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Francisco Pinto Balsemão reage à morte de Margaret Thatcher

O presidente do Grupo Impresa contactou diretamente com a 'Dama de Ferro' na qualidade de primeiro-ministro de Portugal, entre 1981 e 1983.

Redação CARAS
8 de abril de 2013, 19:14

“Com a morte de Margaret Thatcher,desapareceu um dos grandes estadistas do século XX.
Ideologicamente, poderá discordar-se devárias das posições que assumiu, nomeadamente quanto ao capitalismo popular e àforma de o implantar, mas não há dúvida de que marcou as décadas de 70 e de 80e restituiu ao Reino Unido parte do prestígio perdido.
Tive ocasião, como Primeiro-ministro dePortugal, de com ela contactar e negociar, visitando-a no 10 de Downing Streete posso asseverar que Portugal contou com o seu apoio para a nossa adesão àentão C.E.E.
Impressionou-me, na altura, o autoritarismocomo liderava a sua equipa durante as conversações.
Também durante o meu tempo como Chefe doGoverno e durante a guerra das Falklands (ou Malvinas, como quisermos),Thatcher solicitou a aterragem de aviões britânicos nos Açores, invocando aaplicação do velho tratado da Aliança celebrado no século XIV.   Essaautorização foi-lhe concedida e penso que Londres nunca o esqueceu.
É interessante assinalar que MargaretThatcher, a primeira mulher a ser Primeiro-ministro no seu país, acabou por nãocompletar o seu terceiro mandato, em parte por ter exagerado nas suas críticasao que, desde 1992, passou a ser designado por União Europeia.
Essa posição fez escola no Reino Unido eestará na origem do referendo que Cameron anunciou ir realizar”. 

Francisco Pinto Balsemão

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