Nas Bancas

Leonor Poeiras: "Descobri que a minha essência é a alegria"

A apresentadora revela que nos dois últimos anos percebeu quem é, e que precisa da sua alegria para ser feliz. A contribuir para essa felicidade está a pessoa mais importante da sua vida: o filho, António, de cinco anos.

Inês Mestre
6 de julho de 2013, 10:00

Começou a sua carreira na televisão há dez anos e hoje, aos 33, Leonor Poeiras é uma mulher diferente, mais madura, que diz ter descoberto a sua essên­cia. A última década trouxe grandes mudanças na sua vida e nem todas foram felizes. Mas é com otimismo, alegria e muita naturalidade que Leonor admite que tudo o que viveu faz dela a pessoa que é hoje e que não se arrepende do que fez até aqui.
A apresentadora perdeu o contrato de exclusividade com a TVI no início do ano, mas afirma estar confiante no futuro e no seu trabalho. A CARAS passou um dia divertido na companhia de Leonor, que revelou um pouco mais da sua personalidade, dos seus gostos e projetos, e do filho, António, de cinco anos, fruto do seu casamento com Miguel Braga, que terminou há dois anos, mas com quem mantém uma excelente relação.
Mostrou-se muito à vontade nesta sessão fotográfica...
Leonor Poeiras
– Gosto imenso de ser fotografada e não tenho problemas em assumir isso! Sou vaidosa neste campo. No meu dia-a-dia nem por isso, mas dá-me muito prazer estar linda e maravilhosa e dar o meu melhor sorriso. Acho fantástico e correu lindamente. Fiquei muito contente com o resultado.
Sentiu-se sexy?
– Sinto-me sexy em muitos momentos da minha vida. Acho que isso tem a ver com o momento em que as pessoas estão e eu estou num muito bom,  pleno. E desde que cortei o cabelo acho que estou mais gira! Mais do que sexy, sinto-me gira.
Gosta da sua imagem ou tem algumas inseguranças?
– Lido bem com a minha ima­gem. Não sou insegura, mas há partes do meu corpo que não adoro. No entanto, hoje aceito-as e dou-lhes valor, pois é isso que me distingue.
Gosta daquilo que a torna diferente das outras pessoas?
– Gosto de fugir à norma. Não gosto de ser igual às outras pessoas e não vou fomentar isso. Quero ser como sou e não quero que me imponham coisas. Em relação a opções de vida, posso dizer que se tiver a certeza do que quero, se souber que algo está certo, que me vai realizar e tornar uma pessoa melhor, vou em frente sempre, doa a quem doer.
Essa atitude nunca lhe trouxe dissabores?
– Não, as pessoas já me conhecem e sabem que sou obstinada e determinada. Luto pelo que quero e tenho conseguido isso. Quem está à minha volta dá valor a esta minha atitude.
Mudando um pouco de assunto: como lida com a perda do contrato de exclusividade com a TVI?
O facto de não estar a apre­sentar nenhum programa, sobretudo em direto, deixa-me um pouco incompleta, mas não estou em pânico nem com a corda no pescoço. Sei que é uma questão de tempo, pois acredito no meu trabalho. O meu vínculo com a TVI terminou, tal como aconteceu com as outras pessoas, mas tenho a melhor relação com o canal, metade dos meus amigos estão lá e não há mágoa nenhuma. Não é um drama. Sou apresentadora de televisão e quero apresentar programas que tenham a ver comigo.
– Que projetos profissionais tem no momento?
– Estou no ar no canal +TVI com o Vídeo Pop e com os Perdi­dos na Tribo. Além disso, estou a fazer um projeto com a produtora Shine Iberia Portugal e que é documentar a vida de algumas pessoas ou eventos para os dar a conhecer. É um programa-piloto para apresentar o formato a nível nacional e internacional, mas que não garante que eu venha a ser a apresentadora. Tem sido muito interessante e tenho aprendido muito. E vou fazer uma instalação na exposição da minha amiga fotógrafa Isabel Zuzarte, intitulada A Invenção do Amor. Quem me conhece sabe que eu sou toda do amor! Não é um projeto profissional, mas posso dar largas à minha imaginação.
