Nas Bancas

lc-jantar_s_martinho_27.jpg

Marluce escreve mensagem de apoio a Carlos Cruz

A ex-mulher de Carlos Cruz publicou um texto na sua página do Facebook, no qual reafirma a sua convicção na inocência do ex.apresentador de televisão.

Redação CARAS
3 de abril de 2013, 00:15

"A prisão de Carlos Cruz!
Hoje  Carlos Cruz  volta a ser preso injustamente e mais uma vez me coloco ao seu lado para o apoiar nesta luta desigual, onde não queremos medir forças com a justiça, somente mostrar a verdade e a inocência de quem verdadeiramente está inocente num processo podre e tirano onde o importante passou a ser a defesa de um corporativismo típico de um País pequeno. Realço a falta de profissionalismo de um jovem juiz  ganancioso e sedento de fama, de uma dúzia de inspectores da PJ - instituição até então respeitada além fronteiras - que optaram por não ter a coragem de fazer o seu trabalho de forma competente, deixando-nos apenas um denegrido espectáculo televisivo que durou 10 anos e que resultou na consequente condenação de inocentes.
Nunca houve coerência entre os testemunhos, nem nunca conseguiram as ditas provas para condenar quem é INOCENTE.
Primeiro falava-se em pedófilo compulsivo, depois de uma rede organizada há muitos anos e mais tarde de centenas de vítimas para crimes horrendos e para os quais diziam que com certeza deveriam haver muitas provas. Mas afinal nem provas, nem rede, mas lá conseguiram duas ditas vitimas.
Ninguém pôs em causa o carácter dos ditos"rapazes" e seus vícios e distorções mentais, psicológicas e emocionais e as suas motivações.
Optaram por uma tal "ressonância da verdade", da qual se servem para condenar quem querem a favor de quem encobrem ou obedecem, abusando de poder que exercem sem respeito nenhum por um Estado dito de direito, onde deveriam ser respeitados os direitos de presunção de inocência de cada cidadão. Diz a lei que compete à acusação provar a culpa do arguido e neste processo tal nunca foi conseguido, ao invés disso, Carlos Cruz apresentou milhares de provas em como lhe era fisicamente impossível haver cometido tais crimes, porque nunca esteve nos locais onde dizem haver estado e conseguiu prová-lo, tendo a "justiça" menosprezado essas provas concretas.
A imprensa falida de noticias bombásticas e televisões a fazer contagem regressiva, com capas e capas falsas de jornais e revistas, num clima de circo romano , gerou um fenómeno único social, onde muitos encheram os bolsos sem nenhum sentimento de arrependimento ao arrastar famílias e amigos para um verdadeiro pesadelo.
Será que Carlos Cruz seria ou é uma ameaça para o País, para quem?
Será apenas um bode expiatório para que o País chegasse onde chegou, sem grandes alaridos? Ou para encobrir os verdadeiros pedófilos, com vidas duplas a serem quase descobertas pela imprensa internacional? Terá sido simplesmente por vinganças de orgulhos feridos?
Quando a policia e a justiça passam a ser um uma barreira aos direitos humanos e não um instrumento de assistência e protecção, a sociedade esfacela-se, como infelizmente vem acontecendo em Portugal.
Vivi durante 17 anos com o Carlos, sou sua amiga há mais de 30 anos, sou mãe de 3 filhos e avó de 4 netos de Carlos Cruz, conheço-o muito bem e sei que ele jamais abusaria de crianças ou fosse capaz de cometer actos desta natureza, e como pessoa que sempre lutei por um mundo com mais justiça, com mais amor, dignidade e com mais valores morais e espirituais para que as nossas vidas tenham uma razão de ser, peço que denunciem, sem medos, as injustiças que estes cidadãos sofreram e sofrem, denunciem sem medos as injustiças de que vocês e seus amigos ou conhecidos são alvo, para que um dia Portugal possa realmente ser um País que respeita o seu povo, onde se possa viver com tranquilidade, onde não haja mais casos inspirados em romances Kafkianos."

Marluce

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras