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Afonso Dias condenado a três anos e meio de prisão pelo rapto de Rui Pedro

A decisão do Tribunal da Relação do Porto foi anunciada esta manhã.

Redação CARAS
4 de março de 2013, 12:36

No diaem que se assinalavam os 15 anos do desaparecimento de Rui Pedro, o Tribunal da Relação do Porto deu razão ao recurso doMinistério Público condenando AfonsoDias a três anos e seis meses de prisão efetiva pelo rapto de menino de Lousada,na altura com 11 anos, no dia 4 de março de 1998. Emocionado ao ler o acórdão, Ricardo Sá Fernandes afirmou: “Nestedia tão difícil para a família, temos uma boa notícia. Hoje saio daqui com acara lavada. É um dia muito importante para a Filomena e o Manuel,para mim e a minha equipa, mas sobretudo para o Rui Pedro porque ele pode estarvivo e nós vamos continuar a procurá-lo. Se ele não estiver vivo a memória delemerece que procuremos saber o que lhe aconteceu. É um dia histórico para todosnós”.
Recorde-se que Afonso Dias foi absolvido no julgamento que decorreu no Tribunalde Lousada, em fevereiro do ano passado, decisão que levou a família de RuiPedro e o Ministério Público a recorrer ao Tribunal da Relação do Porto. Estasegunda-feira, 4 de março, foi conhecida a decisão deste recurso que deu razãoao MP, como explicou o advogado de Filomena Teixeira e Manuel Mendonça: “Queros assistentes, quer o MP, entenderam que a prova produzida em julgamento deviater conduzido à condenação de Afonso Dias. Suplementarmente os assistentespediam ainda que caso assim não entendessem o julgamento devia ser repetido. Oacordo da Relação veio alterar a matéria de facto dado como provada em primeirainstância dizendo que o miúdo que esteve com Alcina Dias naquela tarde foi o Rui Pedro e quem o levou lá foi oAfonso Dias, e por isso condenou-o pelo crime de rapto com a pena de três anose seis meses de prisão de pena não suspensa”.
Perante esta decisão, o advogado de defesa de Afonso Dias, Paulo Gomes, fez saber que vai interpor recurso ao Supremo Tribunalde Justiça. No entanto, esclarece Ricardo Sá Fernandes, “do ponto de vistados factos não pode haver mais nenhuma alteração”.
Ausentes pela primeira vez no decorrer de todo este longo e doloroso processoestiveram os pais de Rui Pedro. A fragilidade da saúde de Filomena Teixeiralevou a que esta e o marido, Manuel Mendonça, tenham ficado em Lousada à esperado telefonema de Ricardo Sá Fernandes.

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