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Alexandre Borges: “Quando estou em Portugal, não me sinto estrangeiro”

Apaixonado por Portugal, o ator e a família decidiram passar o Natal cá. Durante o ano e meio que viveu em terras lusas, o ator fez grandes amigos que conserva até hoje.

Marta Mesquita
19 de janeiro de 2013, 16:00

Alexandre Borges, que in­terpreta o papel de Cadinho na novela Avenida Brasil, exibida na SIC,  é um dos atores brasileiros mais conhecidos do público português, tendo participado em algumas das novelas mais populares dos últimos 20 anos, como Laços de Família, As Filhas da Mãe ou Ti Ti Ti.
Apesar de ser um dos atores mais requisitados para fazer televisão, Alexandre Borges faz questão de também se dedicar ao teatro e a outros projetos artísticos, como é o caso de Poema Bar, um espetáculo de poesia e música que idealizou com o pianista português João Vasco.
Tendo como mote este recital, que apresentou recentemente na Fundação José Saramago, em Lisboa,  o ator conversou com a CARAS sobre a relação que tem com Portugal (onde viveu durante um ano e meio), a sua carreira e a vida feliz que construiu ao lado da mulher, a também atriz Júlia Lemmertz, e do filho, Miguel, de 12 anos.
– Como surgiu o projeto Poe­ma Bar?
Alexandre Borges
– Em 2011, o João Vasco contactou-me e expressou a sua vontade em fazer um projeto luso-brasileiro que misturas­se música clássica e poesia. Algum tempo depois, vim a Lisboa e encontrei-me com o João. Aliás, foi aí que nos conhecemos! Conversá­mos e percebemos o que queríamos fazer. Eu recito poemas de Vi­nicius de Moraes e de Fernando Pessoa e o João acompanha-me ao piano. Quando vivi em Portugal ofereceram-me um livro com poemas de Fer­nando Pessoa e apaixonei-me pela sua obra! Fernando Pessoa mudou a visão que tenho do mundo e trouxe-me maior profundidade. Já fizemos o Poema Bar no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Berlim, em Coimbra, em Lisboa... Tem sido um espetá­culo que surge naturalmente, sem uma vertente comercial.
Quanto tinha 23 anos, o Alexandre viveu em Portugal. Foram tempos que deixam saudades?
– Sim, claro! Tenho um amor enorme por Portugal. Morei cá um ano e meio e criei grandes ami­gos, que tenho até hoje, tanto no Porto como em Lisboa! O Brasil é um país recente e temos muita influência da cultura americana e quando vim para cá senti a pulsar aquele chamamento da origem, da nossa genética e das nossas raízes, e foi algo muito forte para mim. Ao longo dos anos tenho vindo cá muitas vezes com a minha família. Quando estou em Portugal, não me sinto estrangeiro, tanto que vim cá passar o Natal com a minha família.
– Neste momento, os portugueses podem vê-lo em Avenida Brasil no papel de Cadinho. Dado o sucesso estrondoso que esta novela teve no Brasil, e que tem também aqui, em Portugal, acredito que seja um trabalho que o tenha marcado particularmente...
– Sim, sem dúvida. Foi um trabalho maravilhoso. Nunca temos a noção da dimensão que o nosso trabalho vai ter e é ótimo ver que o público tornou a Avenida Brasil um fenómeno. No Brasil toda a gente assistiu à novela: homens, mulheres, crianças, adolescentes... Participar nesta novela foi um dos maiores presentes que recebi ao longo da minha carreira, porque me deu um novo fôlego. Não tem preço o facto de as pessoas me abordarem na rua para me darem os parabéns. É bom ver que o nosso trabalho dá certo.
Ao contrário do Cadinho, que tem três mulheres, o Alexan­dre tem um casamento de sucesso com a mesma mulher há quase 20 anos. Pode partilhar quais são as bases da vossa relação?
– Bom, em primeiro lugar, temos de ter uma relação com uma pessoa que amemos mesmo! Sempre tivemos a certeza de que queremos estar juntos. Queremos muito cuidar um do outro. Tenho muito orgulho da Júlia. É uma mulher inteligente, uma atriz brilhante e uma mãe extraordinária. Hoje em dia é muito fácil um casal separar-se, mas nós temos um amor, uma vontade e uma alegria em continuarmos juntos. Sou muito feliz com a minha mulher.
– É muito dedicado à sua família?
– Sou um homem muito preocupado com a minha família. Nós viajamos e trabalhamos muito, mas tento estar o mais presente possível na vida da minha mulher e do meu filho. Gosto de tomar o pequeno-almoço com eles, de acompanhar o meu filho nos trabalhos de casa, sonhar com as férias... Viver esse lado familiar da vida quotidiana é muito importante para mim. A Júlia e eu também tentamos aproveitar ao máximo os tempos que temos a dois. Gosto de ter uma vida tranquila.

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