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Letizia: Um lugar conquistado de pleno direito

Sóbria, elegante, institucional, Letizia acompanhou o príncipe Felipe e os reis Juan Carlos e Sofía nas celebrações da Páscoa Militar, a 6 de janeiro, uma cerimónia que encerra as festividades de Natal e dá início oficial ao novo ano político em Espanha. A princesa foi irrepreensível no seu papel.

Redação CARAS
20 de janeiro de 2013, 15:00

Letizia fez a sua ‘travessia do deserto’ desde que se casou com o príncipe Felipe: obser­vada e avaliada, tudo que faz, desde a forma como se veste até ao facto de tentar manter uma vida minimamente normal, sain­do com amigos ou melhorando a imagem com intervenções estéticas, é alvo de críticas. E se é verdade que foram muitas as que se ouviram ao longo destes oito anos, não é menos verdade que Letizia se mostrou à altura da situação: nunca baixou os braços e mostrou a força que nem sempre se espera de uma plebeia para afirmar a sua posição. A verdade é que a princesa conquistou de pleno direito o lugar de futura rainha. Ao lado de Felipe em todas as ocasiões (e que parece ter humanizado um pouco, aproximan­do-o da população), conquistou plenamente as boas graças do rei Juan Carlos, que na celebração dos seus 75 anos afirmou que não pretende abdicar, mas declarou-se completamente confiante na sucessão. As declarações foram feitas numa entrevista exclusiva à TVE, que Juan Carlos deu no Palácio da Zarzuela com uma fotografia do noivado de Felipe e Letizia em pano de fundo. A mensagem é clara: conta com o casal para assegurar o futuro e a modernidade da monarquia espanhola.
A modernização da instituição é, o próprio rei reconhece, uma necessidade imperiosa nos tempos que correm, pois é precisamente entre a geração mais jovem que a monarquia encontra menos popularidade. Nesse sentido, Letizia será talvez o maior trunfo da família: ex-jornalista adaptada ao papel de princesa, aprendeu a  estar ao lado do marido de uma forma não passiva, participando no trabalho institucional que este desempenha. E é também uma mãe atenta às duas filhas, Leonor e Sofía, que acompanha de perto de modo a garantir que são devidamente preparadas para o papel que um dia terão de desempenhar. Letizia não abdica, no entanto, da sua individualidade, uma batalha que parece ter ganho – consegue tempo para fazer compras sozinha, por exemplo, e para manter as amizades que já tinha antes –, ultrapassando opiniões mais conservadoras, que esperariam ver ainda na mulher de um príncipe-herdeiro uma figura porventura mais apagada. Mas essa acaba por ser também uma forma de mostrar que Felipe – que Juan Carlos, na referida entrevista, garantiu ser o príncipe mais bem preparado da história de Espanha para se tornar rei – é um homem de valores firmes com capacidade para se adaptar aos tempos de hoje. Por isso, tanto podemos ver a versão clássica e institucional do casal na companhia dos reis para a celebração da Páscoa Militar, como aconteceu a 6 de janeiro, numa cerimónia que encerra as festividades natalícias e marca o arranque do novo ano político, como os vemos alegres e descontraídos no papel de pais, com as duas filhas, a caminho da casa do avô materno para festejar, nessa mesma tarde, o Dia de Reis, aquele em que os espanhóis trocam os presentes de Natal. Será na capacidade que mostram de conjugar ambos os papéis que se joga o futuro da monarquia.

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