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Joana Santos: "Quero ter filhos daqui a uns anos, agora vou aproveitar esta liberdade"

Depois de ter visto a sua vida familiar escrutinada por algumas publicações, a atriz decidiu que iria proteger o seu lado pessoal o mais possível, nomeadamente o namoro com Simão Cayatte.

Andreia Cardinali
1 de janeiro de 2013, 16:00

Começou a sua carreira há seis anos e há dois conquistou o reconhecimento público, com a personagem que fez em Laços de Sangue, a vilã Diana. A vestir atualmente o papel de Júlia em Dancin’ Days, Joana Santos, de 27 anos, está tão decidida a ser reconhecida pelo seu trabalho como a manter privada a sua vida pessoal, de modo a proteger a família. Por isso, reserva os pormenores do namoro com o realizador Simão Cayatte para a esfera íntima.
– Nestes últimos dois anos a sua vida mudou muito...
Joana Santos –
Mudou, no sentido em que sou mais reconhecida na rua e é difícil passar despercebida. Na minha vida não noto grandes diferenças, já que continuo a fazer as mesmas coisas e a ter os mesmos amigos. É engraçado que, nestes seis anos, as pessoas falam realmente é des­ta novela e da anterior. A Diana trouxe-me uma grande visibilidade.
– Foi difícil lidar com a fama nos primeiros tempos, ou já se tinha preparado para isso?
Não, não me tinha prepa­rado. Deixo as coisas fluir e não fico a pensar nelas. Tento não ver os problemas. Na altura de Laços de Sangue, fui muito acarinhada e as pessoas já vinham ter comigo, mas agora fazem-no mais. Nesta novela faço papel de boazinha e acho que isso estimula mais o contacto com as pessoas. E essas pessoas vão desde a criança de cinco anos à avó de 80, que me aborda por eu ser também avó na novela. É muito engraçado.
– E como lida com as ocasiões em que é abordada? Há dias em que preferia passar despercebida?
Toda a gente tem dias em que acorda ‘com os pés de fora’ e em que não lhe apetece falar com ninguém [risos]. A mim também me acontece isso, mas sinto que tenho a obrigação de retribuir o carinho que recebo.
– Esta personagem é mãe e avó. Como se lida com isso aos 27 anos?
Quando soube que ia fazer esta personagem, custou-me um pouco. Todas as fases que tenho estado a viver nesta novela – de presidiária a mãe de uma adoles­cente e agora avó – foram grandes desafios e têm-me feito crescer enquanto atriz.
– Não estudou teatro nem frequentou o conservatório, como é habitual nos atores. Isso trouxe-lhe alguma insegurança? Já se sentiu inferiorizada em relação a colegas com outra formação?
Claro que quando comecei a perceber que era isto que queria para a minha vida, tive algum receio de não conseguir atingir os meus objetivos. Não estudei porque estive sempre a trabalhar... Acredito que para fazer novelas a escola está lá, mas também julgo que para fazer teatro terei de estudar, de me preparar de outra maneira. Talvez eu já me tenha inferiorizado a mim própria, mas os meus colegas nunca me fizeram isso.
– Isso quer dizer que é uma pessoa exigente e autocrítica?
Sim, muito. Tenho alguma dificuldade em ver esta novela sem pensar que, por causa da discrepância de idades entre a personagem e eu, talvez este não fosse o papel mais indicado para mim. Mas depois tenho colegas, realizadores, produtores e amigos a elogiarem o meu trabalho e aí penso que tenho de acreditar.
– O teatro é o próximo passo?
É algo que gostava muito de experimentar, até para sair da minha zona de conforto. Preciso do teatro para me sentir mais completa como atriz. Não quero ser só atriz de novelas, quero fazer teatro, cinema, outras coisas...
– E já se sente atriz no verdadeiro sentido da palavra?
Nem pensar. Sou atriz porque represento, mas ainda há muito para fazer.
– É bastante ciosa da sua privacidade...
Percebo a curiosidade pela minha vida pessoal, mas só depende de mim matá-la ou não. É a minha vida pessoal e cada um tem a sua. Tento preservá-la e é assim que vai continuar.
– É uma forma de proteger as pessoas que estão consigo?
Sim, claro. Sou eu que sou a figura pública e não gosto que incomodem a minha avó, os meus tios ou a minha mãe. Eles não são figuras públicas, não faz sentido serem alvo da imprensa.
– Tendo isso em conta, e sabendo que está novamente apaixonada, o que pode adiantar sobre a relação?
Posso dizer que estou bem. Prefiro falar sobre a minha vida profissional e sobre o que quero fazer depois. Falei da minha vida amorosa quando namorei com o Ilya, mas neste momento quero resguardar-me um bocadinho mais.
– Deduzo que, estando tão dedicada à sua profissão, não tenha planos imediatos para dar passos como casar e ter filhos?
Por enquanto não, ainda tenho muito para descobrir. Quero ser mãe daqui a uns anos e agora quero usufruir desta liberdade.
– Idealiza o casamento?
Nunca fez muito parte dos meus planos. Acho engraçada a ideia de me casar para que seja um dia meu e do meu marido, mas nunca idealizei nada disso.
– Essa forma de proteger a sua vida privada sempre existiu ou tornou-se uma necessidade?
Fui percebendo com o tempo. Tentei sempre proteger-me, e aos meus ainda mais... Mas claro que agora se tornou mais evidente, já que tentaram invadir demais... A minha vida familiar já foi literalmente invadida e não me apetece passar por isso outra vez.
– Tem dificuldade em ver a sua vida exposta na imprensa?
Claro. O primeiro impacto é: o que é isto?! Para quê?! Mas depois penso: não sou responsável por nada do que decidem escrever sem o meu contributo, portanto, não me vou aborrecer, mas sim continuar a viver a minha vida. As pessoas que me estão próximas conhecem-me e sabem quem eu sou e só isso me importa.
– Apesar do sucesso, continua com os pés bem assentes na terra.
Acredito que tenha a ver com a minha educação. É verdade que as novelas dão visibilidade, mas tento resguardar-me. Não gosto de aparecer em festas, não gosto desse lado dos flashes e dessa visibilidade, não faz parte do meu estilo de vida. Claro que tenho de promover o meu trabalho, mas escolho bem as ocasiões em que apareço.

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