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Cláudio Ramos, aos 39 anos: “Sou feliz e estou realizado em todos os aspetos”

O apresentador da rubrica ‘Jornal Rosa’, da SIC, confessa estar a viver uma fase muito positiva e diz que a proximidade dos 40 não o assusta.

Inês Mestre
13 de janeiro de 2013, 10:00

Foi em ambiente de celebração do novo ano que fotografámos Cláudio Ramos. O apresentador da rubrica Jornal Rosa, da SIC, de 39 anos, confessou não se sentir muito à vontade com as máquinas fotográficas, mas a verdade é que desempenhou na perfeição o papel de modelo. Esta sessão serviu de ponto de partida para uma conversa em que falou de passado, de futuro e dos sonhos que tem para a filha, Leonor, de oito anos.
Que balanço faz do ano que acabou?
Cláudio Ramos
– Foi muito bom. Fiz 39 anos, sinto-me feliz e realizado em todos os aspetos. Consegui encontrar um equilíbrio entre a minha vida pessoal e profissional, conformar-me com algumas coisas e perceber que, às vezes, não vale a pena esgravatar tanto... Se as coisas tiverem de ser nossas, acabam por ser, sem gastarmos tanta energia. Tenho muita sorte, pois tenho um trabalho de que gosto, faço o que quero, tenho amigos e uma filha cheia de saúde e brincalhona. Além disso, no meio desta crise, mesmo cortando em algumas coisas, consigo manter o mesmo nível de vida.
E que desejos e planos tem para 2013?
– É cliché, mas verdade: saúde, porque com saúde conseguimos lutar pelo que queremos e gostava de saber que a minha filha tem saúde para sempre; não quero bens materiais, quero apenas continuar a trabalhar para dar às pessoas que dependem de mim aquilo que elas precisam; também quero lançar dois livros, que estão a ser preparados, e estrear-me no teatro. Quero que a SIC saiba que pode contar comigo e que estou à disposição para fazer outras coisas. E a nível pessoal quero viver um dia de cada vez.
É dependente de outras pessoas?
– Financeiramente, não, felizmente. Mas emocionalmente, sim. Dependo muito dos telefonemas da minha filha, da minha família, dos amigos. Dependemos sempre mais de uma pessoa que nos é mais querida ou especial, até porque sem afetos a vida era difícil.
Mas gosta de ter o seu espaço...
– Sim, vivo sozinho e gosto muito da minha solidão, do meu canto. Gosto de, depois de um dia de confusão, chegar a casa e ter as minhas coisas organizadas à minha maneira. Mas também gosto de ter um colo, um ombro quando preciso, uma troca de palavras.
Sente-se bem com a idade que tem?
– Sinto-me muito melhor aos 39 anos do que aos 29! Tenho cuidados, faço ginásio, uma boa alimentação. Sinto-me muito equilibrado, sou feliz e acho que isso transparece. E emocionalmente estou na melhor fase da minha vida.
E a proximidade dos 40 não o assusta?
– A única coisa que me assusta nos 40 é que, em princípio, metade da vida já passou. É perceber que o que não fiz até aos 40 talvez seja difícil fazer depois. Alegra-me saber que, quando tiver 50, a minha filha vai ter 18, e eu ainda sou novo e bem-disposto e vou passar pela adolescência dela.
Ainda lhe falta realizar muitos sonhos?
– Sim... Gostava de viajar mais, de namorar mais, de ter mais tempo para gozar a vida. Gostava de ter mais projetos, conhecer gente e mundos novos, dar muitos jantares, ter muitas conversas e mostrar muitas coisas à minha filha.
Como é a sua relação com a Leonor?
– Muito boa, de companheiros. Falamos todos os dias, ela é muito generosa e fala muito dos problemas dos amiguinhos. No outro dia, disse-me que gostava mais que eu e a Susana [ex-mulher do apresentador e mãe de Leonor] estivéssemos separados, porque as amigas da escola dizem que os pais estão sempre a brigar. E acho que eu, a Susana e os nossos pais, que são os nossos pilares, temos conseguido educar bem a Leonor. Olho para ela e vejo que se está a tornar uma boa pessoa. E isso, para mim, é o mais importante. Tenho muito orgulho na Leonor.
Como está a sua vida amorosa?
– Arrependo-me de ter exposto o meu casamento, porque a partir daí senti a necessidade de me explicar à imprensa. Desde essa altura, deixei de falar na minha vida amorosa, porque nós nunca sabemos o que as relações vão dar. Prefiro guardar essas coisas para mim. O que faço é claríssimo e não escondo de ninguém, mas não falo disso, para que não me venha a arrepender.
No seu blogue tinha um ‘post’ em que se questionava sobre o que é o amor. Já descobriu?
– Sei que tenho um amor incondicional pela minha filha. Mas, tirando o amor de um pai por um filho, não sei se existe um amor para sempre, que é o que todos nós procuramos. Isso parece-me complicado e difícil de gerir. E depois há a paixão, que pode acontecer a qualquer momento. O amor é diferente, tem de ser alimentado. Mas sou absolutamente carnal, gosto muito mais de uma paixão que consiga transformar em amor. Porque acho que isso é que é uma bonita história de amor: manter viva a paixão, mas transformá-la em algo mais sólido.
Já sofreu muito por amor?
– Não é suposto o amor magoar, mas já sofri muito, porque também me entrego muito. E sofro à minha maneira. O problema é que, quando amamos, a outra pessoa não é nossa. Um dia, essa pessoa pode querer voar para outro lado. Ou nós. E, quando isso acontece, sofremos. Sofro muito, mas depois volto a erguer-me, porque a vida tem de ser assim.

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