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Adriane Galisteu: "Quero aceitar as rugas e a flacidez da melhor forma possível"

A apresentadora brasileira esteve uns dias na Ilha da CARAS, onde garantiu que o peso da idade não a assusta e que hoje, aos 40 anos, se sente bem com o seu corpo.

CARAS Brasil
25 de agosto de 2013, 12:00

Adriane Galisteu, de 40 anos, orgulha-se do facto de o seu trajeto fazer parte da história de CARAS. Fez a sua primeira capa da edição brasileira em 1994, e nela falava sobre o seu amor pelo piloto Ayrton Senna. A edição foi um marco e vendeu mais de um milhão de exemplares. Um mês depois, um trágico acidente em Imola, Itália, matou o campeão do automobilismo e Galisteu nunca mais deixou as páginas da revista, ora para desabafar e partilhar a dor, ora para celebrar conquistas pessoais: “É uma relação de muitos anos. Acompanhei o nascimento da CARAS no Brasil, fui à festa de aniversário da revista na Argentina, e festejei também os 10 anos da revista no Brasil... Conheço as pessoas, sinto-me próxima da equipa da redação. Tenho o maior orgulho, é uma revista sensacional, que mudou a história do nosso país.”
Hoje, casada com o empresário de moda Alexandre Iódice, de 40 anos, mãe de Vittorio, de dois, e com incontáveis vitórias na carreira, Adriane é o retrato de uma mulher realizada. O seu discurso é maduro, os seus atos têm candura e as atitudes conquistam os fãs. “Realmente tenho um pacto com a felicidade. O que não significa que eu seja uma mulher que se ri por tudo e por nada. Tenho as minhas angústias, dores e saudades, mas levo a minha vida com coragem e alto astral”, comenta Adriane.
Com planos para engravidar novamente e uma vida profissional cheia de projetos, revela nesta entrevista, na Ilha da CARAS, por que se consagrou como uma das grandes estrelas da televisão brasileira.
– Guarda todas as ‘suas’ CARAS?
Adriane –
Todas! A minha mãe, Emma, guarda tudo e em 1995 contratei uma empresa que separa semanalmente tudo o que sai na imprensa. Na casa onde nasci há um quarto onde estão os presentes dos fãs, tudo o que foi publicado. É muito bem organizado, uma grande biblioteca.
– Como é recordar fases da sua vida nas páginas da revista?
Há momentos felizes, tristes, erros e decisões acertadas... Está tudo registado. A minha relação com os fãs sempre foi e sempre será a mais honesta possível. Se eu errar, vai ser em público, e também me vou desculpar em público, como fiz algumas vezes. Nunca tive aquele momento de me esconder. Demorei anos para conquistar a minha história, traçar a minha carreira, e fiz isso em conjunto com a imprensa brasileira.
– Tem orgulho da sua vida?
Muito. Nunca planeei a carreira, as coisas foram acontecendo. Surgiram oportunidades e nunca tive medo, encarei-as como desafios. Quando diziam: ‘a Adriane é uma oportunista’, eu dizia: ‘Não, eu sou é uma pessoa que sabe usar a oportunidade!’
– Oportunista é pesado...
Oportunista é falta de carácter. Sou uma pessoa que sabe aproveitar as oportunidades e não as teme. A oportunidade bate à porta de toda a gente, não acontece em exclusivo com uma ou outra pessoa. Só que há pessoas que têm medo de encarar a novidade e ficam paradas. Não significa que está certo ou errado, é só uma opção. Até hoje não tive medo de nada.
– Quando começou, esperava chegar tão longe?
Não, nem tão longe nem por tanto tempo. São muitos anos no ar, são 17 anos de televi­são, três de rádio, dois filmes, uma novela, oito peças. Já fiz coisas muito diferentes do que imaginava, mas o meu objetivo é não parar. Digo sempre que sou feliz enquanto tiver saúde e trabalho. Não vejo a hora de ir de férias, mas passados 20 dias fico desesperada para voltar ao trabalho.
