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Cristina Ferreira: "Para quem gosta de ter amor e carinho, esses afetos fazem falta todos os dias"

Numa entrevista intimista, a apresentadora revelou o que faz de si uma mulher realizada.

Marta Mesquita
2 de fevereiro de 2013, 16:00

Cristina Ferreira, de 35 anos, é uma das apresentadoras portuguesas com maior índice de popularidade. Há oito anos à frente do Você na TV, programa que conduz diariamente com Manuel Luís Goucha, a apresentadora e o seu parceiro das manhãs preparam-se para mais uma edição de A Tua Cara Não me É Estranha, que estreia muito em breve na TVI.
Realizada profissionalmente, a apresentadora também vive dias felizes ao lado do filho, Tiago, de quatro anos, que nasceu da relação de 15 anos com António Casinhas, terminada no verão de 2011. Apesar de continuar solteira, a apresentadora admite que gostaria de encontrar alguém. Contudo, mantém-se otimista e assegura que “a vida tem guardado o melhor para mim”, tendo a convicção inabalável de que “nasci para ser feliz.”
– Está entusiasmada por ir conduzir mais uma edição do programa A Tua Cara Não me É Estranha?
Cristina Ferreira
– Estou sempre entusiasmada, porque faço aquilo que gosto, sou muito feliz todos os dias a trabalhar. Preencho-me muito com um programa da manhã como o Você na TV, que é de facto aquilo que gosto de fazer. Mas o desafio da noite, sobretudo no A Tua Cara Não me É Estranha, dá-nos uma outra responsabilidade e obriga-nos a descobrir como reinventar tudo para chegarmos a casa do público com o mesmo entusiasmo das edições anteriores. Portanto, é um desafio ainda maior.
– É-lhe fácil ‘reinventar-se’ quando já sabe que determinado programa é um sucesso garantido?
– Não é nada fácil, aliás, é o mais difícil de fazer. Nós já não somos nenhuma novidade e temos de continuar a surpreender num programa que à partida é o mesmo. Eu e o Manel seremos os mesmos de sempre, mas temos de viver aqueles momentos que nos são dados na hora com espontaneidade, naturalidade e improviso, e isso não dá para trabalhar ou planear, porque é imediato.
– Um tema muito explorado no que diz respeito ao programa é o seu guarda-roupa. Tornou-se uma mulher mais vaidosa?
– Sempre fui vaidosa. Quando era miúda já gostava de ir arranjada às festas. Acho que a televisão é uma festa e gosto que isso transpareça no que visto. Quando chego a um sítio, gosto que reparem em mim. Gosto de mim, aceito o meu corpo, os meus defeitos e personalidade.
– Tem tido uma carreira de sucesso. Acredito que seja uma pessoa ambiciosa...
– Sim, desde miúda que sou ambiciosa. Tenho as minhas metas a atingir e sei bem onde quero chegar. Sei que preciso de crescer e que caminho tenho de percorrer. Ainda há tudo por descobrir da Cristina e cá estarei para mostrá-lo. Quero trabalhar em televisão até ao fim da minha vida.
– Todos sabem como é a Cristina na televisão. Mas quem é a Cristina em casa?
– É a Cristina mais calada que possam imaginar, ao ponto de a família refilar e dizer: “Lá fora, falas tanto e aqui não falas nada!” [risos] Em casa sou muito sossegada, não sou nada histriónica. Só quem me conhece é que não estranha esta atitude, que sempre foi a minha. Por exemplo, nos jantares de amigos, não sou a Cristina que fala, sou a que ouve.
– O que é que uma mulher de 35 anos, que é mãe e tem uma carreira de sucesso, espera emocionalmente da vida?
– Espero que o meu filho não me dê muitas dores de cabeça quando começar a sair à noite. [risos] Quero, acima de tudo, continuar a sorrir e a acreditar que a vida é um presente que abro devagarinho e que ainda estou a desembrulhar. Portanto, aquilo que de bom está para vir ainda está escondido! Sou muito positiva e acredito mesmo que nasci para ser feliz. E tenho percebido que aquilo que tem sido menos feliz na minha vida tinha mesmo de acontecer para eu aprender a viver de outra forma. Portanto, encaro as perdas e as tristezas dessa forma. Claro que na altura em que as coisas menos boas acontecem, fico triste e magoada, mas depois percebo que tudo isso me tornou uma pessoa melhor.
