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Patrícia Tavares: “Casei-me com o Pedro em pleno hipermercado”

A atriz, de 35 anos, fala da 'brincadeira séria' que a uniu ao namorado, o arquiteto Pedro Iglésias

Cláudia Alegria
28 de julho de 2013, 12:00

O olhar doce e a expressão sorridente têm-se mantido  inalterados com o passar dos anos mas a vida agitada que Patrícia Tavares admite ter vivido no passado acabou por ser substituída por uma fase mais ponderada e tranquila. Aos 35 anos, a atriz diz ter encontrado a estabilidade emocional ao lado do arquiteto Pedro Iglésias, com quem tem partilhado bons momentos nos últimos dois anos, e não esconde o orgulho ao falar da filha, Carolina, de 11 anos, que entretanto se tornou a melhor amiga de Pilar, de nove anos, filha do namorado.
– Há pouco tempo publicou  no Facebook uma fotografia sua ao lado do Pedro, tirada num hipermercado, a informar que se tinham casado. Foi uma brincadeira ou é um assunto sério?
Patrícia Tavares –
Foi uma brincadeira séria. Como vivemos no campo, não há muitos sítios onde possamos comprar alianças. Por isso calhou irmos ao centro comercial perto da nossa casa, em Loures [risos]. Foi um ímpeto.
– Não estava planeado, então?
Não, surgiu no momento. Foi um dia muito giro, divertimo-nos imenso, vesti o vestido de noiva da minha vizinha... E as miúdas adoraram! Saímos de casa com a ideia de ir comprar alianças e acabou por ser a vendedora das alianças quem nos ‘casou’. Entre­tanto, apareceu uma das minhas melhores amigas, a quem contei que me estava a casar, e ela exigiu que fizesse pelo menos o copo de água. Por isso acabámos no hipermercado a comprar flores e croquetes [não há casamentos sem croquetes...] e fizemos a festa. As pessoas que estavam no hipermercado nem queriam  acreditar, porque cheguei a atirar o bouquet para a minha amiga no meio do supermercado! O importante é ter sido um dia giro e divertido para toda a gente, sem ter sido planeado. E o que ficou foi um vínculo emocional, não legal, mas, para nós, é a mesma coisa. A partir desse dia celebramos a data sempre que fazemos mais um mês.
– O Pedro arquitetou algum plano para a conquistar ou foi a Patrícia quem o conquistou?
Acho que foi um caminho feito pelos dois. Não houve um que quisesse mais do que o outro. Fomos andando, fomos ficando e gostando de estar. E estamos.
– E felizes há dois anos?
Conhecemo-nos há dois anos e tal mas não começámos logo a namorar. Não há uma data. Quando falamos da nossa relação referimos sempre esses dois anos porque achamos que a relação começou ali. Mas não fomos sempre namorados.
– Foi paixão à primeira vista ou foram-se apaixonando?
O primeiro contacto visual quer logo dizer muita coisa. E isso aconteceu, tanto de um lado como do outro. Creio que foi de parte a parte. Depois, foi um caminho a dois. Ninguém chamou ninguém. Fomos andando lado a lado, e continuamos a fazê-lo. Acho que à medida que vamos evoluindo na vida, as relações – mesmo as de amizade – vão ganhando outros contornos e outra forma de se evidenciarem, de se manterem. Quando somos menos experientes é tudo vivido com muita vontade e rapidez. À medida que crescemos, vamos deixando as coisas evoluírem de uma forma mais natural, vamos tendo mais capacidade para esperar. Com o Pedro sinto muito isso: a nossa relação é para ir acontecendo, sem pressas.
– Para se poder prolongar por muitos anos?
Essa é a intenção de todas as pessoas. Podendo pedi-lo, gostaria que fosse para o resto da vida, claro.
– Acabaram por criar uma nova harmonia, com uma família formada também pelas filhas de ambos?
Sim. Ambas aceitaram bem o papel de irmã mais velha e irmã mais nova, porque podiam querer as duas ser irmãs mais velhas... Acho que elas funcionam muito bem como dupla. Dormem no mesmo quarto, por opção delas, porque tinham a hipótese de ter quartos separados, o que dá para perceber que há ali uma relação gira de sinergia entre as duas. Isso é bom e apaziguador.
– Qual o melhor presente que a vida já lhe deu?
A minha filha. Foi o melhor e o maior presente da vida até à data... E será com certeza para o resto da vida!
– Diz que o nascimento da sua filha foi uma bênção. Ter um filho do Pedro seria uma bênção também?
Com certeza. Um filho é sempre uma bênção, uma coisa boa que te faz crescer e ver as coisas de outra maneira. Não há forma de definir a maternidade... Mas para já, não. Temos ainda de assentar alguns alicerces. É algo em que falamos, mas não há uma meta estabelecida. Há o medo da idade, mas hoje em dia a possibilidade física ou biológica dá-nos um prolongamento maior e, portanto, nem sequer sinto a ansiedade de estar a acabar o prazo de validade.
– Continua a viver no campo?
Sim, e não me vejo a mudar num futuro próximo. Cada vez que venho a Lisboa só penso em regressar a casa! Não aguento os semáforos, o trânsito, as pessoas que não tem paciência, a correria. Nesta altura da minha vida não me apetece esta agitação, apetece-me alguma tranquilidade, tempo de qualidade, sentir-me mais solta e livre.
– Acabou as gravações de uma novela há pouco tempo. Calculo que esteja a aproveitar ao máximo o seu tempo livre?
Tenho aproveitado para fa­zer aquilo de que mais gosto, que é ser mãe, com muito mais disponibilidade. Também gosto de ser dona de casa – por muito estranho que isto possa parecer – de ter tempo para a casa, para organizar armários, aquelas coisas que me ajudam a encontrar-me, a estar comigo, e gosto destes momentos. Claro que também são para passear e viajar, mas confesso que, nesta altura, é para me encontrar. E eu encontro-me em casa, com as minhas coisas, quando sei que está tudo como que quero que esteja.

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