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Carla Matadinho sobre a filha: “A Letícia é muito especial”

De forma a agradecer o carinho e o apoio que recebeu durante a gravidez, a empresária decidiu apresentar publicamente a filha, Letícia, de um ano, fruto da sua relação com Paulo Sousa Costa.

Inês Neves
21 de julho de 2013, 14:00

Simpática, bem disposta ecom uma energia contagiante, Letícia foi o centro das atenções destasessão fotográfica. Com um ano, a filha de Carla Matadinho portou-se àaltura de uma verdadeira modelo, exibindo sempre um sorriso cada vez que posavaao lado da mãe: “Ela quer é brincadeira, adora conviver com as pessoas, élinda, é a minha filha.” No final, o cansaço falou mais alto e Letícia foidescansar ao lado do pai, Paulo Sousa Costa, que preferiu ficar do ladode fora das fotos, a admirar as mulheres da sua vida.
Numa conversa franca, a empresária, manequim e apresentadora confessou-nos comotêm sido “maravilhosos” os dias desde que Letícia nasceu, a 9 de julhode 2012, mas que por outro lado “há uma dor e um vazio muito grandes”pela ausência de Paulinho, o filho do produtor, que morreu em setembrode 2010, aos sete anos, vítima de leucemia.
– Como está a correr a experiência da maternidade?
Carla Matadinho – Tem sido um turbilhão de emoções desde o início, umaexperiência maravilhosa. Os primeiros tempos foram caóticos, ela acordava deduas em duas horas, só chorava. Foi duro, mas rapidamente se tornou uma meninamais dócil. A Letícia é uma criança muito especial, que não pára quieta umsegundo, está sempre a brincar, é muito bem disposta. Temos tido coisas muitoboas, mas por outro lado falta-nos cá o Paulinho. Portanto, é sempre tudo muitodelicado para o Paulo, apesar de ele ser um pai fantástico para a Letícia e dehaver muito amor entre eles os dois, há sempre a falta dum filho. E esse vazioe essa dor estão sempre presentes. E neste processo, claro que há muitafelicidade, porque há um novo ser, uma criança cheia de vida como a Letícia,que tem sempre aquele sorriso no rosto que nos enche a alma... mas há sempre afalta do Paulinho.
– Como fazem para não passar essa dor à Letícia? Já lhe falaram do irmão?
– Já lhe falámos dele, mostrámos fotografias... O Paulinho é o mano que elatem, mas que não está aqui, e que nós queremos que esteja sempre presente.Penso muitas vezes no Paulinho, em como seria ele com a Letícia e mesmo durantea gravidez, porque ele estava sempre a falar no mano que queria ter. Portanto,esta fase é também vivida com muita dor. Depois da perda de um filho tudo mudaradicalmente, a pessoa muda e o que era já não volta a ser. A Letícia vai vivercom essa realidade, mas claro que é, e vai continuar a ser, muito amada e nadalhe vai faltar em termos emocionais. O meu primeiro pensamento quando soube queestava grávi­da foi: apesar de tudo o que estamos a viver, tenho que transmitiro melhor para ela, a maior força e felicidade. Cá fora é igual.
– Foi uma gravidez planeada?
– Foi. Só os amigos mais próximos sabiam que estávamos a tentar há mais um ano.
– A gravidez ou o nascimento da Letícia veio, de alguma forma, ocupar algumvazio?
– Não. Há pessoas que passam pelo mesmo e para elas essa é uma solução, paranós não. Houve quem nos pressionasse e me dissesse, logo a seguir à tragédia doPaulinho: “Agora tens de ter um filho.” Isso era tão absurdo! Jáestávamos a tentar há algum tempo e aconteceu quando teve de acontecer.
– E quando finalmente engravidou...?
– Foi tudo muito delicado. Há um amor pelo Paulinho que nunca se perderá e queestará sempre presente entre nós, tal como a mágoa e a dor, independentementede acontecer uma coisa boa, muito boa, como neste caso a gravidez, a outra máestá sempre presente. Claro que foi bom quando soube que estava grávida equando disse ao Paulo, mas também foi um momento em que chorámos muito.
E hoje está aqui radiante a apresentar a Letícia...
– As pessoas apoiaram-nos e acarinharam-nos muito na altura da perda do Pauli­nhoe foi muito importante. E quando souberam que estava grávida, também choverammensagens de apoio a dar-nos força por continuarmos e não desistirmos,abordavam-nos, mandavam-me presentes, mimavam-me... Tenho muito a agradecer aessas pessoas e aos meus amigos, que me acompanharam sempre e me mimaram muito,os mimos que, às vezes, o Paulo não me conseguia dar, por razões óbvias. Porisso decidimos dar a conhecer a Letícia, como que a agradecer a toda a genteque nos apoiou.
– Como tem sido o Paulo como pai?
– O Paulo é um grande pai, muito presente, está sempre pronto a ajudar e acuidar da Letícia. Há um amor incondicional entre eles muito grande. E quandoela lhe chama “papá” ele fica todo derretido. Ele tem-me ajudado muito,no início, então, eu não sabia distinguir os choros e era ele quem geria isso.Também aprendi muito enquanto vivi com o Paulinho e com o Paulo, porque afamília que eu não tinha, ganhei com eles. E o Paulo sempre teve um amorincondicional e uma cumplicidade muito grande com o Paulinho, e tanto sabia sero amigo, como também era o pai que tinha de chamar à atenção. Aprendi bastantecom eles os dois. O Paulinho era uma criança maravilhosa, muito divertida, paramim era uma criança cheia de qualidades, muito bem disposta, um pouco como aLetícia.
– A Letícia é parecida com o Paulinho?

– Há algumas semelhanças, sim. A energia contagiante, por exemplo. OPaulinho, onde quer que fôssemos com ele, arranjava sempre novos amigos, erabastante sociável, e a Letícia, onde quer que esteja, mostra logo vontade deconviver com alguém. Quando vê crianças delicia-se e está sempre a rir-se.
– Depois do que aconteceu ao Paulinho, vivem o crescimento da Letícia maispreocupados ou ansiosos?
– Todos os pais, quando têm um filho pela primeira vez, têm receios. Claroque quando se vive uma tragédia como aquela, as coisas mudam. Mas sempre fomos,desde o início, muito conscientes e muito ‘terra-a-terra’, porque tudo passapara a criança. Sou calma e tranquila, não posso entrar em paranoia, temos deter bom senso.
– Pensam ter outro filho?

– É maravilhoso ser mãe e a seguir ao nascimento de Letícia, tive logovontade de ter outro. Tenho vontade de voltar a ser mãe, o Paulo também gostavade ter mais filhos, mas, devido à conjuntura do país, agora não dá.

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