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Lili Caneças recorda assalto em Espanha: “Sentei-me no chão do aeroporto, a chorar, em estado de choque”

A caminho de um cruzeiro no Mediterrâneo, Lili ficou sem dinheiro nem documentos.

Redação CARAS
21 de agosto de 2013, 10:40

Foram horas intermináveisde grande sofrimento e angústia que só os dias seguintes, e de uma formagradual, conseguiram suplantar com alguma paz e tranquilidade. Lili Caneçasviveu “o pior pesadelo da [sua] vida” naquela que deveriater sido uma “viagem de sonho e luxo”.
Tudo aconteceu no dia 7 de julho, quando Lili se encontrava no aeroporto deBarcelona, com a filha, Rita Caneças, e o neto, Pedro, de 11anos, a aguardar o transfer para um cruzeiro que iria fazer peloMediterrâneo. De um momento para o outro, a sua mala desapareceu, e com ela osdocumentos pessoais, o telemóvel, os cartões de crédito e as suas melhoresjoias.
No Algarve, enquanto ainda recuperava do choque, Lili Caneças relatou momentosde angústia e de revolta pelo sucedido e por tudo aquilo que teve de passarpara chegar a Lisboa: “Sem passaporte, sem dinheiro e sem os contactostelefónicos que estavam no meu telemóvel, não me restou alternativa a não serviajar na cabina de um avião da Portugália, já que não tinha autorização paradeixar o aeroporto. Com um saquinho de plástico na mão e 100 euros emprestados,senti-me verdadeiramente deportada e também muito maltratada pelas autoridadesespanholas, a quem pretendo apresentar queixa através do embaixador emPortugal”, explicou, visivelmente irritada, acrescentando: “Se nãotivesse conseguido voltar no mesmo dia graças a um amigo, teria de dormir nochão do aeroporto. Com exceção do cônsul de Portugal em Barcelona, fui muitomaltratada. Acredite que estava sentada no chão, a chorar devido a tudo o que estavaa acontecer, e um dos polícias obrigou-me a levantar para, segundo ele, poderfalar com a autoridade. Naquele momento eu estava em estado de choque e sóchorava, chorava... Tudo isto é inadmissível e terá de ter consequências”,avisa.
Depois de ter conseguido regressar a Lisboa – a filha e o neto embarcaram nonavio de cruzeiro –, Lili Caneças iniciou uma “nova aventura” paraconseguir os seus documentos de identificação e para tentar ser ressarcida,através da seguradora, de parte dos bens furtados, bem como do valor pago pelocruzeiro, que acabou por não realizar. “Infelizmente, as joias não estavamno seguro. Apesar de não terem um profundo valor sentimental, a verdade é queas peças roubadas estavam avaliadas em 25 mil euros. Sobre esta matéria nadaposso fazer, mas pretendo recuperar o dinheiro da viagem”, reforça Lili,que recorda ainda os momentos de “grande angústia até conseguir confirmarque nada tinha acontecido às minhas contas bancárias”. Mas diz o ditado queum mal nunca vem só, e Lili ainda teve outra surpresa desagradável: “Quandocheguei, fui logo tratar dos documentos. Paguei as taxas de urgência, mas aindanão tenho passaporte nem carta de condução. Para azar, fui mandada parar pelapolícia e acabei multada em 250 euros. Como é possível que uma viagem de sonhoacabe por se transformar num filme de terror?”, conclui, transtornada.

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