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Vanessa Oliveira: “Este bebé é fruto do amor da minha vida”

A apresentadora e o namorado, João Fernandes, vão ser pais em junho.

Cristiana Rodrigues
9 de janeiro de 2013, 12:00

Vanessa Oliveira tinha 21 anos quando começou a namorar com João Fernandes, também conhecido por DJ Kamala. Ao fim de uns anos interromperam a relação e entretanto viveram outras paixões, mas quis o destino que as suas vidas se voltassem a cruzar. Hoje, mais apaixonados do que nunca, esperam o primeiro filho, que deverá nascer no final de junho. A apresentadora do Fama Show optou por guardar segredo durante os primeiros três meses para, na noite de Natal, poder oferecer aos pais um presente inesquecível. 
– Como é que os seus pais reagiram?
Vanessa Oliveira – Ficaram muito contentes. É uma felicidade muito grande. Somos uma família muito pequena e a minha irmã, que tem 20 anos, é a mais nova… Por isso estão mesmo radiantes. Os pais do João também reagiram muito bem, até porque ele é o ‘caçula’ da família…
– A gravidez foi uma surpresa ou estava planeada?
Foi planeada. É verdade que durante muito tempo tive outras prioridades e pus muitas coisas à frente. Fui adiando porque ia tendo projetos profissionais e sou um bocadinho workaholic. Mas queríamos muito ter um filho e esta é a altura certa. 
– Quando descobriu, saltou de alegria, chorou…?
Vou confessar: eu e o João temos muito mau acordar. E ainda estávamos os dois meio a dormir quando fiz o teste que deu positivo, por isso não fomos logo muito efusivos [risos]. Mas, no fundo, acho que não sabíamos bem o que nos esperava! Depois é que festejámos e tratámos de coisas práticas, como marcar consulta no médico… E foi nessa altura também que decidimos guardar segredo durante os primeiros três meses.
– Mas escondeu apenas porque os primeiros três meses são determinantes…
– Sim. Não queríamos criar expectativas sabendo que algo poderia correr mal. Depois, quando fizemos contas, vimos que o fim dos três meses ia calhar mesmo no Natal, portanto, era um ótimo presente para dar à família e aos amigos… E consegui esconder até à noite de Natal. Fiz tudo para que nada estragasse a surpresa. 
– E não estragou!
Mas foi difícil! Porque sou uma linguaruda e queria pelo menos contar a uma amiga, mas o João demoveu-me [risos]. Por isso é que foi uma prova mesmo superada, até porque passei os três meses literalmente enclausurada. Quando comecei a achar que já estava mais gordinha, tive mesmo vontade que não me vissem [risos].
– Agora que já contou ao ‘mundo’, como é que está a viver esta fase?
– Ainda estou meio adormecida… Só agora é que começo a achar que estou grávida e a partilhar o que sinto. Sabe-me muito bem.
– Parece estar muito tranquila…
– Sim, tenho vivido muito tranquilamente. Só fiquei ansiosa em duas alturas: os momentos que antecederam as duas ecografias que fiz. É engraçado porque, antes de ter filhos, tinha preferência pelo sexo do bebé, mas agora esse é realmente um assunto que não faz sentido. Quero é que corra tudo bem, mas sem que a gravidez absorva tudo à sua volta.
– Calculo que já esteja a experimentar uma maior sensibilidade emocional. Sente isso?
Ainda não me sinto mais sensível. O João diz que estou um bocadinho chata [risos], que ora tenho sono, ora fome…
– Lida bem com as mudanças que o seu corpo tem sofrido?
