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Amor Electro celebram sucesso com concerto: “Temos de ser otimistas e acreditar que vamos realizar os nossos sonhos”

O grupo subiu ao palco do Coliseu de Lisboa no passado dia 2 de novembro.

Marta Mesquita
10 de novembro de 2012, 12:00

Há sensivelmente um ano e meio, Marisa Liz, vocalista, Tiago Pais Dias, multi-instrumentista, Ricardo Vasconcelos, teclista, e Rui Rechena, baixista, apresenta­ram-se ao público português como Amor Electro. Depois de terem tocado em várias cidades do país e de terem sido distinguidos este ano com os Globos de Ouro para Melhor Grupo e Melhor Música (com A Máquina), celebraram agora o seu sucesso com um concerto único no Coliseu dos Recreios, dia 2 de novembro.
Foi em plenos preparativos para este grande dia que os Amor Electro conversaram com a CARAS sobre o ano e meio que passou desde a apresentação do disco de estreia, Cai o Carmo e a Trindade, e o que se pode esperar deste concerto na mais mítica sala de espetáculos de Lisboa.
– Para a vossa banda, o que significa subir ao palco do Co­liseu dos Recreios?
Marisa Liz
– Para nós é o resultado de um ano e meio de trabalho. Sempre acreditámos na nossa música e em como era possível tocarmos e cantarmos aquilo que sentíamos. Tivemos um país inteiro a apoiar-nos e este concerto é basicamente um agradecimento deste ano e meio de Amor Electro.
Rui Rechena – É ótimo termos esta oportunidade. E daqui para a frente ainda vai ser melhor. Temos de ser otimistas e acreditar que vamos realizar os nossos sonhos. O Coliseu vai ser a celebração de tudo isso.
– O que é que se pode esperar deste vosso concerto?
Tiago Pais Dias
– Acho que vamos surpreender o público com este concerto. Vamos ter temas novos e uma abordagem cénica diferente da que temos feito. Vamos ter artistas convidados e uma orquestra composta exclusivamente para este espetáculo. Também teremos público em cima do palco, o que lhe permitirá assistir a um concerto da perspetiva do músico.
– O Tiago é responsável pelos arranjos musicais deste concerto. Acredito que esteja a ser um desafio criativo muito interessante para si...
– Para mim é um desafio fazer arranjos para uma orquestra com instrumentos que nunca toquei na vida. Não sei escrever música na partitura, simplesmente faço e toco, e tenho a ajuda dos meus colegas da banda, que me dão sempre ideias. Tudo isto só resulta porque confiamos muito no trabalho uns dos outros.
– Neste concerto vão ter vários convidados em palco...
Marisa Liz
– Vamos ter o Pe­dro Oliveira, dos Sétima Legião. Somos muito amigos do Pedro, que é uma das melhores pessoas que já conheci na minha vida. Também vamos ter em palco o Carlos Nobre (Pacman) porque somos fãs do trabalho dele e há uma relação artística entre nós. Também vamos atuar com o Yami. É um grande amigo e um excelente músico. Depois, vamos ter o Hélder Moutinho, que é o nosso manager, faz parte da nossa família, é um artista que admira­mos imenso e queremos viver tudo isto com ele. Finalmente, teremos os Tocá Rufar. Faz sentido juntar alguns instrumentos mais tradicionais com a parte eletrónica.
– Quais são os segredos do vosso sucesso?
– Há muita coisa que justifica o nosso sucesso. Toda a equipa que trabalha connosco fez um trabalho extraordinário. Apesar de sermos uma banda já reconhecida e de termos vendido muitos discos, isso nunca nos subiu à cabeça. Sempre decidimos tocar as nossas músicas e queremos que as pessoas tenham direito a isso. Não queremos que a cultura pare.
Ricardo Vasconcelos – Não somos novatos nisto. Todos nós tivemos experiências musicais anteriores e passámos por bares, pelas bandas com menos sucesso e tivemos a capacidade de crescer e aprender com tudo isso. Depois, há uma grande cumplicidade entre nós. Claro que um fator importante é o amor que sentimos pela música. Fazemos aquilo de que mais gostamos.
– A amizade que existe entre os quatro será também um fator decisivo para o vosso sucesso...
Marisa Liz
– Basicamente, esta banda só existe porque somos amigos. Se isso deixasse de acontecer, os Amor Electro terminavam. Não poderíamos ter este nome se não existisse amor entre nós. Nós os quatro ajudamo-nos a melhorar enquanto seres humanos. Somos amigos e isso na criação é muito importante. Temos muitos espetáculos dados e passamos mais tempo com a banda do que com a nossa família. A banda também tem de ser uma família. Queremos que cada um dê o seu melhor e que cada um brilhe. Felizmente, não há lutas de egos entre nós.
– A Marisa e o Tiago são um casal e têm uma filha. Essa cumplici­dade e afeto refletem-se na criação da música?
– Eu acho que ajuda. Há a cumplicidade musical e a humana. Para tocarmos com alguém temos de ter cumplicidade musical. Eu e o Tiago somos cúmplices, tanto no campo pessoal como no musical. O Tiago sabe exatamente aquilo que vou fazer e vice-versa. É muito gratificante podermos passar o nosso amor para a música e isso ajuda-nos claramente a criar.
– São ambiciosos? Que sonhos têm para a banda?
– A nossa ambição é sermos felizes. É viver o dia-a-dia e fazer o nosso trabalho. Claro que queremos que o maior núme­ro possível de pessoas conheça a nossa música no mundo inteiro, mas já estamos muito felizes por termos chegado aos portugueses. A internacionalização faz parte dos nossos objetivos, mas neste momento a nossa ambição principal é darmos um grande concerto no dia 2.
Tiago Pais Dias – O primeiro disco é sempre uma novidade, mas acho que a parte difícil vem agora. Temos de ter um excelente segundo disco, que é crucial para uma banda. Obviamente, como qualquer artista, gostava de ouvir a nossa música lá fora. Foi ótimo saber que fomos agora distingui­dos com um EBBA (European Border Breakers Award). É um prémio super importante, porque vai abrir-nos portas para o estrangeiro. Saber que há alguém lá fora que ouve a nossa música é fantástico.

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