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Helena Coelho: "Entrar nos 30 fez-me sentir mais corajosa e arrojada"

Aos 31 anos, a modelo e apresentadora diz que se sente numa ótima fase da sua vida e que, apesar de manter os pés bem assentes na terra, não perdeu a capacidade de sonhar.

Inês Mestre
15 de maio de 2013, 12:50

O seu ar doce, sereno e simpático esconde uma mulher que sabe o que quer e defende aquilo em que acredita. Helena Coelho afirma que, aos 31 anos, é a pessoa calma e ponderada de sempre, mas que desde que entrou nos 30 se sente mais “corajosa e arrojada”.
Mãe de uma menina, Mariana, de 11 anos, tem com a filha uma relação equilibrada e muito compensadora. E porque sabe que a moda é uma profissão com duração limitada, não se fecha a novos projetos. Neste momento, dá asas aos seus interesses – nomeadamente a culinária e a decoração – no blogue Smoky Olive.
– Tem muitas ambições?
Helena Coelho
– Tenho algumas, a nível profissional gostava de explorar outras áreas, porque a televisão e a moda são efémeras.
– Até quando pensa estar no mundo da moda?
– Ainda não pus nenhuma data limite para encerrar esse capítulo. As coisas vão fluindo e no dia em que eu achar que não me apetece mais, paro. Mas ainda não chegou o momento. E quando chegar não farei nenhum anúncio, deixo simplesmente de aparecer.
– Mas gostaria de ter menos exposição pública?
– A exposição não me incomoda minimamente, mas sinto que não estou muito exposta. Tenho uma vida normal e sei perfeitamente separar o que é trabalho e vida pessoal.
– É sonhadora?
– Sou sonhadora, mas os sonhos que tenho não são de bens materiais. Adoro viajar e queria ter uma vida que me permitisse viajar mais.
– Apesar de ser sonhadora, tem os pés assentes na terra?
– Tenho os pés bem assentes na terra, mas não deixo de ser sonhadora. Acho que a capacidade de sonhar é essencial à condição humana. No entanto, sou bem realista.
– Como tem sido esta fase da sua vida?
– Desde que entrei nos 30 que sinto que “OK, agora é a sério”. Acho os 30 maravilhosos, porque continuamos a ser jovens, mas passamos a ter mais consciência de nós, dos outros, e de tudo o que nos rodeia. Sei muito melhor o que quero e o que não quero. É uma fase em que a personalidade se vinca.
– Sente-se uma pessoa diferente?
– Entrar nos 30 fez-me sentir mais sólida, corajosa, arrojada, defensora daquilo em que acredito, mas ao mesmo tempo mais aberta a outras opiniões. Nesta altura da vida acho que pomos para trás tudo o que é supérfluo e damos menos importância ao que não interessa.
– Está mais equilibrada?
– Sempre tive equilíbrio e sempre fui muito calma, ponderada e de pensar pela minha cabeça. Nunca fui atrás do que os outros querem. Nunca experimentei drogas, por exemplo. Até porque tenho uma grande dificuldade em pensar que posso perder o controlo sobre mim. Por isso, só comecei a beber um copo de vinho aos 27 anos.
– Mas gosta de controlar o que se passa?
– Não, recebo tudo o que me acontece de braços abertos. O bom e o mau, porque há sempre um lado de aprendizagem com o mau. Sou otimista e aceito as coisas que me acontecem com humildade.
– É uma mulher feliz?
Tenho momentos de grande felicidade, e outros de menos.
– Sente-se realizada?
– Vou-me sentindo realizada, mas ainda gostava de fazer muita coisa. E julgo que passamos por certas fases. Há alturas em que certas coisas nos realizam, depois, deixam de o fazer e seguimos para outras. E é disso que eu gosto, de viver novas experiências, situações, conhecer novos mundos. É isso que me entusiasma.
– Quais são os seus hobbies?
– Cozinhar! Adoro cozinhar para os amigos, inventar novos pratos. E tenho jeito para tra­balhos manuais, para fazer bricolage. Estou sempre a mudar a decoração da minha casa, ou então faço coisas para os amigos.
– A Mariana gosta de a ajudar?
– Sim, ela faz alguns trabalhos comigo. Gosta de ver o processo de transformação das coisas. Por exemplo, eu pego num móvel velho e transformo-o numa cozinha para ela. Fazemos muito aproveitamento de coisas antigas. E também gosta de me ver a cozinhar. Até diz que quer que eu cozinhe na escola dela!
– Como está a sua relação com ela?
– A Mariana vai crescendo e é normal que a relação vá mudando. É um processo natural, apesar de termos de nos preparar para as situações que virão, como quando ela for mais velha e tiver namorado, por exemplo.
– Já pensa nisso?
– Já! Mas ao mesmo tempo prefiro não materializar demasiado.
– Que tipo de menina é ela?
– É ótima. Tenho muita sorte porque é uma miúda impecável, muito adulta. É giro vê-la crescer.
– Como é a Helena mãe?
– Sou um bocadinho de tudo, umas vezes mais descontraída, outras mais ‘galinha’. Eu converso muito com ela e acho que a nossa relação se vai conduzindo por ela própria. A Mariana é uma miúda muito consciente, humana, sensível, por isso é muito fácil. Costumo dizer que a Mariana me fez mãe.
Tem muitos sonhos para ela?
– Não. Não perspetivo nada para ela, acho que ela deve seguir com a sua vida. Mas quero
dar-lhe o máximo de educação e de formação escolar para que ela não seja só uma cidadã portuguesa, mas também de outros países.

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