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Joana Pinto da Costa e Filipe Pires: “Na prática, o casamento não mudou nada na nossa relação”

Joana e Filipe aceitaram o convite da CARAS e estiveram no Vidago Palace Hotel, naquela que foi a sua primeira escapadela depois do casamento. Dedicados um ao outro, partilharam connosco a sua história.

Joana Brandão
12 de janeiro de 2013, 10:00

Conheceram-se na faculdade, no curso de Gestão Desportiva, e a amizade deu lugar a um amor sincero e tranquilo. Depois de três anos a viverem juntos e de cinco meses de casamento, Joana Pinto da Costa e Filipe Pires fazem um balanço positivo da sua relação e dizem que o papel assinado não mudou nada no seu dia a dia. Cúmplices e companheiros, partilham a vida e projetam o futuro com naturalidade. Os filhos fazem parte dos planos, mas a longo prazo.
A gozarem a sua nova casa, em Vale Pisão, nos arredores do Porto, Filipe e Joana vivem uma fase bastante tranquila e, mais do que nunca, é a dois que gostam de estar. Com eles estão sempre os animais de estimação – dois pugs, um chihuahua e uma gata –, a quem carinhosamente chamam de “meninos”.
A ligação ao futebol, além de familiar, é também profissional. Joana trabalha no Departamento de Marketing do Futebol Clube do Porto, enquanto Filipe, agora que encostou as chuteiras, gere a carreira de jogadores. Portistas desde sempre, partilham a paixão pelo clube azul e branco, do qual o pai de Joana, Jorge Nuno Pinto da Costa, é presidente há 30 anos.
Como celebraram o vosso primeiro Natal como marido e mulher?
Joana Pinto da Costa – Apesar de nos termos casado em julho, já vivemos juntos há três anos, portanto este Natal foi igual aos outros. Na véspera, jantámos com os meus avós e a minha mãe e depois fomos para casa dos pais do Filipe. No dia de Natal, almoçámos com a minha família e jantámos com a dele.
Filipe Pires – A minha família é muito grande, por isso, entre os dois dias, tentámos estar com todos.
E a passagem de ano, também foi em família?
– Não, foi em casa de uns amigos.
Joana – Já fizemos de tudo: já fomos a festas de amigos e já viajámos para fora do País, mas, à semelhança do ano anterior, desta vez ficámos entre amigos.
– Moravam juntos há três anos e casaram-se há cinco meses. Sentem que mudou alguma coisa no vosso dia a dia? Que balanço fazem?
O nosso casamento foi um momento muito bonito, que partilhámos com todos os que nos são queridos. A festa espelhou o que sentimos um pelo outro e foi muito bonita. Cinco meses depois, faço um balanço positivo, embora não note grandes diferenças na nossa vida. Na realidade, a nossa situação só mudou teoricamente, porque na prática não consigo apontar uma mudança.
Filipe – Acredito que o casamento traga algumas mudanças para quem não vivia junto antes, mas não foi o nosso caso. Todas as responsabilidades que tínhamos antes são as que temos agora. Há três anos que fazemos a nossa vida juntos, portanto o casamento não mudou nada.
Joana – Ou somos nós que somos muito descontraídos... [risos]. Às vezes, ainda nos tratamos como namorados, esquecemo-nos que já somos marido e mulher.
– A juventude ajuda, com certeza, a essa descontração no dia a dia. Com 25 e 26 anos, tiveram a sorte de encontrar a pessoa com quem querem passar o resto da vossa vida...
– Sem dúvida! Sempre disse que não queria casar-me, e considero-me bastante exigente. Portanto, se decidi casar-me com o Filipe é porque tenho a certeza de que encontrei a pessoa certa. Nunca achei que seria necessário casar-me para constituir uma família, mas a certa altura achámos que podíamos dar esse passo.
Filipe – Como não pensávamos em separar-nos, decidimos casar-nos. E a certeza de que queremos estar juntos fez nos dar este passo. Não temos receio do futuro, porque estamos muito bem um com o outro.
– E de quem foi a ideia de se casarem?
Joana – Do Filipe, e apanhou-me de surpresa. Acho que foi a primeira vez que ele me apanhou desprevenida. Íamos de férias e ele fez uma paragem não prevista durante a viagem. Toda a gente no hotel sabia o que ia acontecer, menos eu. Ficaram todos a olhar para nós... [risos] Mas ainda bem que aconteceu, foi na altura certa, tínhamos a vida estabilizada. Ou seja, o casamento não serviu de pretexto para nada, surgiu com a mesma descontração e naturalidade com que sempre vivemos.
– E terem filhos faz parte dos vossos planos?
– Sim, mas acho que os filhos vão surgir com a mesma naturalidade com que tudo tem acontecido na nossa vida. E quando vierem é para acrescentar, não acredito que sejam impeditivos de nada.
Filipe – Ter filhos nos dias de hoje é algo que acarreta uma grande responsabilidade, portanto queremos ter todas as condições reunidas para lhes poder dar todo o acompanhamento ao longo da vida. Felizmente, temos uma relação muito estável, mas acho que ainda precisamos de algum tempo só para nós.
Joana – E se acho que o casamento não muda nada numa relação como a nossa, acredito que o nascimento de um filho mude. Creio que a vontade de ter filhos tem que surgir naturalmente, a partir do momento em que aparece espaço na relação. E neste momento não temos esse espaço. Admito que seria apanhada de surpresa se acontecesse. Ainda somos novos e queremos gozar esta fase da nossa vida. Temos muito tempo para ter filhos.
– E vão querer ter muitos filhos?
– Somos os dois filhos únicos, portanto acho que não vamos quebrar a tradição...
– Filipe, como portista, como é fazer parte da família Pinto da Costa?
Filipe – É muito bom! O pai da Joana é um pessoa excecional, assim como a mãe. Basta conhecê-los para perceber que são pessoas bastante acessíveis.
Joana – Ao contrário do que se possa pensar, o meu pai é muito descontraído e deixa toda a gente que o rodeia à vontade. Quem vem de fora nunca tem grande dificuldade em conquistá-lo.
– Ambos trabalham no mundo do futebol, embora com papéis distintos. Em casa, conseguem não falar de trabalho?
– Conhecemos muito bem a realidade profissional um do outro, portanto, às vezes, nem é preciso falarmos. Mas sim, partilhamos algumas ideias, coisas que acontecem. Acho que é natural isso acontecer, afinal o trabalho ocupa-nos muito tempo por dia.
Filipe – No entanto, tentamos separar os assuntos, para termos tempo para nós.

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