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Thomas e Gabriela Schmutz pensam em nomes portugueses para o filho

O diretor da Volvo Cars Portugal e a mulher mudaram-se da Suíça para Portugal e já se sentem em casa.

Joana Brandão
1 de junho de 2013, 16:00

Juntos há 14 anos, Thomase Gabriela Schmutz esperam o primeiro filho para outubro. A viver emMatosinhos desde agosto de 2011, o diretor da Volvo Cars Portugal e apsicóloga, ambos de nacionalidade suíça, dizem que já se sentem em casa eelogiam a flexibilidade, amabilidade, simpatia e acolhimento dos portugueses.De tal forma que da lista de nomes para o filho constam alguns portugueses.
Embora percebam tudo o que ouvem, ainda tentam expressar-se em português comalguma timidez. A aprendizagem da nossa língua está a demorar mais tempo que oprevisto, devido à facilidade com que os portugueses falam inglês e gostam deajudar à comunicação.
Há dez anos no grupo Volvo Cars, Thomas, de 42 anos, é o rosto em Portugal damarca sueca, cujos clientes descreve como sendo pessoas que gostam de fazerescolhas responsáveis e preferem mostrar bom gosto a exibir sinais exterioresde riqueza.
Mudou-se para o Porto há ano e meio, para assumir a direção da Volvo Cars.Que semelhanças/diferenças encontra entre Portugal e a Suíça?
Thomas Schmutz – À primeira vista, pode pensar-se que os dois países nãotêm nada em comum, mas além de ambos terem sensivelmente o mesmo número dehabitantes, também partilham o gosto por produtos de qualidade, como carros,relógios e roupas. Os portugueses são muito simpáticos e acolhedores. E sãoextraordinariamente flexíveis, veja-se a forma como lidam com a atual situaçãoeconómica!
– Já se sentem em casa no Porto?
– Completamente! Acima de tudo, porque tenho uma ligação muito forte ao mar eaqui não só tenho o Atlântico como paisagem, como posso praticar desportos deágua como a vela, o remo ou o surf. Na Suíça vi­víamos próximos de umlago, mas não é a mesma coisa. De resto, a cidade também é muito bonita, emborame pareça menos cosmopolita que Lisboa, por exemplo. E isto não é pejorativo,até é algo que me agrada.
Gabriela Schmutz – As pessoas têm-nos facilitado as coisas com simpatiae amabilidade. Em geral, os portugueses são muito solidários e quando seapercebem de que alguém precisa de algu­ma coisa estão sempre dispostos aajudar.
A Gabriela está grávida de cinco meses, de um menino. Já decidiram se obebé vai nascer em Portugal?
– Ainda não sabemos, porque o médico que me acompanha está na Suíça e como nãofoi fácil engravidar, sinto-me mais segura com ele, porque conhece o meuhistorial.
Thomas – Mas estamos a estudar nomes portugueses para o nosso filho!
E como foram os primeiros meses de gravidez?
Gabriela – Está tudo a correr bem. Tenho feito caminhadas pela marginale ioga, sinto-me muito bem, apesar de ser tudo novidade.
A Gabriela é psicóloga, pensa exercer cá em Portugal?
É uma possibilidade, mas para isso tenho de falar melhor o português.No meu trabalho é crucial perceber o que as pessoas estão e não estão a dizer.Quem sabe depois de o bebé nascer...
Têm ideia de quanto tempo ficarão em Portugal?
Thomas – Trabalho numa multinacional, como tal, nunca sei para ondepoderei ir. Temos de ser flexíveis, mas isso é algo que os portugueses sabembem o que é.
– Numa altura em que a situação económica não é a mais favorável, quais sãoos principais desafios do seu trabalho?
– Fazendo um paralelismo com a vela, o problema é que neste momento não hámuito vento. Por isso, o maior desafio é colocar o barco de forma a que consigaapanhar o bocadinho que existe. Não faz sentido navegar em alto mar, sem rumo,mas ficar em terra está fora de questão. Como tal, na Volvo, o desafio éaproveitar o vento que existe para navegar, de preferência com terra à vista.

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