Nas Bancas

Roberta Medina e Ricardo Acto radiantes com a filha, Lua

Oito meses depois de terem viajado para o Brasil, onde Lua nasceu, a vice-presidente executiva do Rock in Rio e o produtor regressaram a Lisboa, onde nos apresentaram a filha, Lua, de cinco meses.

Andreia Cardinali
15 de junho de 2013, 16:00

Na vida de Roberta Medina e Ricardo Acto, casados há quase dois anos, tudo tem acontecido com naturalidade e sem grandes planos, já que é dessa forma que ambos encaram o dia-a-dia. Recém-chegados a Portugal para uma curta visita, mas também para apresentarem a filha de ambos, Lua, de cinco meses, a alguns familiares e amigos, a vice-presidente executiva do Rock in Rio e o produtor conversaram com a CARAS.
– Como está a correr a experiência da paternidade?
Roberta Medina – É a melhor coisa do mundo, é muito bom. No meu caso não teve aquela história do relógio biológico a dar sinal. Sempre disse que ser mãe era algo que faria parte do meu caminho, mas não era o meu foco principal, já que o meu interesse era o meu percurso profissional. Estou há dez anos a morar em Lisboa e a viajar constantemente de um país para o outro e isso trazia-me uma liberdade e independência diferentes... Agora tudo mudou, para melhor. Quando as pessoas me diziam que isso iria acontecer, que tudo mudaria, tinha medo de perder a minha independência, a minha pessoa e na verdade tudo continua igual, só que muito melhor. De facto, é a melhor coisa do mundo e não dá para explicar. Também confesso que temos tido muita sorte, pois a Lua é um bebé maravilhoso, come e dorme muito bem. As coisas estão a dar muito certo.
– Foi fácil a vossa adaptação a um novo membro na família, ou a vida a dois agora está um pouco posta de parte?
Ricardo Acto – É óbvio que a vida mudou um pouco e que temos menos tempo a dois, mas com a ajuda da família tentamos fazer os nossos programas. Não é com a frequência de outrora, mas também a verdade é que nos apetece é estar em casa, com ela. É uma sensação extraordinária e os programas agora ajustam-se à realidade de ter uma criança.
Roberta – Eu acho que essa é a maior diferença, só nos apetece é estar com ela. Não estamos a prescindir de nada, a opção de estar com ela é que é muito melhor [risos].
– O vosso amor cresceu com o nascimento da Lua?
Acho que não, pois o nosso amor já é pleno, não tem por onde crescer, tem agora, isso sim, a alegria de ter um fruto desse mesmo amor. É uma sensação muito engraçada... Quando ela nasceu senti que a conhecia há muito tempo, já tínhamos uma relação de intimidade muito grande. Ela já fazia parte da nossa vida durante a gravidez.
– Mas o amor que sentem por ela aumenta de dia para dia...
Ricardo – Sem dúvida. É mui­to difícil explicar o que se sente, a preocupação, o que muda nos nossos sentimentos. Pensamos de maneira diferente...
Roberta – Perdemos o direito de correr riscos, mas ao contrário do que eu receava antes de ser mãe, não é o mundo que nos impõe isso, somos nós. As nossas decisões é que mudam.
– A Lua nasceu no Brasil, mas deduzo que terá dupla nacionalidade, sendo o Ricardo português...
Sim, aproveitámos esta vinda para tratar disso também. Ela nasceu lá porque o Rock in Rio acontece este ano no Brasil, e grávida eu não poderia estar sempre a viajar. Decidimos ir um pouco antes para passar os últimos meses de gravidez lá e os primeiros de vida dela. Na primeira oportunidade, decidimos vir a correr para Lisboa, pois as saudades já são muitas e queríamos que ela conhecesse o resto da família portuguesa e os amigos.
– Disseram que a Lua é tranquila e bem disposta. Sai a quem?
Acho que aos dois. Eu sou mais controladora, mas a nossa dinâmi­ca de vida é na base do riso. Há sempre uma forma de um quebrar o mau humor do outro e com ela torna-se ainda mais fácil. Não há como ficar de mau humor perto dela [risos].
– Conversam muito sobre a educação que lhe querem dar? 
Quando eu estava grávida falávamos mais sobre isso, agora é um processo natural. A forma de agirmos advém dos valores e educação que recebemos, e são muito similares. Essa foi uma das coisas que mais nos aproximou.
Ricardo – Há de ser um processo natural através do convívio com os pais, das nossas atitudes.
– Já regressou ao trabalho?
Roberta – Acho que nunca parei completamente. Como dona da empresa, é difícil desligar e há alguns assuntos que dependem realmente de nós. Os dois primeiros meses estive mais distante, mas depois comecei a voltar e agora o ritmo já está mais intenso. Ela vai comigo para o escritório, pois ainda está a mamar e vou trabalhando enquanto cuido dela. Agora ela é sempre a prioridade. Intelectualmente não dá para deixar de trabalhar, mas perde-se alguma vontade. É muito engraçado, porque a minha concentração ainda não voltou ao normal, há uma parte de mim que só quer estar focada nela. É um grande desafio.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras