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Ricardo Pereira: "As experiências mudam-nos, dão-nos densidade e profundidade"

Em Lisboa com a peça ‘Um Sonho para Dois’, o ator falou da fase feliz e completa que vive.

Andreia Cardinali
2 de dezembro de 2012, 16:00

De regresso aos palcos portugueses após quatro anos de ausência, Ricardo Pereira, que tem vingado no Brasil a fazer sobretudo telenovelas, é um dos protagonistas da peça Um Sonho para Dois, em cartaz no Teatro Villaret, espetáculo no qual se estreou como produtor. Foi sobre mais esta experiência profissional, mas também sobre a forma como concilia a sua carreira com a dedicação à mulher, Francisca Pinto Ribeiro, e ao filho, Vicente, que o ator conversou com a CARAS.
– Profissionalmente, a fase que vive é muito completa...
Ricardo Pereira –
Todos os momentos são um caminho para alguma coisa e acho que este foi a conclusão de um objetivo, mas tenho outros, como o de fazer uma curta-metragem. O papel de produtor veio da conjugação de condições que me cativaram e deixam muito feliz. Adoro desafios.
– Como ator, sente que já atingiu o equilíbrio?
Nem pensar, há que trabalhar continuamente. Gostei de saber que quem assistiu à peça disse que eu estava um ator mais completo. Tenho feito por isso e fico muito feliz. Além de me tentar aperfeiçoar constantemente, acho que tem também a ver com a idade, com o facto de ter sido pai... As experiências mudam-nos como pessoas e dão-nos densidade e profundidade, o que é muito bom na vida de um ator... Mas não atingi nada, dei, sim, mais um passo no caminho de alguma coisa.
– Tem tido um percurso profissional exigente, mas não parece descurar a vida pessoal...
Cobro-me muito e sou muito exigente, mas também lido bem com o erro. Gosto de trabalhar, mas também de viver a vida. Sou perfeccionista e profissional e não brinco em trabalho, mas também gosto de curtir os amigos, a minha mulher, o meu filho... Com dedicação tudo se faz.
– Para já, e devido à peça, fica em Portugal até ao final do ano. É satisfatório quando o lado profissional proporciona bons momentos pessoais?
É maravilhoso. A peça termina a 22 de dezembro e vou aproveitar para passar cá o Natal e a passagem de ano. É muito bom passar aqui esta temporada e respirar o meu país. É muito bom estar em casa, rever a família e os amigos e trabalhar no meu país.
– Calculo que para o crescimento do Vicente esta temporada seja muito boa...
A vida às vezes leva-nos por caminhos tão bons... Ele vai passar o primeiro aniversário aqui, assim como o primeiro Natal a sério. É muito bom estar no meio dos avós e para mim era muito importante que estes dois momentos da vida dele fossem assim. Tive de recusar trabalho para trazer a peça para cá, mas são escolhas...
– Essas escolhas são sempre tomadas em família?
Obviamente, não decido nada sozinho e nem gosto de o fazer.
– Referiu há pouco que a paternidade o tornou mais consciente. É uma pessoa diferente?
Com certeza. Estou muito mais calmo... Tenho pelo meu filho um amor tão forte que percebo que ele é que é realmente importante. Fundamental é que ele esteja bem, que eu passe tempo de qualidade com ele e me divirta em família.
– Em que fase é que ele está?
Numa fase ótima, ri-se para toda a gente e já diz algumas coisas.
– E a relação com a Francisca continua a ser bem preservada...
O Vicente agrega o nosso amor. O nosso percurso na vida tem de ser agregador em todas as situações, na amizade, nos lugares... E obviamente que o meu amor pela minha mulher e vice-versa não pode ser abalado de maneira nenhuma. Continuamos a amar-nos loucamente e temos um filho que é a melhor coisa do mundo. Se calhar até estamos mais apaixonados do que antes, pois juntos criámos um ser que trouxe mais amor para a nossa relação.

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