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Maya com o seu filho, Vasco: “Para nós a vida é luta, trabalho e festa”

A taróloga e o filho, Vasco, de 19 anos, receberam-nos na sua casa nova, em Caxias, onde planeiam passar a noite de Natal com a família. Esta é uma das épocas do ano mais importantes para Maya.

Inês Neves
25 de dezembro de 2012, 10:00

Maya adora o Natal, mas todos os anos deixa que seja o filho, Vasco, a encarregar-se das decorações lá em casa. “Ele tem muito jeito e eu confio totalmente no gosto dele”, conta. Esta é uma das épocas do ano mas importantes para a taróloga [que assina três fascículos de previsões para o próximo ano que sairão com a CARAS a 5, 12 e 19 de dezembro] e relações-públicas, que afirma ter “um sentido de família muito forte”. E foi precisamente este o ponto de par­tida para uma conversa descontraída e sincera, onde Maya acabou por partilhar coisas do seu universo mais íntimo.
– Este é o primeiro Natal na casa nova.
Maya – É verdade, mas não garanto que passe cá a consoada, pois há a possibilidade de ser na casa do meu irmão. Mas vou fazer uma força para que seja aqui. Gosto muito do Natal, da cor, da atmosfera... A partir do dia 11 de novembro decoramos a casa toda e assim fica até ao Dia de Reis. E quem se ocupa das decorações é sempre o Vasco, desde pequenino, e tem muito jeito!
– Consegue passar sempre a consoada em família, apesar do seu trabalho?
– Eu não trabalho na noite de Natal. A noite de 25 é que é uma das datas, por excelência, de faturação das casas noturnas. Mas a noite de 24 é sagrada, é para a família. Portanto, passamo-la sempre juntos, tal como no próprio dia 25: reunimo-nos todos ao almoço e aí é que trocamos prendas.
– O pai do Vasco, seu ex-marido, morreu nesta altura, em novembro passado. Deve ser uma época complicada para ele...
– Para o Vasco será um Natal mais sensível. E para nós também que recordamos o Jorge com carinho. Mas o Natal é a comemoração da vida, o nascimento de Jesus, e vamos pensar só nas coisas positivas e na esperança. Somos uma família otimista e de festas. Para nós a vida é isso: luta, trabalho e festa.
– Que relação tinha com o pai do seu filho?
– Tinha uma relação cordial em prol da educação do Vasco. Não éramos aquele tipo de amigos de andarmos sempre na casa um do outro, mas tínhamos uma amizade. Estávamos separados há 15 anos e isso é muito tempo. Não havia uma relação de proximidade, mas sim de cordialidade e respeito.
– Como é que o Vasco tem lidado com a morte do pai?
– O Vasco está bem. Ele era muito próximo do pai, mas reagiu bem, dentro do possível, pois encara a vida com o realismo necessário. Nós temos a ideia de que a morte é, de facto, um trânsito. Acredito mesmo que há uma vida para além da morte. Assim colmato um bocadinho a dor da perda com a certeza de que, provavelmente, aquelas almas estão a viver noutros patamares e, quem sabe, a olhar por nós.
– Não voltou a casar-se depois de se di­vorciar do pai do Vasco. Porquê?
– Tenho vivi­do com outras pessoas, mas casar-me não. O Jorge foi o meu quarto marido [depois de um primeiro casamento e duas uniões de facto] e chegou! Penso que quem passa por estas experiências, ao fim de quatro vezes, percebe que o destino lhe está a dizer que o seu karma não é casar-se. Portanto, depois de me separar, e já tendo o Vasco, foi muito claro que não me voltaria a casar. E não é de facto um objetivo na minha vida, mas sim viver de forma adequada, sensível, afetuosa... E penso que para o meu tipo de personalidade, isso não passa por uma vida a dois, com ou sem casamento. Mas quando tenho namoros, são sólidos. Não sou de relacionamentos ocasionais.
– É difícil ter uma relação amorosa consigo?
– Acho que não. Penso que sou mais exigente a nível profissional do que na minha vida pessoal. Na minha intimidade sou mais brincalhona, bem disposta e mais flexível. No campo profissional sou mais rígida e inflexível. Digamos que na vida pessoal desculpo erros e falhas e na profissional não, porque isso já é incompetência. Há coisas que só falham quando as pessoas não estão focadas, não se concentram naquilo que estão a fazer ou então estão na profissão errada.
– E atualmente tem namorado?
– Não. Estou sozinha. E escusam de me perguntar que eu digo que estou sempre sozinha. [risos]. Mas, sinceramente, agora estou sozinha.
– Porque é que é tão reservada em relação à sua vida sentimental?
– Quando temos uma relação com alguém temos de perceber que a nossa vontade não é a única. E há pessoas que são muito reservadas e nem sequer têm uma vida pública. Mas de momento, garanto, não tenho ninguém, e não estou a dizer isto para esconder alguém. Mas já tive relacionamentos em que as pessoas, sobretudo por questões profissionais, não quiseram expor-se.
– Nunca quis ter mais filhos?
– Isso é que nunca me passou pela cabeça. Aos 33 anos tive o Vasco e depois ainda houve uma altura, quando ele tinha um ano, em que equacionei a possibilidade de ter mais filhos. Mas como a relação com o Jorge já naquele tempo corria mal, achei que não deveria ter. E depois mais tarde achei que ter filhos de pais diferentes não era coisa que me agradasse, como tal, excluí essa hipótese na minha vida. Sendo que sempre fui muito próxima de uma das irmãs do Vasco que chegou mesmo a viver comigo, portanto, nesse aspeto o Vasco não é filho único.
– Como é a vossa relação?
– Temos uma ótima relação, muito próxima. Ele participa muito na minha vida. Quando me separei do Jorge, ele tinha três anos, está quase a fazer 20, vivemos sempre os dois, portanto, é natural que haja esta partilha. Não tomo decisões sem falar com o Vasco e penso que ele, na maior parte das suas decisões, as partilhe comigo ou que me peça opinião.
– O Vasco já trabalha consigo e está também envolvido noutros projetos ligados à diversão noturna...
– É verdade, ele é muito inte­ressado neste tipo de eventos. Não me choca nada que o meu filho trabalhe à noite, porque eu acredito numa noite bonita. Embora conhecendo os ditos perigos da noite, que os há e muitos, esses perigos não se esgotam na noite, de dia também existem. Acho que a noite é um espaço bonito, de convívio, de encontros fundamentais para a vida.
– Não é de todo uma mãe rígida, portanto...
– Nada. Sou rígida com o meu filho em questões profissionais. Porque aí ele tem de ser o primeiro a dar o exemplo, e por isso acho que, às vezes, o desculpabilizo menos do que às outras pessoas. Agora na vida pessoal dele, não. Sou muito flexível. Desde os 16 anos que tem mota, teve carro aos 18, vai passar fins de semana fora, sai para jantar, convida quem quer, passa a noite em casa de amigos... Não controlo minimamente o Vasco, ele tem toda essa liberdade.
– O termo ‘mãe-galinha’ não se aplica a si...
– Essa é uma expressão que odeio, até me arrepia. Porque nós educamos os nossos filhos para a autonomia, para saberem viver a vida deles de preferência sem nós. Portanto, ser a mãe-galinha que tem os filhos debaixo da asa e não os prepara para o mundo, não. Eu sou, quanto muito, uma mãe-águia, porque ensino o meu filho a voar.

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