[risos] Sinto que estou um autêntico bisonte… As outras pessoas dizem-me que estou mais gordinha, mas que é normal! Posso dar um exemplo: no dia da inauguração da loja Miu Miu, comecei a experimentar vestidos em casa e verifiquei que estava tudo justo… Liguei para o Hélio [Bernardino, o seu agente] e perguntei-lhe se achava que podia ir de calças. Ele desencorajou-me e eu, depois de vestir e despir e não encontrar solução, liguei para o João em histeria! Ele dizia para eu ter calma e eu acabei por encontrar um vestido preto que me servia. Mas esta foi a minha única reação às mudanças do meu corpo. Sou manequim desde os 17 anos e nunca tive este peso, nem sequer aproximado. Talvez seja a mudança mais complicada de gerir psicologicamente.
– Há mulheres que durante a gravidez descuram um pouco a aparência…
 – Eu vou ter um cuidado redobrado, até por causa da minha profissão. Se com três meses de gravidez já estou obcecada com o peso, só peço a todos os anjinhos para o meu bebé estar bem e eu não engordar muito. Gravidez não é doença e uma mãe não deixa de ser mulher. Penso muito nisso, não só agora como em relação ao futuro. Vou ser mãe, mas não vou deixar de ser a Vanessa. Quero ter força para não me esquecer disto.  
– Está preparada para deixar de estar em primeiro lugar e dar espaço a alguém que vai ter de proteger para toda a vida?
– Não! Toda a gente me diz que agora todas as atenções vão ser para o bebé, que só vou receber presentes para o bebé, e eu começo logo a fazer beicinho…
– Então foi por isso que guardou segredo: para ter presentes de Natal! [risos]
– Claro! [risos] Adoro receber presentes e o João diz-me logo que vai continuar a dar-me presentes. Sou muito mimada e não estou nada preparada… Vivi 11 anos sem mais ninguém, fui filha única, neta única e sobrinha única dos dois lados… ainda hoje sou muito mimada. Vou ter muito ciúmes do meu filho [risos].
– Sempre disse que o casamento não está nos seus planos. Com um filho, essa hipótese fará mais sentido?
– Não, de todo. Nunca se deve dizer nunca. Não amo menos o João nem amarei menos o meu filho por não estar casada. Não faz sentido. Se decidirmos, é porque nos apeteceu fazer uma festa. Mas não é um papel assinado que faz com que eu goste mais ou menos da pessoa com quem estou. Eu sei que é uma tristeza para os meus pais, mas não faz qualquer diferença. Muitas vezes até traz pesos desnecessários.
– É caso para dizer que vai ter um filho daquele que foi o primeiro grande amor da sua vida…
– Sim, este filho é mesmo fruto do grande amor da minha vida. Se retomas uma relação que interrompeste, é porque sabes que faz sentido, que essa é a pessoa com quem queres estar o resto da vida.
– Depois dos encontros e desencontros, perceberam finalmente que não eram felizes um sem o outro?
– Sem dúvida. Temos ambos personalidades muito fortes, somos tipo ‘cão e gato’, não há meio termo, mas com os anos aprendemos a conviver. À medida que amadurecemos, ganhamos sabedoria, experiência e aprendemos a lidar com essas coisas, e hoje é tudo mais tranquilo. A parte boa é que também não temos rotina.
– Acha que terem estado separados, terem vivido outros namoros, fê-la perceber que o João era o amor da sua vida?
– Sem dúvida nenhuma. Eu vivo muito o presente. O passado é passado, e com todo o respeito pelo Rui [Porto Nunes, com quem namorou], vivo muito o presente, não o passado ou o futuro. Agora é o início da nossa vida.
– Em algum momento a faceta pública da sua vida prejudicou a sua relação com o João?
– Não, ele adaptou-se lindamente a isso. Nós passámos da adolescência para a idade adulta juntos, conhecemos os gostos, os hábitos, as vivências um do outro. Isso permite-nos adaptarmo-nos às mudanças.
– Vive agora a união que sempre desejou?
– Sim, vivo! O que tenho é o que quero ter, tenho um namorado que adoro, uma família ótima, que está perto de mim, vou ter um filho... Esta é a vida que quero ter.

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