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Helena Isabel: “Fui a melhor mãe que podia ser, atendendo às circunstâncias”

Ainda que não goste de falar sobre a idade, aos 60 anos a atriz mantém uma figura invejável. Conta que faz alguns tratamentos à pele e ao corpo, mas não quer falar em cirurgias estéticas.

Inês Neves
27 de janeiro de 2013, 14:00

Já está cansada de falar sobre a idade, mas como em 2012 festejou o seu 60.º aniversário, tornou-se imperativo abordar o tema. Até porque Helena Isabel continua a ser um exemplo de beleza e elegância. O segredo? Alguns tratamentos, muito giná­sio e cuidado com a alimentação, conta. Sobre o namorado prefere não falar, porque não gosta de ver a sua vida privada exposta. “É o lado negativo de ser conhecida”, admite. Mais à vontade está a falar sobre o filho, o músico Agir, de 24 anos – fruto da relação com o cantor Paulo de Carvalho – e do seu papel de mãe... e de avó, que se sente preparada para desempenhar.
– Fez 60 anos e continua com uma figura invejável...
Helena Isabel – Os 60 são os novos 40. Acho que qualquer mulher pode estar bem aos 60 anos, porque hoje em dia as pessoas cuidam-se mais e não se deixam engordar, tal como eu, também devido à profissão que tenho.
– Tem muitos cuidados?
– Faço tratamentos à pele uma vez por ano, porque não tenho tempo para mais, vou muito ao ginásio e tenho, isso sim, muito cuidado com a alimentação, porque a minha tendência não é ser magra. Mas não faço dietas malucas! Já as fiz, hoje em dia, não.
– E cirurgias plásticas, já fez?
– Não... mas se tivesse feito não falaria sobre isso. Faço alguns tratamentos para atenuar o ar cansado. Mas acho que o grande segredo é estar bem com a vida.
– O avançar da idade preo­cupa-a? Sente o peso dos 60?
– Não gosto nada de falar disso e costumo dizer que não dou ‘confiança’ à idade. Sempre que me fazem entrevistas falam nisso, parece ser sempre um ponto muito importante. Mas não, não me preocupo e tento nem pensar nisso. O que me assusta na idade é ter cada vez menos tempo para fazer as coisas de que gosto.
– Mudemos então de assunto: a Helena tem um filho de 24 anos, Bernardo, que é conhecido pelo nome artístico Agir. Foi mãe solteira durante muito tempo...
– Sim, fui durante alguns anos e foi complicado. Tenho uma profissão que não é fácil, com horários difíceis, tanto posso trabalhar 12 horas como quatro, posso ou não ter fins de semana. Mas custou-me mais sobretudo quando ele era mais pequeno, aí foi um bocado complicado, mas felizmente ele depois tornou-se uma pessoa muito independente – tal como eu também sou – e conseguimos conjugar tudo.
– Ainda que algumas vezes ausente, sente que desempenhou bem o seu papel de mãe?
– Acho que sim. Apesar de nós, como mães, nos culparmos disto ou daquilo, achamos sempre que não fomos perfeitas. Eu não fui perfeita, também porque acho que a perfeição não existe, mas fui a melhor mãe que podia ser, atendendo às circunstâncias. E acho que fiz um bom trabalho porque ele é uma pessoa muito querida, somos muito amigos e gostamos muito um do outro. Temos uma ótima relação.
– O Agir tem muitas tatuagens no corpo e piercings...
– É a maneira de se expressar.
– Sempre aceitou bem isso?
– Não vou dizer que adoro, mas respeito. É a forma que ele tem de se expressar. Ele gosta, a vida é dele, portanto, não me vou meter nisso.
– Mas como reagiu quando ele entrou em casa todo tatuado?
– Reagi bem. Até porque eu própria tenho uma tatuagem.
– Então o exemplo veio de casa...
– Pois... Mas não me assustei porque ele tatuou o corpo de forma gradual e se ele gosta...
– É público que o seu filho namora com a cantora Andreia. Está preparada para ser avó?
– Acho que sim, gostava muito.
– Acha que será melhor avó do que foi mãe?
– Isso não creio. A minha vida profissional continua na mesma, continuo a não ter horários para nada, mas se ele e a mulher tiverem um filho, são eles que têm a obrigação de lhe dar o máximo de tempo que puderem dispor. Não eu.
– Sim, os pais educam e os avós deseducam...
– Eu não, sou muito educadora. E enquanto avó serei assim, calculo eu. Não gosto de crianças mal-educadas.
– Gostaria de ter tido mais filhos?
– Se tivesse tido o meu filho mais cedo, se calhar teria tido outro. Depois, também não se proporcionou, a minha vida sentimental... Poderia ter tido outro a seguir, mas não aconteceu e eu também não o forcei. Mas não guardo mágoa nenhuma por isso.
– Sei que não gosta de falar da sua vida sentimental, calculo que não me vá confirmar se mantém a relação com José Paulo Fernandes Fafe...
– Não gosto de ver a minha vida privada exposta nas revistas. Mas acho que é o preço que tenho de pagar pela profissão que tenho. Se pudesse excluir essa parte...
– Mas há um lado bom em ser conhecido.
– Tem vantagens e desvantagens. Ser conhecido no estrangeiro é uma coisa, em Portugal é outra. Nós aqui somos mais pequeninos, costumo dizer que aqui temos as desvantagens e não as vantagens de sermos conhecidos. Não temos os cachets elevados, não podemos fazer um filme e estar depois um ano ou dois sem fazer nada, e a nossa vida privada é muito exposta na imprensa, o que é uma grande desvantagem para mim, porque sou muito ciosa da privacidade. Até percebo que as pessoas tenham curiosidade, mas às vezes torna-se mórbida e isso é preocupante.
– Mas tem alguma razão de queixa? Passou por algum episódio desagradável?
– Não particularmente, mas vejo as situações desagradáveis que os meus colegas passam. As pessoas têm pouca preocupação em relação às outras, não pensam que existem filhos, família... certa imprensa não respeita a vida das pessoas e isso incomoda-me muito.

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