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Ângelo Rodrigues: “Fui aprendendo a confiar nas pessoas e a entregar-me”

O ator e cantor, de 25 anos, namorado de Iva Domingues, de 35, diz-se reservado, mas confessa que se expõe muito através da música que faz, na pele de Angel-O, que considera o seu alter-ego.

Inês Mestre
24 de novembro de 2012, 10:00

Ângelo Rodrigues e Angel-O, ator e cantor, uma figura pú­blica que é também um homem reservado. Aos 25 anos, alimenta duas paixões, a representação e a música, e não consegue escolher nenhuma. Enquanto ator, sente-se protegido pelas personagens a que dá corpo, mas assume que na sua música se expõe, deixando transparecer emoções e opiniões.
É o que acontece com o tema Eu, o novo single do seu álbum de estreia – ao qual deu o seu nome artístico, Angel-O, que serviu de ponto de partida para uma conversa com o cantor, namorado da apresentadora de televisão Iva Domingues, de 35 anos.
Fora da entrevista ficou um tema que só depois viria a público: o da cirurgia estética que fez às orelhas, reduzindo-as. Mas Ângelo Rodrigues esclareceu entretanto à CARAS: “É verdade que fiz a cirurgia. Foi feita há seis meses pelo doutor Ângelo Rebelo, mas toda a história à volta é completamente mentira. Não me quero alongar sobre isso, mas posso dizer que correu bem e que estou muito contente e sa­tisfeito com o resultado.” Explicada a mudança de imagem, passemos então à conversa.
Neste novo single, Eu, fala de uma experiência pessoal...
Ângelo Rodrigues
– Sim, esta é a música mais pessoal do meu álbum e foi o exorcismo de uma fase negativa por que passei, um amor não correspondido. Essas emoções passaram para o papel e resultaram nesta música, que é a mais especial do álbum.
É um homem de emoções fáceis?
– Tenho uma sensibilidade apurada e há muitas coisas que me afetam. O lado emocional das relações contribui muito para a minha estabilidade. Quando essa estabilidade está em risco, é normal que as emoções fluam e eu deixo-as aparecer.
Nesta música expõe-se e, de certa forma, entrega-se a quem o ouve. Nas suas relações também se consegue entregar?
– Esse é o maior dilema das relações, pois a pessoa que está connosco acaba sempre por ser um pouco vítima das experiência anteriores. Mas eu fui aprendendo a confiar nas pessoas e a entregar-me. Se não houver confiança mútua numa relação, não vale a pena as pessoas estarem juntas, não faz sentido. Eu confio a cem por cento na Iva e espero que ela faça o mesmo comigo. [risos]
– Entre as suas facetas de ator e de cantor prefere alguma?
– Não, as duas acabam por se complementar. Por um lado tenho um fascínio enorme pela possibilidade de encarnar outras pessoas e viver a vida delas, por outro, é através da música que consigo ser eu e expor os meus sentimentos mais profundos. Estou a aprender a lidar com essa exposição.
– Na pele de Angel-O tem uma imagem provocadora e sensual. É uma personagem?
– Não é de todo uma personagem, é o meu alter-ego. E sim, tem essas características, mas também transponho o meu lado mais crítico, incisivo, de opinião, para o Angel-O.
– Calculo que tenha muitas fãs...
– Tenho algumas, sim, e de várias idades! [risos] É uma consequência do meu trabalho. Sou uma pessoa naturalmente reservada, mas já aprendi a lidar com isso.
Daqui a 15 ou 20 anos gostaria de continuar a cantar?
– Acho que as pessoas ainda não perceberam uma coisa: eu não fui contratado para fazer este álbum e isto não é uma coisa esporádica. É uma parte de mim que não vejo como tendo um prazo de validade, é algo que quero fazer para a vida. Tal como a representação. São duas coisas das quais não me consigo dissociar. São as minhas paixões.
No verão viajou sozinho pela América do Sul. Como foi essa experiência?
– Viajei por cinco países durante um mês, completamente sozinho, à descoberta. Pretendia abrir os meus horizontes, refletir um bocadinho. Era uma viagem de introspeção. E foi incrível. Como a Iva não podia ir, por motivos profissionais, e eu também não tinha um trabalho fixo, foi a melhor altura.
Antes disso tinha estado com a Iva na Tailândia e uma fotografia que pôs no seu Facebook deu origem a rumores de casamento. Estava à espera de um alvoroço tão grande?
– Não! Eu esperava que as pessoas tivessem tanto sentido de humor quanto eu e percebi, com isso, que não têm! Foi um enorme mal-entendido! Eu faço muitas piadas no meu Facebook, mas não me compete saber como é que as pessoas as interpretam.
– Entretanto, a novela Rosa Fogo foi nomeada para um Emmy. Como recebeu a notícia?
– Estava de férias em Santiago do Chile quando soube e fiquei em êxtase. Ver Portugal ser nomea­do para os Emmy três anos seguidos é muito bom. E ter a primeira novela que fiz enquanto protago­nista nomeada é fantástico e um indicativo do que eu sinto e do peso que a ficção nacional tem neste momento no mundo. Estou bastante orgulhoso.

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