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Elsa Correia: “Não há nada melhor que a minha filha, não há amor maior”

A manequim abandonou uma grande carreira internacional para abraçar o papel de mãe a tempo inteiro. Agora, passados três anos, está de volta.

Inês Neves
3 de agosto de 2013, 12:00

Foi uma das melhores manequins portuguesas, das mais conhecidas internacionalmente, trabalhou para grandes marcas e estilistas conceituados no mundo inteiro e ganhou um Globo de Ouro. Mas Elsa Correia decidiu deixou tudo isso quando foi mãe de Alice, fruto da relação com o também manequim Tiago Nunes. Agora, passados quase três anos, a manequim está de volta.
– Foi-lhe difícil deixar tudo o que conquistou, uma carreira de sucesso, para ser mãe?
– Não foi assim tão difícil. Trabalho neste meio desde muito nova, comecei com 16 anos, fiz imensos trabalhos pelo mundo inteiro. Depois decidi ser mãe, regressei a Portugal e parei. Não havia outra maneira, até porque era impossível conseguir deixá-la cá e ir trabalhar. Esta foi uma gravidez planeada, foi uma bebé muito desejada, e fiz questão de me tornar mãe a tempo inteiro, para aproveitar cada bocadinho dela. Se bem que aqui em Portugal ia fazendo umas coisas pontuais... Mas este ano quero voltar a trabalhar lá fora, a viajar um pouco. Claro que nunca como antigamente, por causa da bebé, mas num ritmo mais calmo.
– Não se arrepende?
– Foi uma opção minha e não me arrependo de a ter tomado. Também porque já foram muitos anos a fazer isto, já tenho uma carreira de 20 anos como manequim, em que aproveitei muito, tive imensas experiências que não vou esquecer. Tinha de haver uma altura da minha vida em que seria preciso parar, dar prioridade à família. É claro que tenho saudades, foram muitos anos sempre a viajar, e esse ‘bichinho’ continua cá. Mas agora há outras prioridades.
– Em troca ganhou uma coi­sa bem melhor...
– Sem dúvida. Não há nada melhor do que a minha filha, não há amor maior. Mas ser mãe é também um trabalho muito exigente e duro. Foi uma grande mudança na minha vida, mas é tão recompensador, é maravilhoso poder cuidar de um ser tão pequenino e tão especial...
– Ser mãe está a ser tu­do aquilo que ima­ginava?
– Mais ou menos. Pensa­va que iria ser uma mãe completamente diferente. Pen­sava que iria ser uma mãe muito menos ‘galinha’ do que sou. Sempre fui muito zen, tive uma gravidez muito tranquila, então, pensei que iria manter o registo, mas não, sou uma mãe super galinha, preocupada e protetora.
– Então esses planos de querer ir já trabalhar para o estrangeiro e deixá-la cá podem sair furados?
– [Risos] Por enquanto não consigo deixá-la por muito tempo, é verdade. Mas mantenho na mesma as minhas intenções de ir trabalhar para fora, mas durante temporadas pequenas. Iria ser complicado estar muito tempo fora e gerir as saudades.
– Tem de se preparar, então…
– Vou-me preparando aos poucos. Tem de ser.
– Como mãe galinha que diz ser, imagino que também mime muito a Alice. É verdade?
– Um bocadinho. Ela é muito mimada por todos nós, mas faz parte. Sim, às vezes pergunto-me se não a estarei a mimar demais, por vezes é difícil contrariá-la, há dias mais difíceis que outros [risos]. Mas acho que faz bem os filhos serem mimados enquanto são pequeninos, depois, é claro que tem de começar a haver mais regras. Mas nós já temos as nossas regras, como é óbvio, apesar de eu e o Tiago gostarmos de a mimar. Às vezes é ele quem cede mais, outras sou eu.
– Revê-se nela?
– Eu era toda maria-rapaz, ela não. A Alice é muito menininha vaidosa. Com quase três anos já sabe o que quer vestir, tem de ser como ela quer. Tem um feitiozinho muito próprio. E já começa a ficar curiosa em relação às minhas coisas e já quer ir ao meu roupeiro, e quando me vê a maquilhar-me, já começa a pedir para eu a pintar. Acho que mais uns tempos e estou feita com ela!
– A Elsa e o Tiago estão juntos há quatro anos, mas não são casados. Não planeiam mudar o estado civil?
– Não. O casamento não faz mesmo parte dos nossos planos, porque achamos que não é isso que vai reforçar o nosso amor.
– Nem pela Alice ponderam casar-se?
– Se um dia ela nos pedisse, claro que o faríamos. Mas para nós não faz mesmo sentido. O nosso amor é que conta. O casamento para nós é apenas um papel assinado.
– Não chegou a descurar a sua relação com o Tiago por se dedicar muito à Alice?
– Não vou mentir, é claro que no início o bebé é que conta, é a loucura, mas tanto minha como do Tiago. Depois, com bom senso e alguma ajuda, deu para começarmos a ter novamente o nosso espaço a dois. Não foi fácil, às vezes tem que se insistir, tentar, mas com o tempo conseguimos. É obrigatório para a relação funcionar. Agora conseguimos muito bem ter, por exemplo, um fim de semana só para nós.
– E já têm planos para outro filho?
– Sim, queremos ter pelo menos mais um filho, ficar com um casalinho. Mas para já penso que não.
– Aí iria pôr de parte, uma vez mais, a carreira?
– Também não penso trabalhar nesta área muitos mais anos. Quero apostar este ano no mercado de trabalho e o seguinte, mas depois, se calhar, já é altura de ter o segundo filho, estabilizar e ir por outros caminhos.

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