Nas Bancas

Débora Monteiro: “Gosto de fugir ao estereótipo de menina bonita e ‘sexy’”

A atriz veste a pele de uma ‘stripper’ na novela ‘Dancin’ Days’ e diz que a experiência melhorou a sua autoestima.

Andreia Cardinali
3 de fevereiro de 2013, 16:00

Habituada a ser vista como uma femme fatale, Débora Monteiro, de 29 anos, procura fugir a esse estereótipo, por isso, as personagens em que tem de encarnar mulheres mais rudes são as que lhe dão mais prazer. Desta vez, a atriz vive o papel de uma stripper na novela Dancin’ Days, experiência que a tem tornado mais consciente do seu corpo, mas também a tem apaixonado, já que a personagem tem um lado humano bastante vincado.
Ciosa da sua privacidade, Dé­bora tem na família e no namorado, Miguel Mouzinho, os seus principais pilares e dedica-lhes todos os seus momentos livres.
– Iniciou a sua carreira no mundo da moda aos 14 anos. Foi algo que sempre quis?
Débora Monteiro – Surgiu de repente. Encontraram a minha irmã na rua, perguntaram-lhe se queria tirar o curso de manequim e ela disse que só o faria se eu também fosse. E assim foi.
– E tornou-se uma paixão?
Não era algo em que pensasse muito e nem sequer estava informada sobre esse mundo, mas depois comecei a gostar muito, principalmente de fotografia e publicidade.
– Porque aí vestia o papel de uma personagem?
Sim. Eu achava que qualquer uma po­dia fazer carinha bonita e ser sexy e a mim dava-me gozo aquelas sessões em que podia sair desse estereótipo. Foi aí que surgiu o interesse pela representação e também porque alguns diretores [de atores] diziam que eu tinha jeito.
– Hoje em dia, o que é que prefere?
A representação, sem dúvida, já não penso sequer na moda. Foi um caminho para chegar onde estou.
– Foi através do programa O Último a Sair e da novela Dancin’ Days que se tornou conhecida do público. Acredito que a sua vida tenha mudado...
Sim. Com o programa O Último a Sair fiz aquilo de que gosto, o que referi anteriormente, de fugir ao estereótipo de menina bonita e sexy. Pude explorar um lado mais arruaceiro e soltar-me, algo que ainda não tinha tido oportunidade de fazer. Gosto de mostrar que uma mulher bonita também se ‘passa da cabeça’ e que não tem de estar sempre impecável e feliz. Aí comecei a sentir o reconhecimento do público. Agora, com Dancin’ Days, uma novela de horário nobre em que apesar de estar a fazer o papel de uma mulher sexy, há um lado humano muito forte, sinto ainda mais o reconhecimento das outras pessoas.
– Essa vontade de desmisti­fi­car o papel da mulher bonita e sexy é um desejo de fugir à forma como os outros a veem?
Sim. Não é que não goste que me vejam dessa forma, mas gostava que as pessoas olhassem para mim de outra maneira e conversassem comigo sem pensarem só no aspeto exterior. Até porque quem me conhece sabe que esse lado sensual, que supostamente tenho, tem a ver com a minha maneira de ser e de estar e não propriamente com a forma como me visto ou arranjo.
– E no seu dia-a-dia há uma preocu­pação em estar bonita, até para não defraudar quem a reconhece?
Confesso que há um tempo não pensava nisso. Hoje em dia tento ser a mesma pessoa, estar tranquila, sem maquilhagem e sem o cabelo arranjado, mas já estive em situações em que as pessoas vêm ter comigo e sinto que me deveria ter preocupado mais an­tes de sair de casa [risos].
– E como é que lida com a fama?
A partir do momento em que as pessoas vêm ter connosco é porque reconhecem o nosso trabalho e isso sabe muito bem. Claro que há dias em que estou focada noutra coisa ou acordo mais mal disposta e talvez não esteja com o sorriso que as pessoas estão à espera. É difícil encontrar um equilíbrio.
– O papel que vive atualmen­te, de uma stripper, exigiu com certeza alguma preparação a nível físico...
Sim, no início tive uma grande preparação física a nível de ginásio, de alimentação e de dança, assim como alguns tratamentos na Clínica Biscaia Fraga. Foi algo muito exaustivo e parecia que o meu corpo não ia aguentar mais.
– Com esta personagem descobriu uma Débora diferente, mais sensual?
Sim, quando comecei as gravações desta novela percebi que a minha coordenação não era assim tão sensual como as imagens poderiam fazer pensar [risos]. Aprendi a movimentar-me com mais sensualidade, a aceitar os meus defeitos e a achá-los bonitos com os movimentos da dança. Ajudou-me a aceitar-me como realmente sou.
– Melhorou, então, a sua autoestima...
Bastante e aconselho qualquer pessoa a fazê-lo. A dança do varão ajuda muito a subir o ego. Vemo-nos sensuais de uma forma interior sem nos preocuparmos se as gordurinhas estão à vista.
– E como é que o seu namorado lida com a exposição desta personagem?
Ele lida bem com isso, é o meu trabalho. Os meus outros trabalhos também tinham alguma exposição física, por isso, não é nada de novo.
– É importante ter alguém a seu lado que a apoie...
Claro, é fundamental ter alguém que nos incentive e que esteja incondicionalmente connosco.
– E já existem planos a dois?
Neste momento estou focada no meu trabalho e, além do mais, também é preciso namorar [risos]. Desde miúda que quero ser mãe mas, até por causa da carreira, acho que é algo que não acontecerá a curto prazo.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras