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Ana Paula Almeida: "Vivo cada dia como se fosse o último e nunca perco a esperança"

‘Corações Re-Partidos’ é o quarto livro da jornalista. Com este romance, que faz parte do Clube do Livro SIC, Ana Paula Almeida quis transmitir uma mensagem de esperança.

Marta Mesquita
24 de agosto de 2013, 14:00

Ana Paula Almeida, de 47 anos, licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas e a escrita sempre foi a sua grande paixão. Recentemente, a jornalista da SIC apresentou o seu quarto livro, Corações Re-Partidos, um romance que tem como protagonistas um morto que amava duas mulheres.
Tendo como mote esta sua aventura literária, a jornalista e escritora conversou com a CARAS sobre a mulher que é hoje e a maneira como vive as suas emoções.
– Este seu novo livro pode parecer um bocadinho dramático à partida, já que na sequência da morte de um homem, duas mulheres descobrem que foram enganadas a vida inteira. Contudo, acaba por ser também um romance otimista e de esperança...
Ana Paula Almeida
– Com este livro quis transmitir que precisamos de ter esperança no amor. Todas as mulheres que já tiveram o seu coração partido não podem perder a esperança de voltar a amar. Temos de acreditar que o próximo amor pode ser melhor. E é preferível sofrer um desgosto de amor a nunca ter sentido o que é amar alguém com todas as nossas forças. Muitas mulheres foram traídas ou traíram e há muitos corações repartidos, mas não podemos viver agarrados ao passado.
– Sente que este livro refle­te a maturidade emocional e relacional que também atingiu na sua vida?
– Reflete a minha maturidade emocional e das pessoas que me inspiraram a escrever este livro. Tenho 47 anos, uma filha, muitas vivências amorosas e profissionais e tenho muita vontade de comer a vida. Não quero sentir arrependimentos por tudo aquilo que não fiz nem me quero sentir espartilhada com aquilo que os outros possam pensar de mim ou da minha escrita. É um livro para fazer rir e pensar. Gosto de transmitir uma mensagem com aquilo que escrevo e de preferência que seja positiva e otimista. Gosto de contar histórias. A escrita ajuda-me a exorcizar os meus medos e angústias. Um livro é como um filho: tem de ser feito com calma e muito carinho.
– O que há de si nestes Co­rações Re-Partidos?
– A fé. Acredito que há uma vida para além desta e que devemos resolver as nossas coisas cá em baixo. Não quero deixar nada por fazer, desculpas por pedir ou declarações de amor por serem ditas. Sou uma pessoa muito transparente e não tenho aquela preocupação em parecer bem. Vivo cada dia como se fosse o último e nunca perco a esperança. Já passei por situações limite, por grandes sustos, já estive por um fio e nunca perdi a esperança. Na vida, vejo sempre o copo meio cheio. Depois de ter sido mãe também aprendi a relativizar os problemas.
– E como mãe acredito que sinta a responsabilidade de ser um exemplo positivo para a sua filha, Sara, de 11 anos...
– Sim e é uma responsabilidade muito grande termos de ser sempre um modelo. Também me vou abaixo, mas depois reúno forças e venho para cima. Acredito que fazemos da nossa vida aquilo que queremos. As pessoas são muito aborrecidas quando se queixam por tudo e por nada. Os outros não são comprimidos nem antidepressivos.
– Escreve sobre relações e percebe-se que é romântica. Acha que hoje em dia viver um grande amor é a prioridade da maior parte das pessoas?
– Todos procuram um grande amor, mas depois não têm paciência para lidar com os aborrecimentos e atritos de uma relação. Já não se aceita as diferenças e ninguém luta por ninguém. Acho que a maioria das pessoas ama virtualmente, à pressa e de uma forma muito superficial.

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