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Em prisão preventiva, Michel da Costa recebe o apoio dos filhos

É acusado de "fraude fiscal e branqueamento de capitais".

Marta Mesquita
13 de novembro de 2012, 16:45

No dia 30 de outubro, o chef Michel da Costa foi detido pela Polícia Judiciária no cumprimento de um mandado europeu emitido por França. As autoridades francesas acusam Michel e outro cidadão francês, o seu sócio, Haig Jean, preso no mesmo dia, de “pertencerem a uma organização criminosa e terem cometido fraude fiscal e branqueamento de capitais, entre 2005 e 2007”, como explica a agência Lusa.
Em prisão preventiva por se considerar que existe perigo de fuga, nomeadamente para Mar­rocos, de onde é natural, o chef foi ouvido na passada quarta-feira, dia 31, no Tribunal da Relação de Lisboa, onde se opôs ao pedido de extradição. A terminar o período de cinco dias que lhe foi concedido para explicar por escrito o motivo que impede a sua extradição, Michel da Costa continua preso preventivamente até ao fecho desta edição. Contudo, os seus três filhos, Olivier, Nathalie e Sofia Costa, alimentavam a es­perança de que o pai fosse libertado brevemente. “É uma situação delica­da para todos e a comunicação social está a fazer uma tempesta­de num copo de água. O meu pai foi chamado para ir depor a tribunal e não compareceu. Enviou uma carta para lá, mas não deve ter chegado a tempo ou não deu resultado, não sei. O certo é que, por não ter comparecido, enviaram o mandado de detenção europeu para poder ser ouvido. Ele foi preso terça-feira, quarta-feira foi ouvido pelo juiz e como foi tudo em francês, teve de ser traduzido. Quinta-feira foi feriado, na sexta foi apresentada a tradução e interposta a defesa e agora está à espera. Do ponto de vista financeiro, o meu pai está péssimo. Se ele tivesse cometido os crimes de que alegadamente é acusado, deveria estar rico e não está! Sou eu que lhe estou a pagar as contas. Estamos à espera e não sabemos a gravidade da situação. Temos esperança de que ele saia hoje ou amanhã”, explicou Olivier Costa, que já tinha enviado um comunicado de imprensa a explicar que “não tem qualquer ligação empresarial com o pai”, mas que lhe presta o seu apoio. O empresário e chef disse ainda à CARAS que os filhos têm “acompanhado dentro do possível” o pai, tendo mesmo a irmã Sofia já ido aos calabouços da Polícia Judiciária levar alguns bens essenciais ao pai. Olivier revelou ainda que as irmãs deixaram também a medicação para o pai tomar. Aliás, o estado de saúde do chef poderá ter sido um dos motivos apresentados pela defesa para evitar a sua extradição.
Esta não é a primeira vez que  Michel tem problemas com a justiça: já em março de 2011 o chef – que teve vários programas de televisão e gere um atelier de cozinha – foi acusado de burla por alguns dos seus alunos.

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