Isso quer dizer que aceita bem as suas derrotas e fragilidades?
– No campo profissional não aceito nada bem os meus erros, por mais pequenos que sejam. Se no programa digo uma palavra que saiu mal, martirizo-me o resto do dia. Sou um bocadinho chata e crítica comigo própria e com os meus colegas. Sou uma pessoa muito controladora e perfeccionista. O bom não me chega, quero sempre o muito bom.
– Na sua vida pessoal também é assim tão exigente?
– Não, sou muito mais descontraída, até com o meu filho. Não sou mãe-galinha, mas sou muito dependente do amor do Tiago. Deixo-o voar, mas tenho de controlar as asas.
– O Tiago tem quatro anos. Como é a vossa relação?
– O Tiago está numa fase maravilhosa. Diz-me coisas do género: “Quando eu for um homem, mãe, achas que te consigo pegar ao colo?” [risos] Está numa fase muito divertida. Quando lhe digo: “Gosto muito de ti”, ele responde: “Eu também te amo.” É uma criança muito meiga. E eu sempre o incentivei a dizer que gosta, que ama, a mostrar as suas emoções, porque muitas vezes os homens não são habituados a fazer isso desde pequeninos e depois não o conseguem fazer mais tarde.
– A Cristina já admitiu que continua a ter uma boa relação com o pai do seu filho. Sente-se orgulhosa por ver o trabalho que têm conseguido fazer em conjunto no que diz respeito à educação e formação do caráter do Tiago?
– Sim, tenho muito orgulho. Muitas vezes pensamos que estamos a fazer um bom trabalho, mas ninguém nos diz isso. E quando o Tiago entrou para a escola, este ano, a professora disse-me que se notava que o Tiago era um menino muito feliz.
– E a si, o que a faz feliz?
– Há pequenas coisas que me fazem feliz. Fico muito feliz quando a minha mãe me diz que gosta de mim, quando vejo o brilho nos olhos do meu filho, quando um amigo me liga... Fico feliz quando sinto que as pessoas estão lá. Eu sou muito má amiga no sentido em que não sou nada de alimentar amizades. Às vezes estou meses sem falar com uma pessoa, apesar de pensar nela todos os dias. E é reconfortante sentir que as pessoas percebem isso. É bom quando alguém gosta de nós, mesmo com os nossos defeitos. Não sou a pessoa que tem mais amigos, que liga mais aos colegas de trabalho, mas quem me conhece sabe que estou sempre lá quando é preciso.
– A Cristina assumiu a sua separação no verão de 2011. Já faz sentido pensar em ter um novo namorado?
– Continua a não fazer sentido pensar nisso. Essas coisas não se pensam, acontecem. Eu posso sair por aquela porta e apaixonar-me.
– Mas apetece-lhe voltar a ter alguém especial na sua vida?
– Apetece sempre. Para quem gosta de ter amor e carinho, esses afetos fazem falta todos os dias. Agora, há pessoas que conseguem ir à sua vida muito depressa e eu sou muito saudosista. Penso muito que o nosso passado nos dá futuro. Sei que a vida tem guardado o melhor para mim, por isso só quero continuar a fazer o meu caminho. Sou uma mulher fechada. Não me ponho à janela, fico dentro de casa, e depois é muito difícil ver quem está lá fora à espera.
– Também é fácil acomodar-se a uma vida tão independente...
– Sim, é verdade. Muitas vezes penso que é ótimo poder chegar a casa e estar à minha vontade. E depois o Tiago é um companheiro tão estimulante, nós os dois formamos uma equipa tão boa, que, para já, sinto-me bem.
– 2013 será o ano de...
– ...de mim! Será um ano de conquistas, de libertação e de reaprendizagem. Vai ser um ano cheio e espero que traga muitas surpresas. Há umas coisas que ando a estudar para ver se mostro mais um bocadinho da Cristina. Ainda não posso revelar nada. Será ligado à comunicação e vou apostar em novas formas de chegar ao público.

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