Pedro Miguel Ramos: “Tenho sempre tempo para a família, é sempre a minha grande prioridade”

Apesar do seu sucesso, o empresário não descura a mulher, Fernanda Serrano, nem os três filhos.

19 Fevereiro 2012 às 10:00

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Pedro Miguel Ramos
João Lima
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Há dez anos, Pedro Miguel Ramos criou a marca amo.te. Um caso de sucesso que deu origem a diversos espaços, o mais recente dos quais no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, local que considera mágico e onde já esteve diversas vezes com os filhos, Santiago, Laura e Maria Luísa.

Feliz com o que a vida lhe tem reservado, o empresário garante que o seu sucesso não seria possível sem o apoio da mulher, a atriz Fernanda Serrano. A família, é aliás, a sua grande prioridade, como nos contou durante uma conversa que decorreu, precisamente, no recém-inaugurado amo-te ciência.

– Abrir um negócio em época de crise é um risco calculado ou uma vontade de fazer mais e melhor?

Pedro Miguel Ramos –
A obrigação de fazer mais e melhor está no sangue! O risco existe sempre em qualquer negócio, e no atual momento esse risco ganha uma dimensão maior. No entanto, se o lado racional trabalhar com o criativo, em conjunto pode-se conquistar parcerias vencedoras, e assim o risco pode ter um paladar saboroso, inspirador, vencedor.

– Porquê o Pavilhão do Co­nhecimento?

É o palco certo e desejado para qualquer marca criativa. O Pavilhão é um mundo recheado de atividades e experiências. A viver e respirar neste cenário seremos mais capazes de inovar e acrescentar novos elementos ao mundo da restauração. É o que o amo.te tem feito, como primeira love brand portuguesa, nos últimos dez anos. Aqui estaremos também mais perto das famílias e do público mais jovem.

– Em situações como esta a opinião e apoio da Fernanda são fundamentais?

Sim, sem dúvida. A Fernanda é uma das poucas pessoas que me estão próximas e que consulto.

– Há pessoas a quem a paternidade torna mais receosas e comedidas, o que não me parece ser o seu caso. Essa forma de acreditar no sucesso é também uma forma de educação para os seus filhos?

Quando vemos crescer a família, a responsabilidade aumenta, e no meu caso triplicou [risos]. O mesmo acontece com a vontade de fazer mais e melhor. Se é um bom exemplo? Acredito que sim.

– As decisões que toma são ponderadas mediante o que os seus filhos possam vir a pensar mais tarde?

Penso no momento, naquilo que é melhor para todos na atual conjuntura. Mas quem me conhece sabe que gosto de projetos e desafios a longo prazo. A estratégia costuma assentar na estabilidade. Existe muita crise de rendimento, de dedicação e entrega pelo que se faz. Pessoalmente, sempre tentei ser muito racional e consciente, por isso, conquistei uma modesta realidade.

– Enquanto empresário, a palavra ‘crise’ fará com certeza parte do seu dia-a-dia...

Nos últimos dez anos, a palavra ‘crise’ sempre esteve presente na conjuntura económica das pequenas e médias empresas, não me lembro de um ano particularmente fácil na última década. Agora atingimos o desespero da crise, usa-se e abusa-se da crise e pouco se tem feito a nível de reformas estruturais. Continua a ser mais fácil encontrar receitas diretas junto dos pequenos empresários.

– Têm tomado algumas medidas para se precaverem, em especial em relação ao futuro dos vossos filhos, ou sempre foram contidos?

Nasci e cresci no seio de uma família modesta. Fui muito bem educado pelos meus pais. Sempre vivi a realidade e não o deslumbramento.

– Como consegue conciliar a carreira de empresário com o papel de marido e pai?

Nem sempre é fácil, mas tenho sempre tempo para a família. É sempre a minha grande prioridade.

– Enquanto pai, é permissivo ou autoritário?

Sou um coração ‘mole’!

– Diz-se que as meninas têm uma relação especial com o pai. Confirma?

Sem dúvida. As meninas têm uma relação muito especial com o pai, são mais ‘mel’, mais delicadas, fantasiosas e sedutoras.

– Mas o Santiago, sendo rapaz, também deve ser muito chegado a si?

Tão chegado que até me acompanha aos jogos do Benfica [risos].

Palavras-chave do artigo
amo.te ciência, empresário, Fernanda Serrano, Pedro Miguel Ramos

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