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Oscar Pistorius

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Getty Images

Oscar Pistorius confessa a sua inocência

O atleta sul-africano contou em tribunal a sua versão do que aconteceu na noite em que matou a namorada, Reeva Steenkamp.

Redação CARAS
19 de fevereiro de 2013, 16:29

Oscar Pistorius está acusado pelo homicídio premeditado da namorada, Reeva Steenkamp e contou hoje em tribunal a sua versão do que aconteceu na fatídica noite de 14 de fevereiro na sua casa, em Pretória.
Barry Roux, o advogado do atleta sul-africano leu a seguinte declaração: "Fui informado que sou acusado de homicídio - nego essa acusação. Nada pode estar mais longe da verdade do que afirmar que eu planeei o assassínio da minha namorada.

A 13 de fevereiro a Reeva ia sair comigo e com uns amigos. Mas ela preferiu ficar em casa.

Eu estava a ver televisão. Tinha tirado as minhas próteses das pernas. Ela estava a fazer ioga. Depois fomos para a cama.

Estou consciente de que as pessoas entram nas casas para cometerem crimes e já recebi ameaças de morte. Acordei para fechar a porta da varanda e ouvi um barulho na casa de banho.

Estava assustado e não quis acender a luz. Tinha a minha arma e dirigi-me para a casa de banho. Gritei para o intruso porque não tinha as minhas pernas postas e senti-me vulnerável. Disparei através da porta da casa de banho e disse à Reeva para chamar a polícia.

Voltei para perto da cama e apercebi-me que a Reeva não estava na cama. Foi quando me apercebi que podia ser ela na casa de banho.

Abri a porta. Chamei os paramédicos e a segurança do condomínio. Tentei levá-la para o piso debaixo para a ajudar. Tentei ajudá-la mas ela morreu nos meus braços.

Mais tarde apercebi-me que a Reeva se levantou para ir à casa de banho quando eu fui fechar a porta da varanda."
Já o advogado de acusação, Gerrie Nel, tinha contado uma versão diferente na qual a modelo terá ido para a casa de banho depois de o casal ter discutido:
"O arguido armou-se, pôs as suas próteses, andou sete metros para a casa de banho e disparou para a vítima enquanto ela estava na sanita. Ele disparou quatro vezes... Não há nenhuma explicação possível para ele ter achado que era um ladrão. Se eu estou armado, ando uma certa distância e mato alguém, isso é premeditado. A porta está fechada. Não há dúvida nenhuma. Ando sete metros e mato alguém.

O motivo é: 'Quero matar'. É isso. Faz tudo parte da preparação. Porque é que um ladrão se iria trancar na casa de banho? Ela trancou-se na casa de banho por uma razão. Logo iremos analisar essa razão. Foi na casa de banho que ela estava quando os tiros foram disparados. Não podia ir para lado nenhum. Deve ter sido horrível".
O atleta volta ao tribunal amanhã de manhã.

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