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Ana Calheiros: "Acredito muito no trabalho e na luta diária"

A designer de joias e o marido, Bernardo, receberam-nos em casa.

Andreia Cardinali
1 de dezembro de 2012, 18:00

Começou por tirar o curso de Línguas e Literaturas Modernas, mas cedo percebeu que a sua vida profissional passaria necessariamente pela área artística. Hoje, aos 34 anos, Ana Calheiros é já um nome incontornável na área do design de joias. A seu lado em todas as ocasiões está o marido, Bernardo, de 48 anos, com quem está casada há seis anos e com quem partilha também a vida profissional, já que a seu cargo Bernardo tem a gestão e o marketing.
–  Como consegue conciliar as obrigações profissionais com as pessoais?
Ana Calheiros –
Têm sido anos de muita felicidade e, sobretudo, muita compreensão. Por vezes tenho de viajar bastante e passar algum tempo afastada do meu marido, mas recentemente tive a sorte de ele se ter juntado a mim no negócio, onde cada um assume uma área específica, o que nos permite estarmos mais tempo juntos.
– Como é a vossa relação profissional?
O meu marido é responsável pela área da gestão e marketing e eu estou mais dedicada à criação e vendas. Cada um tem as suas funções bem definidas e trabalhamos muito bem em equipa.
– Aos 32 anos, já começa a sentir necessidade de ser mãe, ou está ainda muito focada no sucesso profissional?
Com sinceridade, digo que quando me casei tive muita vontade de ter filhos. Eles não vieram e hoje ter filhos não é a minha prioridade. No entanto, se decidirem vir, serão certamente bem-vindos.
– Tem conseguido contrariar de certa forma a crise que vivemos e até evoluir na sua carreira. Qual é o segredo?
O segredo passa pela dedicação total ao que se faz, por acreditar naquilo que se cria e na possibilidade de ir mais além. Apesar da crise que, obviamente, também sinto, procuro inovar todos os dias e encontrar novos mercados. Em cada peça que faço está o meu gosto pessoal, ficando para os outros a avaliação desse trabalho.
– Foi convidada pelo Grupo Visabeira, detentor da Bordalo Pinheiro e da Vista Alegre, para criar algumas peças de cerâmica. É uma área diferente...
O grupo Visabeira tem sido muito dinâmico na promoção de parcerias com artistas nacionais. Tive a sorte de ser uma das pessoas convidadas para criar um conjunto de peças que aliem a arte da cerâmica, que tem sido exemplarmente desenvolvida pela Bordalo Pinheiro, à arte da criação de joias. É um desafio complexo, mormente do ponto de vista técnico, mas que espero venha a dar um resultado que seja do nosso agrado e do público.
– Será uma oportunidade para se dedicar a uma atividade diferente?
Não, a minha atividade é a criação de joias e é nessa área que quero continuar. Contudo, gosto de aceitar desafios, nomeadamente quando me fazem entrar por outras áreas que não são as minhas. São sempre atividades enriquecedoras e onde se aprende muito.
– Vai expor as suas joias na cidade fran­cesa de Vichy. Está numa fase muito feliz da sua carreira...
É um convite que muito me honrou, so­bretudo tendo já vários clientes em França. De facto, é cada vez mais importante sairmos do nosso cantinho e mostrarmos o nosso trabalho noutros países.
– Acredita que o seu sucesso advém do trabalho e dedicação ou também de alguma sorte?
Acredito na sorte, mas o único local onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário. Acredito muito no trabalho árduo e na luta diária.

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