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Viviane e Tó Viegas, um casal unido pela música

Companheiros há 25 anos e pais de um rapaz de dez anos, Rafael, Viviane e Tó Viegas estão este ano a celebrar os 20 anos do primeiro disco dos Entre Aspas, banda que fundaram e acabou “de comum acordo”, porque a cantora quis experimentar novos universos musicais.

Moema Silva
9 de setembro de 2013, 10:45

A cantora Viviane comemora este ano duas décadas sobre a edição do primeiro álbum dos Entre Aspas, a banda que formou no Algarve com o companheiro, o músico Tó Viegas. O recém-lançado Best of será apresentado em concertos até ao fim de 2013 (o próximo a 30 de agosto, em Tavira). A cantora falou-nos dos seus projetos durante um passeio de veleiro com o companheiro pela ria Formosa, cuja paisagem considera “maravilhosa e inspiradora”.
“Os temas dos Entre Aspas – canções como Criatura da Noite e Pequena Flor – ainda passam na rádio, mas já não estavam no mercado. Eu e o Tó [guitarra] reunimo-nos de novo com o Nuno Filhó [baixo] para a edição deste Best of e para uma série de concertos ao vivo. Vamos reviver uma época feliz das nossas vidas.” A banda fez grande sucesso e marcou a história da música portuguesa nos anos 90 e, como diz Viviane, “só acabou porque eu tinha muita vontade de explorar outros universos musicais. Separámo-nos de comum acordo e ficámos amigos”.
Depois desta celebração, Viviane retomará a carreira a solo na qual aposta desde 2005 e que evidencia a sua voz como uma das mais carismáticas da música portuguesa contemporânea. E prepara já o próximo disco, a lançar no início de 2014. “No terceiro álbum, As Pequenas Gavetas do Amor, que saiu em 2012, marquei mais a minha identidade. No quarto, todas as músicas são minhas e do Tó, mas continuarei a incluir poemas de escritores que admiro e de letristas com quem ainda não tinha trabalhado”.
A parceria de Viviane com Tó Viegas dura há 25 anos – “conhecemo-nos na escola, em Tavira, e aproximámo-nos através da música” – e têm um filho, Rafael, de dez anos, que “por enquanto prefere jogar futebol. Ele tem grande sentido rítmico e ótimo ouvido, mas só agora vai começar a aprender bateria. Nós não o pressionamos”.
A família ditou que fincassem raízes no Algarve: “Vivemos em Olhão desde 1988. Recuperámos a casa dos meus avós e adoramos. Quando o Rafa nasceu, quis que ele crescesse num sítio com qualidade de vida, em contacto com a natureza”.
Orgulhosa do percurso cumprido, a cantora, de 45 anos, sente-se bem na sua própria pele: “Sou feliz, e isso é fundamental. Estou habitua­da aos altos e baixos do mundo da música e tenho sorte em continuar a fazer parte dele.”

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