falemos e opinemos sobre todos os assuntos da vida de cada um. Mas cada umé livre de fazer o que quer.
– Tem-se dito que não gostam muito da namorada do Cristiano, a Irina Shayk.É verdade?
– Não gosto de falar sobre isso. A minha opinião não interessa ao público. Oimportante é que o meu irmão seja feliz. E se ele está feliz, nós tambémestamos. Se a Irina o faz feliz, claro que gostamos dela.
– Separou-se há pouco tempo do pai dos seus filhos...
– Não gosto de falar sobre a minha vida pessoal. Só posso dizer que está tudobem, que temos uma relação ótima e que o mais importante é o bem-estar dosnossos filhos. Somos pessoas que gostamos de estar bem e felizes. Como jádisse, temos que valorizar as coisas boas que temos. Então, para quê criarproblemas? A vida é tão curta...
– E já tem namorado?
– Estou sozinha, ao contrário do que já foi publicado em algumas revistas. Nestemomento, vivo para a minha carreira, para os meus filhos e para a família.
– E não sente vontade de estar apaixonada?
– Não. Tenho estado tão ocupada com este projeto musical que ainda não penseinisso. Ter um namorado não é o mais importante agora. Não quer dizer que não mevolte a apaixonar, mas neste momento não faz parte dos meus planos. Sou muitoexigente.
– Com o mediatismo que tem, é fácil perceber quem se aproxima de si por amorou por interesse?
– Tenho aprendido muito com algumas desilusões da vida... O que não quer dizerque às vezes não me engane… Mas também sei que tenho qualidades para as pessoasgostarem de mim como sou, sei que sou boa pessoa. Se fosse casmurra, egoísta,se tratasse mal os outros... mas não, tenho boa energia, sou simpática, sou amais alegre do meu grupo de amigos... Aqueles que me atraiçoarem é que ficam aperder!

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