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Daniel Craig: “Gosto do lado melancólico do James Bond”

O ator britânico veste pela terceira vez a pele do agente secreto 007, no 23.º episódio da saga, que faz 50 anos.

Redação CARAS
10 de novembro de 2012, 14:00

De forma algo surpreendente, sucedeu a Pierce Brosnan na pele do agente secreto mais famoso de sempre. Surpreendente porque, fisicamente, é mais parecido com a imagem que temos de um espião russo do que da de um agente secreto britânico. Mas a verdade é que Daniel Craig se impôs e convenceu – recebeu logo boas críticas na estreia como 007, em Casino Royal – e já vai na terceira aventura de James Bond, com contrato assinado para mais duas. Aos 44 anos (menos seis que Bond tem no cinema), o ator está casado há pouco mais de um ano com a igualmente bem-sucedida atriz Rachel Weisz, de 42. A paixão surgiu enquanto rodavam o filme A Casa dos Sonhos, o que provocou o fim do casamento dela com o realizador Darren Aronofsky, de quem tem um filho, Henry, de seis anos. Craig tem uma filha de 21 anos, Ella, do seu primeiro casamento, com Fiona London. Feliz nesta nova etapa de vida, diz que toda a família é fã do 007. “Todos eles gostam do James Bond. Gostam muito. São grandes fãs de tudo e estão também muito orgulhosos do meu trabalho. E sentem-se felizes por eu estar a fazer aquilo de que gosto.”
O próprio Craig sempre foi fã dos filmes de James Bond – “cresci a vê-los”, diz, como dirá grande parte das pessoas da sua geração – e aprecia a complexidade da personagem criada por Ian Fleming. “O lado melancólico do James Bond sempre foi apelativo para mim. É o que gosto neste tipo de personagem, um questionamento constante sobre o que faz, porque faz e se está correto. E sobre ser leal. Acho que essas coisas vieram diretamente do Fleming, porque escreveu nos anos 50, praticamente acabado de sair da Segunda Guerra Mundial. Os bons heróis, as boas personagens, são complexas. É isso que torna o Bond interessante.” E o segredo de tanto agradar às mulheres?, perguntam-lhe. “Ele é perigoso. É tão simples como isso”, defende.
Oriundo da classe média britânica (o pai era proprietário de dois bares, a mãe, professora de Arte), Daniel Craig sabe o que significa subir a pulso: formado pela prestigiada  Guildhall School of Music and Drama, o início  de carreira foi duro e as contas pagas com trabalhos rotineiros como servir à mesa. “Comecei aos 21 anos, mas sinto que sou ator desde sempre. O início foi como para qualquer outro ator: é muito difícil, há que lutar, trabalha-se pouco e é preciso pagar a renda e sobreviver. E um dia o dinheiro começa a ser suficiente e tudo se resolve.” Fez teatro, televisão e cinema, mas a consagração só chegou quando foi convidado para fazer de James Bond. “Adoro fazer teatro. Ainda há dois anos estive na Broadway com o Hugh Jackman. Gostava de fazer mais teatro. É emocionante, especialmente em Nova Iorque.”
O envelhecimento é um dos temas subjacentes a esta nova aventura de James Bond, assunto que não preocupa Craig: “O que é que se pode fazer? Há que encarar a questão e ultrapassá-la. E aproveitar a vida enquanto se pode.”

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