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Pablo Alborán: "Tudo me inspira, mesmo a coisa mais insignificante"

O mais recente trabalho de Alborán, ‘Tanto’, foi composto em Portugal já que, conta o músico, o nosso país o inspirou especialmente.

Andreia Cardinali
17 de novembro de 2012, 14:00

Com apenas 23 anos, o cantor espanhol Pablo Alborán é já um caso de sucesso, em especial nos países latinos. As suas canções, influenciadas pelo flamenco, conquistaram os fãs portugueses no primeiro álbum – que incluía o tema Perdóname, em colaboração com a fadista portuguesa Carminho – e o primeiro single de estreia do seu mais recente álbum, Tanto, é já também um dos mais tocados nas nossas rádios. Por isso, e porque o nosso país o conquistou desde o primeiro minuto, o artista compôs as suas músicas mais recentes em Lisboa, onde toca no dia 12 de novembro, no Coliseu dos Recreios.
Foi sobre a forma como tem encarado o sucesso, a falta de tempo para a vida amorosa e a total dedicação à vida profissional que conversámos com o artista.
– Como surgiu a paixão pela música?
Pablo Alborán –
Creio que nasceu comigo,  como uma necessidade vital. Em pequeno tocava piano e viola, ouvia música e passava dias inteiros a fazer isto, o que não era muito habitual numa criança. Depois comecei a dar concertos no colégio e aos 13, 14 anos senti a necessidade de cantar em público e foi quando conheci o Manuel Illán, o meu produtor. Desde então tem sido tudo muito rápido.
– Já compunha na adolescência. Foi uma necessidade crescente?
Completa e radicalmente. Quanto mais conheço a música, mais necessito dela e quanto mais toco e conheço outros ritmos musicais, mais enriquecido me sinto. Tenho uma necessidade vital de conhecer toda a cultura musical dos países por onde passo, tal como se passou aqui, quando descobri o fado.
– Todas as suas músicas têm um cariz romântico. É um homem apaixonado?
Sim, muito. Gosto de viver tudo ao extremo, como o amor trágico, a paixão que não deixa respirar...
– Onde vai buscar inspiração para compor?
A todo o lado. A um filme, uma relação, histórias que me contam. Absolutamente tudo me inspira, mesmo a coisa mais insignificante, desde que me desperte algo. No outro dia vi um filme e uma simples frase inspirou-me para uma música. Ando um pouco louco, tudo me inspira. [risos]
– Já compôs algumas canções inspiradas em Portugal...
Todo es­te disco é inspirado em Portugal e foi composto aqui, pois esta é uma terra que musicalmente me enriquece muito.
– Sente-se um artista mais completo?
Não, sempre me sentirei incompleto, caso contrário teria de deixar a música. Sinto que tenho de estar sempre à procura de compor aquela que será a canção da minha vida e espero que seja assim até ao fim.
– Como é que se lida, aos 23 anos, com o sucesso que alcançou?
Há momentos em que sinto algu­ma pressão e outros em que nada mudou. Mantenho os costumes e necessidades. Sou muito ligado à família, gosto de estar em casa com os meus pais e irmãos, já que vivemos todos juntos, e sempre que posso trago a minha mãe comigo. Os amigos são os mesmos de quando era pequeno e na realidade para mim é maravilhoso poder desfrutar da música e do meu trabalho. Sinto-me afortunado.
– E tempo para namorar?
Não há. Estou somente focado no trabalho. Sou muito perfeccionista, meticuloso e responsável. Estou muito centrado em que tudo corra bem e preocupado em que as pessoas continuem a querer-me como até aqui. Estou sempre a seguir os comentários no Facebook e no Twitter e fico muito feliz por ver que já há tanta gente a dar-me os parabéns e a ouvir-me, somente através do single Tanto.
– Como lida com os fãs?
É maravilhoso. O carinho e respeito que a minha música tem recebido deixa-me enternecido. É muito bom ver as histórias dos outros a serem vividas através das minhas canções. É mágico.

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