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Sónia Araújo revela que nos tempos livres se dedica à escrita

Mulher dos sete ofícios, a apresentadora espera um dia publicar o que escreve.

Joana Brandão
16 de junho de 2013, 12:00

E quando se pensava que já se sabia tudo sobre Sónia Araújo, eis que a apresentadora da RTP revela uma vez mais a sua versatilidade. Depois de a termos visto representar o papel de uma odalisca em Aladino no Gelo, chegou a vez de a ouvirmos cantar e interpretar diferentes personagens em Sónia e as Profissões, um projeto do Canal Panda que depois de ter sido editado em CD/DVD percorre agora o país com espetáculos ao vivo.
Sónia é um dos rostos mais acarinhados e marcantes da televisão portuguesa desde há 18 anos, e porque aparecer no pequeno ecrã diariamente pode cansar a sua imagem, aliou-se à Garnier, com a qual tem vindo, nos últimos seis anos, a fazer regulares mudanças de visual. Um ano depois de ter pintado o cabelo de preto, surge agora com um tom castanho dourado, e as reações têm sido as melhores. A CARAS conversou com Sónia sobre imagem, família, trabalho e o seu desejo de publicar em livro alguns textos que tem na gaveta.
– Um ano depois de ter pintado o cabelo de preto, volta aos castanhos. Como se sente?
Sónia Araújo – Estou muito contente com a minha nova cor. Na verdade, tenho-me
adaptado muito facilmente a todos os tons propostos pela Garnier, mas é natural gostarmos mais de uns que de outros. Por exemplo, quando pintei o cabelo de preto demorei mais a interiorizar o look, porque foi uma mudança radical, mas habituei-me e tirei todo o partido possível, abusando na maquilhagem, o que foi bastante divertido. Agora estou com um tom mais próximo do meu natural, o que é ótimo.
– Como têm reagido as pessoas?
– Pintei há poucos dias, mas já deu para perceber que esta cor é mais consensual. As pessoas que me abordam na rua dizem que gostam mais de me ver assim. E lá em casa também gostaram, mas por vontade da minha filha eu tinha o cabelo como o dela, loirinho. É normal as meninas quererem ser iguais às mães, mas a Carolina gostava que eu fosse igual a ela. [risos] Então, quando me viu, disse: ‘Mãe, o teu cabelo está quase da cor do meu!’
– Tem saudades de se ver loira com madeixas?
– Não. Sinceramente, já não me revejo nessa imagem. Gosto mais de me ver agora, acho que tenho um ar mais natural. Além disso, o meu cabelo está mais saudável. As madeixas estragam o cabelo.
– Há um ano, quando pintou o cabelo de preto, contou que os seus filhos, o Francisco e o Tomás, a tinham estranhado. E agora?
– Eles são muito observadores, mas já estão habituados às minhas transformações. Na televisão veem-me de uma maneira, em casa de outra. Se me arranjo para uma festa, comentam: ‘Mãe, estás muito gira! Que chique!’ [risos] Mas são rapazes e têm apenas quatro anos... olham para mim e veem a mãe.
– O projeto Sónia e as Profissões tem agora espetáculos ao vivo. Como tem corrido a experiência?
– Ao vivo ainda é melhor! Eu adoro o palco e é muito bom voltar à estrada. Parecemos uma companhia itinerante e as reações dos miúdos têm sido fantásticas. Eles cantam, dançam e tentam juntar-se a nós no palco, é muito engraçado.
No espetáculo, transforma-se em professora, cabeleireira, bombeira, futebolis­ta... O que poderia ter sido se não tivesse enveredado pela televisão?
– Talvez cabeleireira, acho que tenho muito jeito para pentear. Ou escritora...
– Então e para quando um livro?
– [risos] Tenho algumas ideias na gaveta e já surgiram convites para publicar. Quem sabe um dia...
– São textos para crianças ou para adultos?
– Tenho uma ideia para crianças, mas também algumas histórias que apesar de não serem biográficas, têm coisas minhas. Ainda não tive tempo para me dedicar a elas, mas hei de fazê-lo. Até esse dia chegar, vou aceitando convites de amigos que me pedem para escrever prefácios, como aconteceu, recentemente, com o Hélder Reis.
– Tem marido, três filhos pequenos, uma profissão exigente e muitos convites para dar a cara por projetos e iniciativas. Ainda consegue algum tempo para si?
– Tento arranjar... Há dias mais preenchi­dos, mas de vez em quando tenho uma manhã livre. Infelizmente, não tem sobrado tempo para escapadelas de fins de semana com o Vítor ou para fazer umas miniférias.
– Está casada há 13 anos. Como se sentem quando olham para a família que criaram?
– Quando vemos o que conquistámos e gerámos como família sentimo-nos muito orgulhosos.
– E que balanço faz destes 13 anos com o Vítor?
– Como qualquer casal, com altos e baixos, mas é um com o outro que queremos estar.

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