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Maria Barros: “Acho que não me falta nada, sou uma pessoa muito feliz”

A decoradora abriu as portas do seu novo ateliê e contou que nunca deixou a família para segundo plano a favor do trabalho. Maria é casada com Rui Hipólito e têm dois filhos, Salvador e Clara, de 11 e oito anos, respetivamente.

Inês Neves
1 de dezembro de 2012, 16:00

Maria Barros não receia assumir que é uma mulher vaidosa. Gosta de cremes, de maquilhagem, de tudo o que tenha a ver com cosmética, daí ter achado “fantástica” a ideia da Estée Lauder de apresentar a nova linha de cores no seu novo ateliê, em Cascais. “Esta associação faz todo o sentido porque a Estée Lauder faz às mulheres, através da maquilhagem, aquilo que eu faço aos espaços, com as cores. E porque eu sempre liguei muito à cosmética e gosto de me maquilhar.” Foi este o ponto de partida para a nossa conversa.
– É uma mulher vaidosa...
– Sou. Acho que nós, mulheres, temos imensa sorte em podermos arranjar-nos, maquilhar-nos. Vejo esta coisa do embeleza­mento feminino como uma sorte e não como um tédio e acho isto divertido. Talvez porque quando o meu pai vivia em África tinha uma fábrica de cosméticos e eu cresci um bocado neste mundo.
– Sai sempre de casa com maquilhagem e saltos altos?
– Nada disso, sou é cuidadosa com a minha pele e o meu corpo e é nesse sentido que digo que sou vaidosa. Agora, não sou nada do género de sair sempre perfeita de casa, de saltos e vestido. Sou muito mais prática e descontraída. Às vezes até acho que sou demasiado descontraída na maneira de vestir para a minha idade. Os meus filhos por vezes até me perguntam: “Oh mãe, vais levar-nos à escola assim vestida?”
– Muito críticos e atentos...
– Sim. O Salvador é mais crítico e dá sempre a sua opinião, já para a Clarinha tudo o que eu faço está perfeito. Mas são os dois muito carinhosos, gostam muito de miminhos. Temos uma relação ternurenta, gosto muito de dizer todos os dias que os adoro. As pessoas devem verbalizar o que sentem e eu passo-lhes isso. Não quero que fique nada por dizer ou por dar. Esta coisa da maternidade é mesmo uma aventura muito querida da nossa vida. Todas as fases de crescimento deles foram maravi­lhosas. Nunca tive saudades de eles serem bebés, continuo a achar tudo sempre diferente, mas uma aventura. Somos muito unidos.
– Às vezes, para se alcançar o sucesso descuram-se outras coisas. A família nunca ficou para segundo plano?
– Nunca. Sempre fui uma mãe muito presen­te e quero que continue a ser assim. A minha prioridade são sempre eles. Claro que há dias em que o trabalho vai até mais tarde, mas eles entendem isso. Quando escrevi o livro, no ano passado, custou-me estar mais ausente. Enquanto escrevia, custava-me ouvi-los rir com o pai e não participar também. No fim, quando acabei, mesmo antes de fazer 40 anos, eles fizeram-me um vídeo a dar os parabéns. Eu e o Rui fomos os dois passar o meu aniversário fora e ele levou o vídeo. O Salvador dizia: “És a melhor mãe do mundo, adoro-te, és tão querida... a única coisa que tenho um bocadinho pena é deste vício que tu agora tens de passar os sábados a escrever.” Apertou-me o coração. Mas depois já me disse para escrever outro livro porque estava muito orgulhoso de mim. Na verdade, quando as coisas são feitas com amor, com partilha e diálogo, acho que eles entendem e aceitam bem.
– E qual é o segredo para manter um ca­samento feliz há mais de dez anos?
– É nunca esquecer de como tudo começou, antes de termos os nossos filhos. Nunca esquecer a pessoa por quem nos apaixonámos. Isso é que é a base de tudo, da família, é o amor que uniu duas pessoas e que depois foi crescendo. Aquele primeiro amor é o que tem de ser preservado e lembrado. Os nossos filhos sabem que uma vez por semana temos o nosso dia, só da mãe e do pai, e acham querido. Até nos dizem: “Hoje é o dia de irem namorar.”
– Parece ter tudo: um casamento ‘perfeito’, dois filhos que a adoram, um trabalho que a realiza. Não lhe falta nada?
– Sinceramente, acho que não me falta nada, sou uma pessoa muito feliz. Tenho problemas como qualquer pessoa, cada um tem os seus à sua escala. Só que na verdade, sou uma pessoa superpositiva. Se há um dia que me corre menos bem, tenho uma força interior muito grande para pôr o problema de lado e focar-me em coisas boas. Acho que é esse um bocadinho o segredo da minha felicidade, porque vem cá de dentro. Não são as coisas nem as situações que me vão fazendo feliz, sou eu. E todos os dias acordo feliz e bem disposta.

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