– Mesmo depois de ter sido mãe?
Após o nascimento do Vittorio, passei a valorizar mais as férias. Antes dele, nem sequer era capaz de desligar. Hoje já dou mais valor e passo as minhas férias todas com ele. Divir­to-me, brinco com ele sentada no chão... Não faço só o papel da mãe que leva e vai buscar à escola, que dá banho e comida. Qualquer tempo livre com o meu filho vale ouro.
– Considera-se feliz?
Sou plenamente feliz, mas, claro, quero mais! Sou feliz com a minha vida da maneira que é, com saúde, filho, família... Querer um avião, um helicóptero, ou ter hábitos de consumo já não é o meu objetivo. Um filho faz-nos ver tudo de forma mais simples. Quando lhe digo que vou sair para trabalhar e ele responde: ‘Porquê?’ Justifico: ‘Para ga­nhar dinheiro e comprar as suas coisas.’ Ele diz: ‘Não quero nada, quero você aqui.’
– Mas como fica a questão do dinheiro, dos bens materiais?
Conquistei tudo o que tenho com o dinheiro que ganhei e tenho o maior orgulho nisso. Não posso dizer que não é bom. Para quem não teve, como era o meu caso, é maravilhoso. Mas eu podia ter muito dinheiro e não ser uma pessoa feliz. A felicidade está dentro de nós. Conheço pessoas que têm muito dinheiro mas que não dão valor às coisas...
– Está sempre de alto astral?
Não me dou bem com quem está sempre a queixar-se, zangado, com um humor inconstante. Toda a gente tem o direito de chorar, de ficar deprimido, mas a vida é um presente, só temos uma e o tempo passa a voar. E nós fazemos as nossas escolhas: ou encaramos e administramos os problemas, o que toda a gente tem, ou optamos pelo baixo astral.
– Consegue sempre reinventar-se...
A vida puxou-me o tapete inúmeras vezes, por isso tenho cuidado com ela. Nem todas as escolhas são perfeitas, nem todas as oportunidades que batem à porta são boas. Mas a vida vale a pena! Não dá para nos deixarmos abater com a primeira queda. Vamos cair muitas vezes e não importa quanto dinheiro temos no banco ou o quanto somos famosos. Costumo dizer, em tom de brincadeira, que no fundo do poço há uma mola. E há mesmo! Cada vez que caímos, levantamo-nos mais fortes.
– É uma perfeccionista?
Sou um pouco chata, mas tenho a mesma equipa há anos. E todos sabem que se tiver de de repetir algo 10 vezes, vou repetir [risos].
– Em abril fez 40 anos. Está a passar por algum tipo de crise?
É engraçado, pois 40 anos era algo tão distante, tão longe... Mas já cá cantam. [risos] Não podemos fugir da idade, podemos até desesperar, lamentar, mas não há nada a fazer. Ou sabemos gerir isso ou enlouquecemos, pois daqui para a frente é sempre para baixo. Quero chegar aos 60 sem querer parecer que tenho 20. Os anos não param e se as pessoas não se aceitam, pode ser estranho. Quero aceitar as rugas e a flacidez da melhor forma possível. Claro que vou fazer o meu melhor para me sentir bonita, mas não vou ‘tirar’ o meu nariz nem ‘pôr’ uma boca que não tenho. Se não fiz até hoje, não vou fazer.
– É feliz com o seu corpo?
Tenho 1,74m e 58kg. Ganhei 16kg na gravidez, fiquei de repouso do quinto ao nono mês. Três meses após o parto, já tinha perdido 10kg. O resto perdi aos poucos. Já não tenho 20 anos, emagrecer já não é assim tão simples. Digo que enquanto me olhar ao espelho e gostar, está tudo bem. Enquanto não tiver de apagar a luz para namorar, está tudo bem também. [risos]

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