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Filomena Corrêa de Sá declara: "A família é o meu pilar"

Filomena Corrêa de Sá dedicou grande parte da sua vida aos filhos, Rodrigo, de 20 anos, e Carlota, de 19. Contudo, redescobriu recentemente uma paixão antiga: o ‘patchwork’.

Marta Mesquita
19 de janeiro de 2013, 18:00

Filomena Corrêa de Sá, de 51 anos, sempre foi profundamente ligada à família. Filha de Eugénia e de Sebastião Corrêa de Sá, cresceu entre cinco irmãos, no Estoril. Desses tempos, em que a casa estava sempre cheia, só guarda boas recordações, tais como as idas à praia e o companheirismo entre irmãos e amigos.
Pouco interessada na parte académica, Filomena trocou rapidamente os bancos de escola pelo trabalho manual. Cedo descobriu a sua paixão pelos  têxteis e pelo patchwork (trabalho com retalhos), e começou a fazer camisolas. Anos mais tarde casou-se com Gonçalo Faria Blanc e foi mãe de Rodrigo, de 20, e de Carlota, de 19, a quem se dedicou a tempo inteiro, abandonando assim a sua carreira.
Foi no ateliê de um dos irmãos, o decorador Salvador Corrêa de Sá (que concebeu todo o cenário para esta produção fotográfica), que Filomena posou ao lado dos filhos e falou sobre as escolhas que fez na vida.
– A Filomena cresceu numa casa com seis crianças. Quais são as memórias que guarda da sua infância e adolescência?
Filomena Corrêa de Sá
– Como éramos seis, a casa estava sempre cheia, até porque há que acrescentar os amigos, que esta­vam sempre lá em casa. Ao jantar, punha-se sempre mais uma cadeira ou duas. Ainda hoje é assim. Tenho memórias ótimas da minha infância. Lembro-me de que quando a minha mãe nos levava à praia, por exemplo, íamos em fila indiana, por sermos muitos. Também recordo a amizade e cumplicidade que tínhamos com os nossos amigos... Foram tempos maravilhosos.
– Sempre foram uma família unida?
– Sempre fomos uma família muito unida. Os meus irmãos e eu temos uma excelente relação. O Salvador era o que tinha a idade mais próxima da minha, portanto, era o irmão com quem mais brincava. Sempre nos demos bem, mas de vez em quando também andávamos à estalada. [risos].
– A Filomena era boa aluna?
– Não. Sempre fui uma aluna média, nunca fui brilhante. Nas aulas distraía-me facilmente. Sempre fui mui­to mais dada a trabalhos manuais e criativos. Talvez por isso não tenha tirado nenhum curso superior.
– Como é que descobriu o seu talento para os trabalhos manuais, nomeadamente para o patchwork?
– Comecei por fazer camisolas de lã e foi o meu primeiro negócio. Tinha uma máquina em casa e comecei a minha vida profissional por aí. Tinha de fazer qualquer coisa e surgiu esta oportunidade de trabalhar os têxteis com imaginação. Sempre gostei do trabalho criativo, mas o artista da nossa família sempre foi o Salvador. Entretanto, os meus filhos nasceram e abandonei essa área e dediquei-me a tempo inteiro à família. Há relativamente pouco tempo é que retomei o trabalho de patchwork, sobretudo para ajudar o Salvador nos seus trabalhos de decoração. Também comecei a fazer écharpes e confesso que até tenho sucesso nessa área. Já tenho várias encomendas.
Não lhe custou abdicar do seu trabalho para ser mãe a tempo inteiro?
– Não, adorei ser mãe a tempo inteiro. Foi ótimo poder ac­ompanhar os meus filhos em tudo. Sinto que não perdi nada de importante na vida deles. Era ótimo poder desfrutar de tempo de qualidade com eles. Íamos passear ao ‘paredão’, andávamos de bicicleta, falávamos muito...
– Acredito que tenha desenvolvido uma relação muito cúmplice com o Rodrigo e a Carlota...
– Sim, sem dúvida! Sempre tivemos uma relação ótima. Além de meus filhos, são meus amigos a tempo inteiro. Eles são os meus companheiros para tudo! Esta­mos sempre presentes na vida uns dos outros. Claro que eles já têm as suas vidas, mas fazem sempre um esforço para continuar a acompanhar-me. Por exemplo, a Carlota acompanha-me em muitos jantares.
– Durante todos estes anos, foi fácil não se esquecer de que além de mãe continuava a ser mulher?
– Eu tenho sempre tempo para os meus passeios, para andar de bicicleta... Não gosto muito daquelas coisinhas, como ir ao cabeleireiro. Só vou mesmo quando é preciso! [risos]
– Percebe-se que valoriza muito a vida familiar...
– Sim! A família é o meu pilar. Mesmo depois de me casar, continuei muito próxima da minha mãe e dos meus irmãos. Nunca perdemos a cumplicidade. A família é o melhor que há! Não percebo quando as pessoas dizem que o Natal é uma chatice! O Natal é maravilhoso, porque junta a família. Gosto muito daquela sensação de ter a casa cheia e se me tivesse casado mais cedo, penso que também teria tido mais filhos.

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