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Maria Ana Franco admite: “Adoro ser a única mulher cá em casa”

A ‘designer’ de interiores abriu as portas da sua casa, na zona de Cascais, e posou ao lado do marido, José Franco, e dos filhos, Manuel Maria, Francisco Maria e José Maria.

Marta Mesquita
8 de dezembro de 2012, 16:00

Maria Ana, de 39 anos, e José Franco, de 40, eram os melhores amigos quando   perceberam que, afinal, sentiam um pelo outro mais do que uma grande amizade. Depois de quase dois anos de namoro, a designer de interiores e o diretor geral da Corpcom casaram-se há 13 anos e hoje são pais de José Maria, de 12 anos, Manuel Maria, de nove, e Francisco Maria, de seis meses.
A par de uma vida familiar muito preenchida, Maria Ana tem também um dia-a-dia profissional exigente. Ao lado das suas sócias, Teresa Matos Correia, que também é designer de interiores, e Maria Ribeiro da Fonseca, gestora financeira e comercial, Maria Ana criou há cinco anos a Fusion, uma empresa de design e decoração de interiores de serviço integrado. Um dos temas da conversa que manteve com a CARAS, já com a casa decorada em tons de Natal.
– Como é que surgiu a sua paixão pelo design de interiores?
Maria Ana Franco
– Logo em miúda, sempre gostei de desenhar, de trabalhar as cores e de reutilizar objetos. Em 2007 criámos a Fusion, porque percebemos que não havia uma empresa em Cascais que conseguisse pegar de raiz num projeto e tratar de tudo, das modificações mais profundas à gestão de obras, passando pela decoração, estando sempre subjacente um conceito ecológico. É um trabalho muito gratificante, porque o que tentamos sempre fazer é pôr o dia-a-dia, a história e a personalidade do cliente dentro daquela casa. É um trabalho de personalização. É ótimo quando, depois de todo o projeto feito, o cliente diz: “É mesmo a minha cara. Sinto-me verdadeiramente em casa.”
– E o que é que a sua casa nos pode dizer sobre si e a sua família?
– Tudo! É uma casa com muitas fotografias da nossa família e dos nossos amigos, que para nós são o mais importante na vida! Depois, há muita cor e uma permanente mistura entre as coisas mais antigas e modernas, porque gostamos do nosso passado e de certeza que vamos adorar o nosso futuro. Esta casa é verdadeiramente nossa.
Mas nos tempos que correm, a decoração não pode ser vista como uma área supérflua?
– A decoração não é nada supérflua, sobretudo agora que passamos mais tempo em casa, devido à conjuntura económica. É essencial as pessoas sentirem-se bem na sua casa e para isso tem de haver harmonia e coerência entre todos os espaços. Há pessoas que sabem muito bem aquilo que são e o que querem para a sua casa, mas acabam por precisar de ajuda profissional, porque não conseguem criar um conceito nem ver o projeto no seu todo.
Acredito que seja um desafio conciliar uma carreira ativa com a gestão doméstica, sobretudo com três filhos...
– As minhas sócias e eu somos todas mães, o que é ótimo, porque há uma grande compreensão e entreajuda entre nós. Graças a Deus também tenho um marido que me apoia imenso e conseguimos conciliar tudo entre nós. Apesar de cada um trabalhar muito, conseguimos ter tempo de qualidade com os nossos filhos. A nossa família está acima de tudo.
– Gosta de ser a única mulher no meio de quatro homens?
– O Francisco era supostamente a menina, mas pregou-nos uma partida [risos]. Mas adoro ser a única mulher cá em casa, porque sinto-me uma rainha. E acabo por ser a que dá mimos a todos.
– E já desistiram da menina?
– Acho que sim. O Zé e eu valorizamos muito o tempo que passamos com os nossos filhos e com as nossas vidas profissio­nais, se tivéssemos mais um filho, poderíamos perder esse equilíbrio fundamental. Acho que vamos ficar por aqui.
– Há aquela ideia feita de que os meninos acabam por ser mais agarrados às mães. Consigo é assim?
– Eu sinto que eles são agarrados aos dois, mas procuram-nos para coisas diferentes. O Zé é o pai companheiro que os leva ao surf, aos concertos, a esse tipo de coisas. Eu ajudo nos trabalhos de casa, nas festas da escola, cozinho com eles... Portanto, tanto procuram a mãe como o pai.
– Parece formar uma excelen­te equipa com o seu marido...
– Sem dúvida. O Zé e eu conhecemo-nos desde os 14 anos. Ele era o meu melhor amigo e muito mais tarde passou a mari­do. É ótimo estar casada com o meu melhor amigo, quando nos casámos já conhecíamos muito bem os defeitos e qualidades um do outro. O nosso casamento tem uma base de cimento, não de barro. É muito segura.

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