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Sandra Celas confessa: "Já tive pudor do meu lado feminino"

Com dez anos de carreira, a atriz inicia um capítulo novo na sua vida, como cantora.

Paulo Brilhante
9 de dezembro de 2012, 16:00

Depois de um ano “difícil e exigente”, Sandra Celas olha com otimismo para o futuro e sente que inicia um novo ciclo na sua vida. Para trás está uma curta experiência no jornalismo e uma década de carreira na representação. Agora, a atriz prepara-se para embarcar na “saudável loucura” de apresentar ao público a sua faceta de cantora.
Casada com o artista plástico António Jorge Gonçalves e mãe de uma menina, Miranda, de quatro anos, Sandra Celas mostrou a sua faceta mais glamorosa e feminina e brindou com a CARAS a um 2013 cheio de novos desafios. “Gostava de sair deste magnífico palácio e dançar até ao nascer do sol”, revelou no final da sessão fotográfica.
– Está a terminar um ano complicado e avizinha-se outro que promete ainda mais dificuldades. Enquanto cidadã, mulher, mãe e atriz, a que vai brindar na noite de Ano Novo?
Sandra Celas – Apesar de ter sido um ano difícil e exigente, apetece-me brindar ao facto de estar viva, de ter saúde, de ter ao meu lado pessoas de quem gosto e que gostam de mim, e de ter uma filha maravilhosa, que amo muito. Apesar de tudo, é preciso pensar que existe um futuro, ainda que talvez seja preciso ‘esgravatar’ um pouco mais para o ter.
– Nasceu em janeiro. Cada ano que começa tem um significado diferente ou mais simbólico por essa razão?
Para mim, um novo ano é sempre o início de um ciclo e gosto de olhar um ano novinho em folha e sentir que tenho novos projetos e um novo alento para o viver. O mais importante é ser otimista e ter garra para o viver. Temos de estar atentos, tanto para as oportunidades como para evitar os erros, porque sabemos que a margem para errar é muito pequena.
– Vamos entrar num ano 13. É supersticiosa?
Não sou muito supersticiosa, mas sei que a vida tem um mistério ou uma mística que nos apresenta algumas surpresas que, apesar de nem sempre as entender no momento, mais tarde percebo que fazem sentido. O 13 é das poucas superstições que tenho mas, curiosamente, pela positiva. Gosto do 13 e sinto que, para mim, este vai ser um bom ano.
 – O que se pode esperar da sua parte em 2013?
Gosto sempre de deixar uma boa margem para o acaso, mas quero voltar a representar, que é algo de que já tenho saudades, quero completar o meu projeto musical e gostava que se abrissem outras janelas de oportunidade de trabalho, seja em Portugal ou fora. Fazer uma telenovela na Globo, por exemplo, é algo que adoraria fazer, porque sei que iria aprender imenso.
– Gravar um disco no qual canta e assina algumas das le­tras é, nas circunstâncias atuais, uma saudável loucura?
Admito que sim, mas é algo de que gosto muito e este projeto é também uma motivação forte para continuar a acreditar no futuro. Penso, também, que é nos tempos mais difíceis que temos de ousar mais e cometer algumas loucuras [risos].
– Como é que o seu marido e a sua filha têm encarado esta sua nova faceta de cantora?
Têm sido todos fantásticos. Na minha família, a música sempre fez parte da nossa vida e em casa é muito comum cantarmos. E foi surpreendente, num dia destes, ouvir a minha filha a cantar a música que interpreto com o Darko [risos].
– Sente que é inevitável que, crescendo em casa de artistas, a sua filha acabe por seguir, também, esse caminho?
Não sinto essa inevitabilida­de, sinto, sim, que ela é uma menina livre que frui da arte de uma forma presente e natural. Mas se pensarmos bem, cantar, dançar e fazer de conta são brincadeiras de criança. Acima de tudo, ela será o que desejar ser. Hoje, por exemplo, quer ser bombeira, cavaleira e super-heroína [risos].
– Ao longo desta década de carreira fez igualmente uma evolução pessoal: casou-se, foi mãe e assumiu uma imagem mais sofisticada e feminina...
Foi uma década muito cheia. Mas eu preciso de viver a vida sempre com muita intensidade e de tentar transcender-me a nível pessoal e profissional. Neste contexto, os últimos anos têm sido anos de abertura ao mundo, de autoconhecimento, de não ficar presa a estereótipos e, essencialmente, tenho procurado sentir-me livre. E isso acontece com os mais variados aspetos da minha vida. Já tive pudor do meu lado feminino, hoje encaro o prazer, o hedonismo, com a naturalidade com que abraço o meu lado feminino.

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