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Em Lisboa, príncipe Aga Khan preside a noite de excelência

O Castelo de São Jorge, situado numa das colinas de Lisboa, foi o palco da entrega do 12.º ciclo do Prémio Aga Khan para a Arquitetura. A cerimónia solene contou com as presenças do príncipe Karim Aga Khan, do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, entre outras personalidades.

Marta Mesquita
19 de setembro de 2013, 15:00

Depois dos Jardins Shalimar, em Lahore, dos palácios Topkapi, em Istambul, e Alhambra, em Granada, e da Cidadela Saladin, no Cairo, entre outros emblemáticos locais históricos, o 12.º ciclo do Prémio Aga Khan para a Arquitetura foi entregue em Lisboa, no imponente Castelo de São Jorge. A presidir a esta cerimónia solene esteve o príncipe Karim Aga Khan, que no seu discurso oficial fez questão de elogiar o cenário escolhido para esta noite de excelência e prestígio: “Estamos reunidos num local que é um dos monumentos arquitetónicos de Portugal e que coroa a capital de uma sociedade verdadeiramente cosmopolita.” Também Aníbal Cavaco Silva fez referência a este monumento, que representa algumas das características culturais mais marcantes da portugalidade: “O castelo de onde avistamos o casario de Lisboa e o estuário do Tejo constitui, ele próprio, o testemunho vivo das dinâmicas de uma sociedade orgulhosa das suas raízes e em permanente abertura ao mundo e ao diálogo multicultural.”
Nesta cerimónia, o Presidente da República destacou ainda as qualidades de Portugal como país anfitrião de um acontecimento com esta importância internacional: “É uma honra receber em Portugal a cerimónia de entrega deste prémio de mérito excecional. Trata-se do reconhecimento da capacidade de Portugal como anfitrião de grandes iniciativas não apenas numa perspetiva estritamente turística, mas também do ponto de vista da organização de eventos internacionais de referência.”
Criado em 1977 pelo príncipe Karim Aga Khan, este prémio, que é atribuído a cada três anos, pretende premiar projetos que se distingam não só pela sua qualidade arquitetónica como pela sua influência e funcionalidade dentro de comunidades com uma significativa presença muçulmana. Este ano, entre os 20 projetos selecionados, os cinco vencedores foram o Centro de Cirurgia Cardíaca Salam, no Sudão, a revitalização do centro histórico Birzeit, na Palestina, o Rabat-Salé Urbano, projeto de infraestrutura, em Marrocos, a reabilitação de Tabriz Bazaar, no Irão, e o Cemitério Islâmico, na Áustria. O prémio monetário de mais de 750 mil euros será assim dividido entre os cinco projetos vencedores. “O prémio foi concebido não só para honrar projetos excecionais, mas também para colocar questões fundamentais. O ritmo da mudança está a acelerar no nosso mundo e é fundamental que o Prémio de Arquitetura continue a estar posicionado na vanguarda da mudança. O futuro irá trazer um conjunto cada vez mais exigente de novos desafios, tais como a urbanização global.”
A assistir a esta cerimónia, que decorreu ao ar livre, estiveram diversas personalidades ligadas à Rede Aga Khan para o Desenvolvimento e figuras de destaque da sociedade portuguesa, como Jorge Sampaio, António Guterres e Paulo Portas, entre muitos outros. Antes dos discursos, os convidados puderam desfrutar da atuação do Kronos Quartet. Terminada a cerimónia, as mais de 500 pessoas presentes conviveram durante um cocktail dinatoire.

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