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Bibá Pitta fala da relação especial que tem com as filhas, Maria e Madalena

Esta foi a primeira vez que Bibá posou para a CARAS só com as filhas, Maria, de 20 anos, e Madalena, de 15.

Inês Neves
27 de janeiro de 2013, 11:00

Só para as mulheres da família. Bibá Pitta aceitou o ‘desafio’ e posou para a CARAS com as duas filhas, Maria, de 20 anos, e Madalena, de 15. Além de querer celebrar o aniversário delas, que aconteceu em dezembro, Bibá quis também realizar o sonho de Madalena, que tem uma paixão por moda e quer ser modelo. E nesta produção foi, pelo menos, por um dia. “E vestiu o papel na perfeição”, avaliou, como mãe orgulhosa que é.
– Esta é a primeira produção só com as três...
Bibá Pitta – É verdade. Elas agora já são umas mulheres, estão tão crescidas! Os nascimentos delas foram dois grandes momentos na minha vida. A Maria porque foi a primeira filha, e o nascimento do primeiro filho é uma coisa inexplicável. E a Madalena que, tão perto do Natal, a 19 de dezembro, nasceu com síndrome de Down. Foi um turbilhão de sentimentos. Naquele momento, achamos que o mundo vai acabar, que tudo vai mudar, mas na verdade não mudou em nada. Simplesmente tivemos de nos adaptar, porque eu acho que as mães estão preparadas para tudo.
– Sente-se velha ao olhar para elas?
– Não me sinto nada velha. Sinto que fiz a melhor coisa do mundo, que foi ter tido os meus cinco filhos, o último deles aos 40 anos. Não me arrependo de nada e sou uma mãe felicíssima. E acho que o Dinis, o último, de seis anos, me fez recomeçar. Aos 47 anos voltei aos desenhos animados... Sou daquelas mães que não têm tempo para pensar em velhices ou rugas. Tenho o tempo todo ocupado na minha cabeça com a minha família.
– Por muito bonito que seja ter cinco filhos, às vezes pode ser muito desgastante. Nunca lhe apeteceu fugir?
– Claro que apeteceu. Aquele momento em que os cinco filhos estão a chamar por mim, todos ao mesmo tempo, por coisas completamente diferentes... dá vontade de agarrar nos cabelos e gritar. Mas não há nada que não se resolva. É muito difícil para mim entrar em stresse. Ainda que seja uma mãe com muitos filhos, muito atenta e observadora, sou completamente descontraída. E em vez de querer sempre mandar nos meus filhos, junto-os a mim e vou educando de forma a que eles me ajudem. Eles são seres independentes e ajudam-me. Por isso, nunca tive um baby-sitter a tomar conta deles. Os mais velhos tomam conta dos mais novos e revezamo-nos uns aos outros.
– Cinco filhos, cinco feitios diferentes. Choca muito com eles?
– Qual é a mãe que nunca chocou com um filho de 19 ou 20 anos? Mas mesmo com os choques, com tudo o que é a adolescência, eles são impecáveis e nunca me deixam na mão. E se percebem que eu preciso deles, são os primeiros a aparecer, mesmo que venham a refilar.
– Como é a sua relação com a Maria e a Madalena?
– Eu e a Maria somos completamente diferentes em praticamente tudo. Acho que só somos parecidas nos valores. O feitio da Maria é muito mais calmo e sério que o meu, ela é muito menos extrovertida, tão tímida que às vezes até parece mal-educada, mas não é. Mas nunca mentiu, apesar de saber que a verdade lhe vai custar caro. E apesar de nos ‘picarmos’ muito, temos uma relação muito gira. Com a Mada­lena... ela é tão especial! Eu e ela somos uma. Naturalmente, ela é muito mais dependente de mim e, apesar de os irmãos serem todos extraordinários, a mãe sou eu. A Madalena é o lado bom da vida. Ao contrário da Maria, que acorda mal disposta, ela abre o braços e diz: “Bom dia, mãe querida.”
– E a relação entre elas?
– A Madalena é completamente dependente da Maria. Costumo dizer que quando a Maria se casar, a Madalena vai querer ir atrás. Partilham o mesmo quarto e ela não se quer deitar antes de a Maria chegar a casa, fala nela a toda a hora, quer ir com ela para todo o lado. Elas têm uma sintonia ótima, são muito amigas. Acho que é a sua referência como mulher.
– São vocês, mulheres, que mandam lá em casa?
– Acho que não, aquilo é quase como uma comunidade, mandamos todos. Ou seja, queremos todos mandar, mas acho que nós, mulheres, somos mais inteligentes, porque muitas vezes acabamos por fazer aquilo que queremos dizendo que eles é que têm razão. Entre nós há uma cumplicidade muito grande. Tive uma sorte muito grande em ter tido raparigas e rapazes, porque são dois mundos diferentes.

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