Tem muito amor na sua vida?
– Muito! Sem amor eu definho. E sou uma felizarda, porque sou a mais nova de cinco irmãos e quando nasci já tinha seis pessoas à minha espera! Sou uma pessoa cheia de amor que dá e pede muito amor. O que define as minhas relações pessoais – verdadeiras e fortes – é precisamente o amor. A essas pessoas dou tudo e peço tudo. Além disso, tenho um filho que me inspira diariamente e que todo ele transborda amor. Mas eu vejo o amor em tudo. Não é apenas estar apaixonadíssima por alguém, é muito mais do que isso. É uma coisa infinita, uma energia, uma força que tenho dentro de mim e que sei que nunca vai mudar. 
– Aproveitando o que disse anteriormente, está apaixonadíssima por alguém?
– Se estivesse também não iria dizer, porque fiquei calejada com o meu divórcio e pela maneira como fomos perseguidos sem necessidade. Nessa altura, tomei a decisão de não me expor mais. Mas vivo muito apaixonada e acho que isso se nota. Quando não estou apaixonada não tenho vontade de sair de casa. Estou muito apaixonada pelo momento que estou a viver e pela minha vida aos 33 anos. É um cliché, mas é verdade!
Isso pode ter a ver com a maturidade que se tem aos 30?
– Sim, nos últimos dez anos aconteceu muita coisa na minha vida! Comecei a trabalhar, tornei-me financeiramente independente, fiz viagens, casei-me, tive um filho, separei-me... Te­nho pessoas na minha vida que não tinha antes, como o meu filho, que é a mais importante, claro. E descobri que a minha essência é a alegria.
A sua separação abalou com certeza essa alegria...
– Perdi um pouco da minha alegria quando me separei, claro. Por mais amigável e por mútuo acordo que seja uma separação, é sempre um momento triste e difícil, pois é algo que acaba. Tive uns meses difíceis, mas recomecei da melhor maneira. Já se passaram dois anos e foi um período de muita introspeção. Entendi finalmente quem sou, qual é a minha essência e que a vou respeitar sempre. A minha alegria é algo de que preciso para ser feliz e sobreviver.
Continua a acreditar no casamento?
– Sim, é a ideia de que vamos viver felizes para sempre.
Gostava de se voltar a casar?
– Neste momento, não me vejo a casar novamente. Porque acreditamos que o casamento é para sempre e o meu não foi. Por isso, futuras relações duradouras na minha vida serão isso mesmo, duradouras, não preciso que se chamem casamento. A minha história com o Miguel passou pelo casamento, mas não quero ter várias histórias definidas da mesma maneira. Cada história é única e tem o seu percurso.
Gostava de ter mais filhos?
– Sempre disse que não me vejo a ter um filho único e mantenho isso.
O António está com cinco anos. Em que fase está ele?
– Está a começar a ler e a escrever. Conversamos imenso, é uma excelente companhia. Somos muito cúmplices, amigos e as coisas correm muito bem. Ele é a pessoa mais importante da minha vida e tudo o que diga é muito pouco para descrever o que sinto quando o tenho por perto.
– Que tipo de mãe é?
– Sou uma mãe muito descontraída. Sempre dei muita liberdade ao António e confiei muito nele. Por exemplo, se estivermos sentados na areia molhada e ele se levantar e for para o mar, eu não vou a correr atrás dele. Fico atenta, claro, mas ele é muito cuidadoso porque sabe que eu lhe dou liberdade. Só o vou resgatar em última instância. Até lá, gosto que ele seja desafiado e que perceba que tem de se fazer à vida e ser uma pessoa forte.
Daqui a algumas décadas, ao olhar para trás, o que gosta­ria de ver?
– Quero chegar a velhinha e não me arrepender de não ter feito alguma coisa. Mas também posso dizer que não me arrependo do que fiz até hoje. Os nossos erros, falhas, conquistas, vontades, desejos, são nossos! E eu orgulho-me de tudo. Estou numa fase plena e muito boa.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras