Colin Firth recusa trocar Londres por Hollywood - Caras.pt

Colin Firth recusa trocar Londres por Hollywood

"Gosto de viver em Londres: o humor paira no ar e as pessoas são interessantes”

12 Fevereiro 2012 às 10:00

Colin Firth
Colin Firth
Colin Firth
 

Com várias distinções pelo seu desempenho no filme O Discurso do Rei – incluindo o Golden Globe de Melhor Ator Dra­mático –, Colin Firth chegou aos Óscares do ano passado como um dos favoritos e ganhou o tão prestigiado galardão de melhor ator. O filme, realizado por Tom Hooper, foi distinguido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas com quatro Óscares, incluindo o de Melhor Filme, e será o primeiro de quatro DVD galardoados com este prémio que poderá ser adquirido semanalmente com a CARAS.

Este ano, Co­lin Firth volta a fazer o circuito dos prémios de cinema, desta vez não como ator nomeado, mas por ter  participado no filme A Toupeira, candidato a três Óscares. Aos 51 anos, o ator mantém o carisma que fez suspirar as fãs do Mr. Darcy de Orgulho e Preconceito, e continua a seduzir com o seu charme. Poderá considerar-se que Colin Firth é sempre escolhido para desempenhar papéis de homens românticos, mas nos últimos dois anos provou que pode ser diver­sificado, poderoso e dominador. O Discurso do Rei e A Toupeira são disso exemplos. Olhando para a sua carreira, percebemos que os seus papéis têm tendência a centralizar-se em Inglaterra, que Firth assegura eleger em detrimento de Hollywood. “Hollywood não me perseguiu de forma insistente, nem eu persegui Hollywood insistentemen­te. Gosto de viver em Londres. Não tenho intenção nenhuma de cortar este laço, e certamente que não o farei só para ter uma piscina e uma palmeira”, afirma, acrescentando: “Acho que Londres é uma cidade muito internacional, em que o humor paira no ar e as pessoas são interessantes. Creio que é um lugar que está constantemente a surpreender.”

Casado des­de 1997 com Livia Giuggioli, uma realizadora de documentários italiana que conheceu na Colômbia em 1995, Colin tem três filhos: Luca, de dez anos, Matteo, de oito, e William, de 21, este último fruto do seu anterior relacionamento, com Meg Tilly. “Todo o meu tem­po livre é para ser passado em família, com as crianças. Gosto de ir a Itália sempre que posso... e sinto cada vez mais necessidade de fugir da cidade e refugiar-me no campo”, revela o ator, que divide o seu tempo entre Londres e Umbria, na Itália.

Filho de dois professores universitários que deram aulas em diversos países, Firth passou a infância e juventude em constantes mudanças, de casa, de amigos, de escola... e acabou por viver temporariamente na Nigéria, de onde guarda as melhores recordações. “As minhas memórias dessa altura são muito africanas. Hoje, quando conheço um nigeriano, quando ouço a língua ou a música, sinto realmente uma natural empatia”, revela Firth, assegurando que ser ator nunca foi um dos seus sonhos: “Nunca fui um menino bem comportado, e acredito que ninguém se torna ator depois de passar uma juventude tranquila. Creio que acabei por sê-lo porque todas as outras portas se foram fechando!”

Uma das exigências da profissão é a boa forma física, o que sentiu especialmente quando fez Um Homem Singular: “Tive de recorrer a um personal trainer porque o Tom Ford [o realizador] decidiu que eu ia gravar a maior parte das cenas sem roupa. Eu tinha quase 50 anos e tive de ir à guerra durante um mês para lutar contra a gravidade!”, admite, revelando que prefere fazer exercício físico ao ar livre em vez de frequentar um ginásio: “Gosto de andar de bicicleta, de sair à rua e fazer exercício. Detesto enfiar-me num ginásio e passar o tempo numa passadeira ou a fazer musculação.”

Apesar de todo o reconhecimen­to e sucesso que tem alcançado, Colin Firth tem mantido a humildade, o que assegura ser fácil: “Deviam conhecer as pessoas que me rodeiam, como a minha mulher. Aí perceberiam que, se sou humilde, é porque não consigo ter outra atitude com ela por perto.”

Com uma carreira sólida e consistente, Colin Firth vive o ponto alto da sua carreira, já com 25 anos. Modesto, assegura: “Não tive de lutar muito por isso. Ainda não paguei as minhas dívidas. Creio que tenho tido muita sorte. Não quero que isto soe a presunção, mas estou realmente satisfeito com a forma como tem corrido.”

Palavras-chave do artigo
A Toupeira, Academia, ator, cinema, Colin Firth, nomeados, O Discurso do Rei, Óscares
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