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Ana Rita Clara: “Mantenho sempre as emoções à flor da pele”

Profissional dedicada, a apresentadora da SIC Mulher, de 33 anos, assume que o lado emocional tem muito peso na forma como conduz a sua vida.

Paulo Brilhante
22 de dezembro de 2012, 10:00

Apresenta há três anos o pro­grama Mais Mulher na SIC Mulher, um projeto que considera “apaixonante” e que lhe tem garantido uma evolução profissional natural. Determinada, dedicada e metódica, Ana Rita Clara, de 33 anos, não esconde que é também uma mulher de emoções e de paixões, embora nesta fase da sua vida tente manter a vida pessoal muito discreta. Terminada a relação com o modelo Kevin Sampaio, a apresentadora  terá encontrado de  novo o amor, mas esse é, para já, um tema que merece apenas um sorriso, devidamente justificado: “Procuro apenas manter alguma parte da minha vida reservada só para mim.”
Apaixonada pela moda, pela beleza e pelo universo feminino, Ana Rita Clara vestiu-se para celebrar o Natal com a CARAS, numa sessão fotográfica cheia de glamour.
– Já tem tudo programado para o Natal ou vai deixar algum espaço para surpresas?
Ana Rita Clara – Como habitualmente, vou celebrar o Natal no norte, com toda a família. Acaba por ser um ótimo momento para rever todos os familiares e amigos. E, sobretudo, para celebrar o espírito de união com aqueles que amo.
– Nessa celebração familiar existe alguma tradição especial ou um momento marcante?
– Uma das tradições que gosto de manter é decorar a árvore de Natal. Gosto de sentir esse ambiente luminoso em casa. E só se abrem os presentes à meia-noite. Este ano decidimos não trocar presentes entre os adultos, só os mais pequenos vão receber lembranças.
– Qual a melhor recordação de infância que tem do Natal?
A chegada do Pai Natal era sempre uma grande agitação. Como qualquer criança, delirava com a chegada do senhor de barbas, com um saco enorme de presentes, que descobri mais tarde ser o meu pai ou um dos tios. Além disso, fazia teatrinhos e criava verdadeiras atuações ao longo da noite, que culminava com a abertura dos presentes. Lembro-me de os meus primos pactuarem com tudo e de me divertir muito.
– E hoje, o que espera que o Pai Natal lhe traga na saco?
Não pedi nada. Escrevo as ‘minhas’ cartas para mim mesma ao longo do ano e espero ir concre­tizando os meus desejos. O Natal é para as crianças, para os mais crescidos são momentos que vivemos em família e com felicidade.
– E para 2013, quais são os seus maiores desejos, tendo em conta que será um ano muito difícil para a maioria dos portugueses?
Desejo que os portugueses continuem a assumir cada vez mais a sua faceta solidária e que, assim, ajudem todos aqueles que precisam. Pessoalmente, aguardo por um novo ano também feliz e com novos desafios.
– Apresenta o programa  Mais Mulher há três anos. Sente-se realizada com este desafio?
Sinto-me privilegiada por ser o rosto de uma equipa fabulosa e, sobretudo, por ter a oportunidade de mostrar o meu trabalho. Tenho amadurecido no meu caminho e fico feliz com os resultados do formato. E com o reconhecimento que tenho sentido. É muito bom podermos fazer aquilo que nos apaixona.
– Não sente que está a chegar aquele momento de ‘voar’ um pouco mais?
Sinto-me a voar todos os dias. [risos] Naturalmente que, sendo uma mulher de desafios, agra­da-me a ideia de poder expe­rienciar novos formatos em tele­visão. É fundamental evoluir.
– E a escrita? É apenas um complemento ao seu trabalho ou é uma escritora envergonhada?
Tenho vindo a sentir um apelo cada vez maior no que diz respeito à escrita. Sempre foi algo muito presente na minha vida, a título pessoal. Mas agora, com a crónica que mantenho há mais de um ano no jornal Metro (às quintas-feiras), começa a ser algo de especial que me acompanha e uma boa rotina. Até porque se trata da minha opinião pessoal, do meu olhar sobre um tema à minha escolha. E como o retorno tem sido muito positivo, é natural que me apeteça ir um pouco mais longe.
– É uma mulher muito atenta à moda e a tudo o que rodeia esse mundo. É um prazer que cultiva e que a apaixona, ou é o facto de ser apresentadora e figura pública que a obriga a isso?
Eu penso que é uma junção desses dois universos. Sou uma apaixonada pela beleza, pelo feminino, pela moda enquanto extensão daquilo que somos. O que usamos e escolhemos define o que sentimos e o bem-estar é algo que transparece. Por isso, cuido de mim e tenho prazer em criar um estilo e acompanhar as tendências. Por outro lado, é também importante manter uma imagem cuidada no meu trabalho.
– Por tudo o que acabou de descrever, sente que é um exemplo para as portuguesas?
Não me sinto um exemplo, mas fico lisonjeada se me virem dessa maneira. Acredito mais em criar um estilo único e personalizado. As pessoas podem identificar-se com outras, terem as suas referências, mas nunca perder de vista aquilo que são. E as mulheres portuguesas são europeias com muito bom gosto.
– Como reage quando elogiam a sua beleza ou a abordam na rua?
Sorrio muito e agradeço. As pessoas são muito simpáticas e é bom sentir esse carinho.
– Percebe-se que é uma pessoa metódica e muito organizada no trabalho. E na vida pessoal? Deixa que as emoções ganhem vantagem?
Sou muito determinada e dedicada, porque sinto que sem essa entrega não existe veracidade naquilo que faço. E mantenho as emoções à flor da pele, em todas as áreas da minha vida.
– Comenta-se que o seu coração ganhou um novo sorriso...
Sou uma pessoa de natureza muito sorridente... [risos]
– Percebe-se que não gosta muito de lidar com a curiosidade do público nessa área...
Confesso que não me é muito confortável, mas tento encarar isso com naturalidade. Compreendo a curiosidade, mas procuro manter alguma parte da minha vida reservada só para mim.
– Aos 33 anos, sente a pressão de casar e de ter filhos?
Não sinto qualquer pressão. Acredito no simbolismo do casa­mento, seja ele de que forma for. Quanto aos filhos, ainda não penso nisso, mas quando esse dia chegar, serei certamente uma mãe dedicada. Tal como a minha.

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