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Aurea: “Não sonho muito, deixo a vida acontecer naturalmente”

A cantora, que acaba de lançar o seu segundo disco, revelou à CARAS o que faz de si uma mulher feliz.

Marta Mesquita
9 de dezembro de 2012, 10:00

Aos 25 anos, Aurea já pisou alguns dos mais importantes palcos nacionais, sendo também cada vez mais frequentes as suas atuações no estrangeiro. Dia 2 de dezembro, por exemplo, vai atuar em Xangai. Depois do sucesso do seu disco de estreia, a cantora alentejana lançou há dias o segundo trabalho discográfico, Soul Notes, com o qual espera ter tanto ou mais sucesso do que com o anterior. Numa conversa em que as suas conquistas e o seu novo trabalho foram os assuntos principais, Aurea garantiu que é uma mulher realizada em todos os campos da sua vida.
– Abandonou a sua imagem de loira platinada e pintou o cabelo de um tom mais escuro. Já se habituou ao seu novo visual?
Aurea
– Mudei de visual por causa da saúde do meu cabelo. O meu cabelo era agredido há muitos anos com colorações muito fortes e o uso de placas. Decidi mimá-lo e tornei-o mais escuro. No início achei esta imagem estranha, mas habituei-me e agora gosto.
– Tornou-se uma das cantoras nacionais com mais sucesso, tendo já sido distinguida com dois prémios MTV para ‘Best Portuguese Act’ e com um Globo de Ouro para Melhor Intérprete Individual. O sucesso ou a fama alteraram a forma como vive o seu dia-a-dia?
– Não. Os meus hábitos continuam a ser os mesmos, tenho exatamente os mesmos amigos – fiz também novos – e faço exatamente as mesmas coisas que fazia antes. Claro que agora as pessoas reconhecem-me na rua, mas isso não me incomoda nada. Aliás, até fico agradecida quando me abordam e me dão os parabéns pelo meu trabalho. E os prémios que já ganhei são um incentivo, mas também aumentam as expectativas e a responsabilidade.
– Lançou agora o seu segundo disco. Com o sucesso do álbum de estreia, acredito que a Aurea e a sua equipa tenham ainda maiores expectativas em relação a este novo trabalho...
– Sim, a pressão para ter sucesso é maior e estaria a mentir se dissesse o contrário. Mas também não nos podemos preocupar demasiado com isso, porque senão acaba por influenciar negativamente o nosso trabalho. A pressão está lá, mas devemos continuar a fazer o nosso trabalho com na­turalidade. Fomos para estúdio, gravámos, demos tudo de nós. É um disco que tem muito amor e calor humano.
– Como define este seu trabalho? É um disco com o mesmo tipo de sonoridade do primeiro?
– Senti-me muito confortável e realizada com aquilo que fiz no primeiro disco. Por isso, não fazia sentido mudar drasticamente a minha sonoridade. Seguimos a linha do primeiro disco, trabalhei exatamente com a mesma equipa, reuni-me com o Rui Ribeiro, o compositor, e disse-lhe que queria ter um disco que falasse muito de mim e que refletisse tudo aquilo que passei nestes últimos anos. Portanto, as letras das músicas deste álbum refletem pensamentos meus, aquilo que vivi com pessoas que passaram pela minha vida... Estas músicas têm muito de mim.
– Já atuou várias vezes no estrangeiro. Portugal começa a ser pequeno para os seus sonhos?
– Portugal não é nada pequenino para mim. Estou muito feliz com o trabalho que temos feito no nosso país. O nosso público tem sido extraordinário comigo. Claro que quero mostrar a minha música em outros países. Acima de tudo, quero que o maior número de pessoas conheça a minha música, independentemente da sua nacionalidade.
– Com tanto trabalho, acredi­to que não seja fácil conciliar a vida artística com a pessoal...
– Tem de haver sempre espaço para a minha vida pessoal. Tenho de ter tempo para poder aparecer de surpresa em casa dos meus pais, no Algarve. Preciso mesmo de estar com as ‘minhas pessoas’. E no meio do trabalho tenho conseguido ter essas pequenas pausas que me permitem voltar às raízes.
– É uma ‘menina dos papás’ ou valoriza muito a sua independência?
– Gosto de ser uma mulher independente, mas adoro poder voltar a casa dos meus pais e sentir aquele carinho.
– Quais são os seus sonhos?
– Não sonho muito nem faço grandes planos. Deixo a vida acontecer naturalmente e logo se vê. O meu lema é ser feliz.
– Pensa em casar-se e em ter a sua própria família?
– Cresci no meio de uma família fantástica e claro que um dia quero ter a minha própria família, mas tudo a seu tempo.
– Continua solteira ou há alguém especial na sua vida?
– [risos] Posso dizer que estou feliz, sinto-me muito bem com a minha vida pessoal e profissional. Estou muito tranquila...
– Que característica precisa um homem de ter para a conquistar?
– Gosto muito de homens com sentido de humor, que sejam inteligentes e que me divirtam.

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