Nas Bancas

Apaixonado, José Maria Tallon fala da relação com Ana Rego

O médico espanhol e a médica dentista portuguesa já se conheciam há vários anos, mas só começaram a namorar em setembro de 2012. Uma relação que tem a bênção dos filhos de José Maria, Carminha, Pepe, Eduardo, Beatriz e Rafael.

Andreia Cardinali
15 de setembro de 2013, 14:00

Apesar de já ter vivido várias relações fracassadas, José Maria Tallon, de 54 anos, nunca deixou de acreditar no amor e na partilha de vida com alguém. Por isso foi com o sorriso e o brilho no olhar típico de quem está apaixonado que o médico espanhol nos abriu as portas da sua casa da Quinta do Lago, no Algarve, e falou da sua relação com a médica dentista portuguesa Ana Rego, de 40 anos. Uma relação que tem todo o apoio dos filhos de Tallon, Carminha, de 28 anos, Pepe, de 27, Eduardo, de 21, Beatriz, de 17, e Rafael, de 14.
– Há mais de duas décadas que as suas férias em família são aqui...
José Maria Tallon – Sim, há 21 anos que venho para aqui com os meus filhos e espero que isso se prolongue por muitos mais anos. Este ano só falta o Eduardo, que só passou uns dias connosco, pois já está a trabalhar e também já mora com a namorada.
– Como lidou com a saída dele de sua casa?
Mal [risos]! Se, por um lado, quero que eles sejam independentes, por outro não quero que sigam com a sua vida... Isso é um sinónimo de crescimento e que vai acontecer a todos eles, mas é claro que não estou preparado para isso. E é bom que assim seja.
– Deu algum conselho ao Eduardo para o início dessa vida a dois?
– Não, porque acho que não devo ser o mais indicado para dar conselhos de como se deve viver enquanto casal [risos]! Ele falou comigo e eu apoiei-o.
– Naturalmente, nas férias acaba por passar mais tempo com os seus filhos...
– Estamos sempre muito tempo juntos, jantamos todos os dias juntos e mesmo agora que o Eduardo já não está em casa, faz questão de jantar connosco muitas vezes. Nos primeiros jantares em que a Ana se juntou a nós dizia sempre que eram muito animados, pois temos uma mesa cheia. Mas aqui, como não tenho consultas, de certa forma acabo por estar mais tempo com eles.
– A Ana já vive consigo?
– Vamos vivendo... A Ana continua a ter a sua casa e eu a minha. Digamos que durante os 30 dias do mês jantamos juntos 28 e dormimos 29 [risos].
– Ana, parece relutante em assumir uma vida juntos... Porquê?
Ana Rego – Porque as coisas devem ser feitas muito devagarinho. Quando as coisas são feitas precipitadamente, acabam por correr mal.
José Maria – E nós até temos muito tempo para ir devagarinho, eu só tenho 26 anos e ela 20 [risos].
– Os 14 anos que têm de diferença sentem-se?
– Claro que sim, eu sou bastante mais novo... Eu sou infantil e tenho uma mentalidade muito jovem. Acho que vou morrer assim. Digo imensas vezes à Ana que não pode ser tão adulta [risos]. Ela é muito organizada e eu sou um desastre. É fantástico ter alguém que põe ordem no caos da nossa vida.
– E como está a correr esta nova vida familiar com a Ana?
– Estamos juntos há quase um ano e está a ser muito bom. A Ana é uma mulher madura, que sabe o que quer, e os miúdos gostam muito da sua forma de ser. As pessoas que me conhecem dizem que ando mais tranquilo.
– A Ana já conhecer os seus filhos antes de começarem a namorar ajudou?
– Penso que sim, porque ter um estranho em casa é sempre diferente. Alguns deles já eram pacientes da Ana há uns dois ou três anos.
– Como percebeu que a amizade se tinha tornado namoro?
– Acho que não percebemos muito bem quando demos esse passo, o que leva a que nem saibamos bem em que dia começámos a namorar. Quando uma pessoa já é amiga da outra, começa a partilhar mais tempo com ela e, sem se dar conta, nas alturas em que isso não acontece apercebe-se de que sente a falta...

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras