Nas Bancas

Marta Fernandes conta como Maria é fruto de um conto de fadas

A protagonista de ‘Chiquititas’ diz que a acharam doida por ir atrás do pai da filha para Cuba.

Inês Neves
8 de dezembro de 2012, 10:00

O Natal foi o ponto departida para esta conversa, mas rapidamente a história de amor de MartaFernandes, da qual nasceu Maria, de dois anos e meio, nos prendeu aatenção. Em 2008, a atriz foi de férias para Cuba e conheceu Yanni Costa,um nadador-salvador cubano 11 anos mais novo, que viria a tornar-se o seu “amoreterno”. Apaixonaram-se quase ao primeiro olhar. E quando Marta teve deregressar a Portugal, não conseguiu esquecer o que viveu. Foram alimentando arelação através de telefonemas diários de 30 minutos, até que a atriz decidiuvoltar e apostar neste amor. Ficou em Cuba durante quatro meses e quandoregressou a Lisboa já vinha grávida. Daí até Yanni vir ter com ela, foramapenas umas semanas. Casaram-se dois meses antes de Maria nascer.
– Como conseguiram fazer com que este amor resultasse?
Marta Fernandes – Houve um grande investimento da nossa parte! Quando mevim embora da primeira vez, ele não tinha telefone em casa, não tinha como mecontactar... Então combinávamos uma hora e eu ligava para casa de uma vizinhadele. E isso tornou as coisas ainda mais especiais. Tive de pensar muitas vezesse devia ou não continuar aquele investimento. Vivíamos os dois na expectativase o outro ligava ou atendia o telefone. Foi muito intenso e eu sentia oentusiasmo dele cada vez que atendia o telefone. E isso foi também alimentandoo meu sentimento.
– Muita gente à sua volta deve ter achado que estava doida...
– Claro, a minha família achou que eu estava enlouquecida! Mas, também, jáestavam habituados a que eu tomasse decisões repentinas, por isso, o tervoltado a Cuba passados dois meses não foi estranho. O grande choque foi quandolhes liguei a dizer que estava grávida. Voltar, conhecer a família do Yanni eapostar nesta relação foi a melhor decisão que tomei, foi a decisão que ditou orumo da minha vida até este momento.
– A gravidez foi planeada?
– Eu queria, mas não planeei. Deixei que acontecesse. E independentemente decomo as coisas correrem daqui para a frente, eu já recebi o presente maior davida, que é a minha filha. E o Yanni vai estar para sempre na minha vida, vaiser o meu amor eterno, porque foi deste amor que a Maria nasceu.
– Têm uma bonita história de amor para um dia contar à Maria...
– Pois temos. E mesmo nós próprios relembramos muitas vezes a nossa história eemocionamo-nos com ela. Às vezes, é preciso voltar atrás e lembrar como, onde eporquê tudo começou. Porque foi uma coisa tão do coração, tão verdadeira, quenão a podemos deixar deturpar, o que é muito fácil de acon­tecer no nossodia-a-dia. Ficamos também muito concentrados na Maria e, por vezes, é bomconcentrarmo-nos só em nós. E aí fazemos essa retrospetiva.
– A família do Yanni continua toda em Cuba. A Maria já os conhece?
– Sim, independentemente da distância, a Maria já conhece e reconhece a famíliado pai e fala neles. Nós fomos lá quando ela tinha nove meses, em janeiro de2011, e a mãe do Yanni esteve cá quando a Maria festejou o primeiroaniversário. Mas falamos muitas vezes pela Internet, mandamos fotografias, elafala com eles ao telefone... No Natal do ano passado, fizemos uma ligação pelaInternet e estivemos um bocadinho à conversa. Se bem que é complicado, porquelá não têm acesso e têm de ir a casa de outras pessoas. Este ano vai ser igual.Custa-nos um bocado esta ausência, principalmente nestas épocas festivas em quenos apetecia juntar as famílias. Tenho pena de ela não poder usufruir mais dacompanhia deles. Quando for maior, vai começar a ir para lá passar férias deverão. E quando tiver uma pausa no trabalho, talvez consigamos ir lá por 15dias.
– O Yanni não gostava de voltar para Cuba?
– Ele tem muitas saudades, porque é muito ligado à família, mas tinha muitavontade de experimentar o mundo e a vida fora de lá, por isso está a desfrutarao máximo das coisas a que tem direito aqui. Por isso, para já não pensamos irpara lá. Costumamos dizer que quando formos mais velhinhos vamos. Imagino-me aviver lá quando a Maria já for grande e tiver a vida dela, até porque me sintomuito bem lá.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras