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Reynaldo Gianecchini: “Acho-me mais bonito hoje que aos 20 anos”

No Castelo da CARAS, o ator falou sobre a sua vida amorosa e a sua carreira.

CARAS Brasil
29 de abril de 2013, 16:49

Quando questionado sobrecomo define a fase que está a viver, Reynaldo Gianecchini, de 40 anos,sintetiza a resposta com uma frase do filósofo alemão FriedrichNietzsche (1844-1900): “Torna-te quem tu és”. A sentençaretrata com perfeição o período de descobertas pessoais que o ator vive. Tornei-me mais autêntico, seletivo e já não me preocupo em agradar às outraspessoas. Tenho sentido mais maturidade e deixado as ansiedades de lado”,diz o galã. As mudanças, porém, não significam que ele tenha perdido o espíritojovem. “Ainda sou molecão, mas com um autoconhecimento maior. Aliás,acho-me mais bonito hoje que aos 20 anos, não só fisicamente, mas em todos osaspetos; gosto mais de mim”, afirma no Castelo de CARAS, em Nova Iorque.
Terminadas as gravações da novela Guerra dos Sexos, trama que marcou o seu regresso à televisão apósa vitoriosa luta contra o cancro, Gianecchini continuasolteiro e afirma não ter pressa para encontrar um amor. “Vejo amigosque se casaram e têm filhos e acho lindo, mas o meu lado independente aindafala mais alto”, diz ele, empenhado na concretização do Centro de ApoioProf. Reynaldo Gianecchini, que atenderá pessoas carentes na sua cidade,Birigui, no interior de São Paulo.
– A independência leva-o a adiar planos de formar uma família?
– A decisão de casar e ter filhos é incrível, mas o que não pode acontecer éa pessoa fazer essa escolha e depois sair da relação. Para mim, falta querervirar a ‘chavinha’ e ficar mais calmo. A minha natureza é andar pelo mundo, nãoser âncora.
– Mas isso não o impede de viver um novo amor...
– Pode ser que um dia mude, queira fixar-me e repense, não tenho controlo sobreisso. Posso achar alguém incrível, querer casar e ter filhos. Vai chegar omomento em que vou desacelerar em tudo e, talvez, nessa hora, pare para pensarsobre o assunto família.
– Para onde acha que a independência pode levá-lo?
– Sou um cidadão do mundo. Já morei fora do Brasil e passei parte da vida apensar que moraria fora para sempre. Acho que me devo isso, morar em lugaresdiferentes.
– O tempo assusta-o?
– Nem sinto a idade chegar. A vida passa rápido. Por isso, é preciso ir atrásdos desejos sem se preocupar com opiniões. Quando somos jovens, queremosagradar a todos; depois descobrimos que bom mesmo é agradar a nós mesmos, estarconfortável ‘dentro’ da nossa pele.
– As críticas atrapalharam?
– Se ligasse às críticas tinha parado a carreira no início. É preciso tercoragem, ir em frente, sair da zona de conforto, se desafiar. Fico feliz ao vero que conquistei, não deixei que o medo fosse maior. Prémio, crítica, tudo issoé insignificante. É a luta do dia a dia que nos constrói.
– Qual o maior passo que deu nessa construção pessoal?
– Sair de Birigui, aos 18 anos, um menino cheio de sonhos que chegou à cidadegrande querendo conquistar o mundo. Saí do micro para o macrocosmos. Foi quandoabri a cabeça para saber o que queria ser.
– O seu grande passo ainda está por vir?
– Não sabemos o que o futuro nos reserva. Já passei por muita coisa, mas a vidaé uma delícia. E ela pode surpreender-nos sempre.

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